quinta-feira, 27 de julho de 2017

Oficina de Objetos Poéticos e outras Poesias com Selma Maria

Os nomes de todo e qualquer objeto, achado na rua, esquecido no quintal, são o ponto de partida para essa oficina que convida o público a criar novas relações com as palavras. Criando poesias visuais e tridimensionais com o uso de objetos cotidianos a artista provoca o público a refletir sobre a língua portuguesa brincando com as palavras.
Domingo, 30/07/17 das 15h às 17h
Gratuito
30 Vagas por ordem de inscrição

terça-feira, 25 de julho de 2017

A ideia de homenagear todos os escritores no dia 25 de julho surgiu a partir do I Festival do Escritor Brasileiro, organizado na década de 1960 pela União Brasileira de Escritores, sob a presidência de João Peregrino Júnior e Jorge Amado, um dos principais nomes da literatura nacional.

Hoje é dia de escrever.



Por Alessandra Leles Rocha




Hoje é dia de escrever. De libertar a alma pelas palavras. De expressar o que não cabe dentro de mim. De eternizar os pensamentos que poderiam se perder no vento.
Quando tudo parece pesado demais é hora de escrever. Foi assim que a escrita passou a fazer parte de mim.
Chega de plateias incompreensíveis. Papel e caneta, ou pelos teclados da tecnologia, o dedo de prosa acontece com mais profundidade, do que em muita sessão de terapia.
Sem constrangimento. Sem medir palavras e intenções, o diálogo da escrita é sempre franco, por mais que se pense o contrário. Escrever, meu caro, minha cara, é desnudar-se por completo.
É por isso que ninguém escreve igual. Escrever é tão pessoal quanto à própria digital. Tem um traço de invisibilidade que marca a sua presença de tal jeito que todos sabem que o texto é seu.
E tudo é razão para escrever. Dias de sol, de chuva,... Bateu na alma diferente, lá vem à vontade doida de fazer confissões ao papel.
Não importa a hora. Não importa o lugar. Pode até começar no papel de pão. O fundamental é verter a inquietude para que ela não se perca antes de ser ressignificada como se deve.
Por isso, eu discordo de quem considera a escrita um alento para a solidão. Nem todo escritor é solitário e nem todo solitário é, portanto, escritor.  
A escrita transcende os rótulos. Escrever é exercitar a humanidade que habita em nós. É domar caprichosamente os arroubos das ideias para que possam se tornar compreensíveis.
Aí, o jeito de fazer essa doma é de cada um. Tem poeta. Tem prosador. Tem músico. Tem repentista. Tem quem abuse das palavras e quem poupe, com receio de gastá-las sem tanta precisão.
E quanto mais se escreve, mais vontade se tem. Vira hábito. Algo que se percebe a falta sem mesmo precisar manifestar.
Depois da primeira palavra ali desenhada, algo se transforma. A linha que liga o questionamento a resposta se encurta.  A coragem do registro, então, se aflora.
Não há porque se importar com as opiniões alheias. A sua, pelo menos, está no papel. Assinada. Reafirmada pelo tempo.
Se algum dia tiver que mudar, partirá da sua escrita um novo ponto de vista. Afinal, se o ser humano se transforma por que não transformariam os seus escritos?
Escrever é um modo de manifestar a nossa evolução. Se os olhos são capazes de enxergar além do visível, as palavras não podem ser indiferentes.
Por isso, mais do que hoje, todos os dias são de escrever. Não importa que seja uma escrita para si ou para o mundo. Importa à sensibilidade, a verdade, a profundidade em cada palavra.
Escrever rompe as amarras dos silêncios mais profundos. Contesta os ditames impositivos do que se deve pensar, dizer, fazer, agir.  Porque escrever é, simplesmente, tecer as asas da própria alma.  

Campanha da ONU Dia Laranja incentiva a educação de qualidade e segura para mulheres e meninas

A Campanha UNA-SE pelo Fim da Violência contra as Mulheres, do Secretário-Geral das Nações Unidas, proclamou o dia 25 de cada mês como "Dia Laranja", um dia para sensibilizar e tomar medidas para acabar com a violência contra mulheres e meninas. Como uma cor brilhante e otimista, laranja representa um futuro livre de violência contra mulheres e meninas, para a campanha UNA-SE.

Neste dia 25 de junho, a ONU reafirma o compromisso das Nações Unidas com a realização do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4: Educação de Qualidade. Tal objetivo reconhece a interdependência entre educação e desenvolvimento e tem como foco proporcionar ambientes de aprendizagem seguros, não-violentos, inclusivos e eficazes para todas e todos. Tem igualmente por objetivo garantir que todos os alunos e alunas adquiram os conhecimentos e habilidades necessárias para promover o desenvolvimento sustentável através dos direitos humanos, incluindo a promoção da igualdade de gênero e de uma cultura de paz e não-violência.

Dia Laranja
O Dia Laranja convida ativistas, governos e parceiros das Nações Unidas para mobilizar as pessoas e destacar a importância prevenção e eliminação da violência contra mulheres e meninas, não só uma vez por ano, sendo o dia 25 de Novembro o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra a Mulher, mas todo mês. Em 2016, uma nova agenda de desenvolvimento global foi aceita por todos os países e é aplicável a todos.
Através dos 17 objetivos globais e das 169 metas da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, a Agenda aborda as três dimensões do desenvolvimento sustentável: o econômico, social e ambiental. A agenda reconhece a igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres como uma prioridade fundamental e garante que "ninguém será deixado para trás".
Ao longo de 2016, a campanha UNA-SE, através do Dia Laranja, irá destacar os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável que dizem respeito à violência contra as mulheres e meninas.

Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4: Educação de Qualidade – Garantir educação inclusiva para todas e todos e promover oportunidades de aprendizagem equitativa e de qualidade ao longo da vida
O Objetivo Global 4 reconhece a interdependência entre educação e desenvolvimento. Tem como objetivo proporcionar ambientes de aprendizagem seguros, não-violentos, inclusivos e eficazes para todas e todos. Tem igualmente por objetivo garantir que todos os alunos adquiram os conhecimentos e habilidades necessárias para promover o desenvolvimento sustentável, incluindo, entre outros, através dos direitos humanos, igualdade de gênero e promoção de uma cultura de paz e não-violência.
Educação Segura para Meninas e Mulheres
A educação de meninas é uma grande força impulsora para a mudança social, o crescimento econômico e a estabilidade social e para romper com muitas barreiras que continuam impedindo que meninas tenham acesso à educação segura. Muitas meninas sofrem violência de seus colegas estudantes, professores, administradores escolares, entre outros. Desde cedo, enfretam em suas vidas o assédio sexual, o assédio moral e a violência virtual. E a falta de supervisão sensível à gênero nas escolas aumenta o risco de intimidação, assédio sexual e agressão sexual contra as meninas.
No Brasil, o entorno de muitas escolas segue como ameaça à segurança das estudantes, com baixa mobilidade e problemas de iluminação.
Muitas meninas, especialmente as mais vulneráveis por sua classe social e raça, continuam a ser privadas do direito à educação; elas são mais propensas a ter responsabilidades familiares dentro de suas casas e, quando os recursos são escassos, a educação dos irmãos do sexo masculino pode ser priorizada.
O fracasso em assegurar que meninas acessem seu direito à educação causa efeitos profundos sobre as meninas, e também para a sociedade como um todo. Para elas, a falta de educação traz consequências para toda a vida, como o aumento da dependência econômica, gravidez precoce, baixa autoestima e aumento da vulnerabilidade em situações de violência. 
Iniciativas para promover o acesso seguro à educação para meninas
A ONU Mulheres Mulheres e a Associação Mundial das Guias e Escoteiras (WAGGGS) está lançando um programa conjunto chamado "Vozes contra a Violência" em 35 países, incluindo o Brasil, que envolve jovens na prevenção da violência contra mulheres e meninas, usando um currículo de educação não-formal. O programa já treinou mais de 3.000 líderes jovens e 97% delas mostraram ter aprimorado seus conhecimentos sobre a violência contra as mulheres e meninas. Ao completar o currículo, as jovens podem ainda desenvolver e implementar iniciativas de mobilização comunitária e advocacy em suas regiões pela eliminação da violência de gênero.
No Brasil, o projeto Uma Vitória leva à Outra foi lançado em 2016 no Rio de Janeiro, cgwgjwoge.
No Quirguistão, um projecto financiado pelo Fundo Fiduciário da ONU pelo Fim da Violência contra as Mulheres (UNTF) desenvolveu o Programa Escola Livre de Violência (SLWV), ensinando às meninas moradoras de regiões rurais habilidades vitais para prevenir e responder às ameaças de violência na família, em suas escolas e na sociedade.
Na Armênia, um módulo sobre de Gênero e Violência desenvolvido com apoio do UNTF foi adotado pelo Ministério da Educação e Ciência. Hoje, o material obrigatório para o Instituto Nacional de Educação (NIE) em treinamentos de pré-certificação de professores de escolas públicas. Mais de 5.165 professores foram treinados por ele em 2015. E, de acordo com o NIE, 8.000 professores da rede pública serão treinados anualmente pelo Módulo a partir de 2016.
A Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNWRA) organizou atividades sobre  casamento precoce, saúde das adolescentes, violência contra mulheres e meninas e direitos humanos, em coordenação com organizações locais e sete centros de programa para mulheres (WPCS). Mais de 254.443 estudantes meninas receberam as oficinas de sensibilização em escolas preparatórias na Faixa de Gaza. A UNWRA também executa um programa educativo em 677 escolas para promover o acesso seguro à educação para meninas.    

Sugestões de atividades para o Dia Laranja:
- Vista a cor laranja no dia 25 de Junho para mostrar seu apoio pela eliminação da violência contra mulheres e meninas.
- Conscientize sua comunidade sobre os riscos de violência de gênero e fatores de proteção relacionados à educação. Lembre-se de envolver homens e meninos, professores e líderes em sua comunidade nestas ações de sensibilização como agentes de mudança.
- Envolva as gestoras e os gestores políticos locais e exija escolas seguras e equipadas (com iluminação adequada e vias de evacuação de segurança, por exemplo).
- Se você é uma professora ou um professor, envolva seus alunos (meninos e meninas) em conversas sobre a igualdade de gênero e sobre o que constitui a violência contra mulheres e meninas.

Fontes Úteis: