terça-feira, 30 de junho de 2026

A humanidade e sua comoção seletiva


A humanidade e sua comoção seletiva

 

Por Alessandra Leles Rocha

 

Infelizmente, observando o fluxo da historicidade humana, cada vez mais me convenço de que o instinto nato de sobrevivência da espécie não dispõe, na verdade, de uma relação direta com o sentimento de comoção.

Apesar de a empatia e a solidariedade terem sido mecanismos fundamentais para a manutenção do Homo sapiens na Terra, a história, de fato, demonstra que essas emoções costumam operar de forma limitada e enviesada.

De modo que, diante de tragédias naturais ou antrópicas, o que se percebe é que a comoção se mostra totalmente assimétrica. Isso significa que a indignação pública, a empatia e a solidariedade são despertadas de forma desigual, ou seja, dependendo de quem são as vítimas, onde o evento ocorreu ou de como a mídia ou o contexto tratam o assunto.

Esse comportamento, então, revela vieses inconscientes e escolhas, muitas vezes, calculadas. Começando pelo fato de que as pessoas tendem a se comover mais com as tragédias que afetam indivíduos mais próximos de sua raça, classe social, nacionalidade ou estilo de vida.

Inclusive, em locais onde a violência ou a pobreza são crônicas, a sociedade acaba por desenvolver uma cegueira ou apatia, enquanto eventos inesperados em áreas privilegiadas geram comoção global, ás vezes, por meses.

Portanto, as vidas marginalizadas tendem a não receber o mesmo luto público que as vidas pertencentes a grupos dominantes, gerando uma reflexão crítica sobre quais vidas são consideradas importantes e quais não são.

Aí, para completar esse cenário, o destaque dado pelos veículos de imprensa e redes sociais para tais tragédias obedecer ao escrutínio dos interesses daqueles que detém os diferentes tipos de poder na sociedade. Tanto que, não é raro verificar, que em relação àquilo que gera indignação em massa seja tratado como mera estatística.

É dessa forma que a comoção seletiva constrói uma solidariedade assimétrica. Basta olhar para certos exemplos recentes. As inundações históricas na região sul do Brasil geraram uma mobilização nacional massiva, com arrecadações bilionárias, enquanto os desastres contínuos e severos causados ​​por secas prolongadas no semiárido ou enchentes nas periferias do Norte e Nordeste costumam ter menor cobertura midiática e comoção institucional.

Mas, extrapolando as fronteiras nacionais, o conflito no Leste Europeu, com a guerra entre a Ucrânia e a Rússia gerou uma onda global de solidariedade imediata, com abertura de fronteiras, campanhas de ações e forte cobertura da mídia.

Acontece que, paralelamente, crises humanitárias prolongadas, embargos e guerras civis com números devastadores de mortos e refugiados recebem uma fração ínfima da atenção global. Palestinos, sudaneses, iemenitas, congoleses, cubanos.

Milhões de vidas humanas já enfrentam deslocamentos forçados, fome severa, violência extrema, colapso dos sistemas de saúde nessas regiões, desabastecimento de recursos básicos, ausência de moradia, frequentemente exacerbados por cortes em orçamentos de assistência internacional. Mas, a gravidade alarmante dessa situação parece não existir para muitas pessoas, provando que a comoção é seletiva.

De repente, descobri que há uma relação direta entre a comoção seletiva e a necropolítica. Acontece que a comoção seletiva opera como o braço ideológico e midiático desse processo, na medida em que ela se manifesta quando a sociedade civil e os meios de comunicação reagem com indignação a algumas tragédias, ao mesmo tempo em que naturalizam ou ignoram a violência extrema e as mortes diárias que atingem populações marginalizadas; sobretudo as minorias sociais, que possuem menor acesso ao poder, recursos e representatividade, e são excluídos de maneira sistêmica  em razão das desigualdades de gênero, raça, orientação sexual, religião ou deficiência.

Desse modo, o que se tem é uma distinção tácita entre vidas que importam e vidas que não importam e sequer são passíveis de luto. Por isso, quando uma tragédia atinge setores hegemônicos, há comoção e solidariedade imediata; mas, quando os vulneráveis ​​são atingidos, a morte é banalizada como um dano colateral ou consequência natural de sua condição social.

Há uma franca desumanização desses indivíduos, como se eles pudessem ser tratados como indesejáveis ou indignos. Aí, a partir dessa estereotipização, há uma legitimação da violência. O silêncio ou a apatia diante da morte de minorias proporciona um aval social para que o Estado continue operando políticas de negligência e força bruta nesses territórios.

Nesse sentido a necropolítica, por meio da comoção seletiva, traça uma linha divisória na sociedade contemporânea demonstrando um alinhamento ideológico do ser humano em relação à desumanização.

Assim, é fácil identificar quem aceita que corpos humanos estejam sujeitos à eliminação e à violência diária, ou normalizem/invisibilizem o sofrimento diário das populações vulneráveis, ou reafirmem o processo de objetificação/coisificação, o qual facilita a manutenção das estruturas de opressão e exclusão social, porque o filtro ideológico dessas pessoas molda e traduz a narrativa para que a morte de certos grupos sociais seja vista como natural ou necessária.

Por isso, a comoção seletiva não tem nada a ver com emoção, sentimento ou lógica. Ela é fria, dura, insensível, estratégica.  Totalmente despojada de ética, de consciência, para a ser o mais cruel e perverso cálculo moral. E isso me faz concordar com Frantz Omar Fanon, psiquiatra e filósofo político franco-caribenho, “O que importa não é conhecer o mundo, mas mudá-lo”; pois, o conhecimento em si mesmo é só perfumaria. Para ser instrumento de transformação, ele precisa ser aplicado com consciência, com objetivo, com senso de humanidade. 

domingo, 21 de junho de 2026

Curaçao e seu futebol feito de valores éticos-cidadãos


Curaçao e seu futebol feito de valores éticos-cidadãos

 

Por Alessandra Leles Rocha

 

É sempre muito bom, quando a vida nos surpreende! De fato, olhando para o futebol contemporâneo, a impressão que eu tinha era de que ele havia sido sequestrado pela ação da monetização e da mercantilização, impulsionada pelo capitalismo esportivo, e transformado em mero produto mercadológico.

Aí, o 999º jogo das Copas do Mundo aconteceu e descontruiu essa percepção, de maneira incrível.  Por quê? A seleção caribenha de Curaçao faz sua primeira participação nas Copas do Mundo e não somente conquistou o seu primeiro ponto, como se tornou o menor país a disputar partidas e pontuar no torneio. Depois de marcar um gol na partida contra a Alemanha, em seu primeiro jogo em Copas do Mundo, a equipe empatou em 0 a 0 contra o Equador, na noite de ontem, alcançando o seu primeiro ponto.

Mas, tudo isso pode ser considerado como a cereja do bolo. Afinal, o que causou tamanha surpresa foi algo bem mais subjetivo. A equipe de Curaçao vem demonstrando em campo o poder do simbolismo do futebol na reafirmação da sua identidade sociocultural. Cientes da sua incipiente qualidade futebolística, o desejo de se entregar de corpo e alma para a Copa do Mundo FIFA 2026, enfrentando adversários mais bem ranqueados no esporte, consagrou a força imbatível da sua identidade nacional.

A sua torcida, seja ocupando os estádios da Copa ou espalhada por diversos outros lugares do mundo, cria a Blue Wave (Onda Azul) que representa o mar azul do Caribe e os rituais ancestrais de proteção com pó azul na pele. Destacadas em seu uniforme, o azul, o amarelo e as estrelas da bandeira nacional, tem o poder de refletir a diversidade das origens do seu povo, marcado por uma rica mistura de influências indígenas e da colonização espanhola e holandesa, além de um forte elo histórico com o Brasil.

Em 2010, após a dissolução das Antilhas Holandesas, Curaçao tornou-se um país independente no Reino dos Países Baixos, o que significa que ele é totalmente autônomo para gerenciar seus próprios assuntos internos; mas, a Holanda ainda é responsável por áreas como a defesa e as relações exteriores.

Talvez, por isso, a importância de enaltecer, de destacar, a sua identidade nacional por meio da oportunidade conquistada de participar de uma Copa do Mundo. Esse momento ímpar da sua história reafirma a soberania e a cultura local, elevando o orgulho pátrio e a união social muito acima da mercantilização, dos patrocínios milionários e da exploração financeira que caracterizam o capitalismo esportivo contemporâneo.

De fato, a ascensão esportiva de Curaçao sinaliza um contraponto à realidade do recorte temporal atual. Porque ao contrário de seguir o fluxo das ligas milionárias, a coesão social e a identidade cultural formam a base de suas equipes, cuja estrutura é essencialmente amadora ou semiprofissional, priorizando o orgulho local sobre a exploração financeira. Além disso, o sucesso da equipe nacional apoia-se na convocação de jogadores com raízes locais, valorizando o sentimento de pertencimento pátrio em vez de contratações de mercado.

O que prova que a essência do futebol ainda existe e resiste. A participação de Curaçao na Copa nos lembra que o sucesso nesse esporte nem sempre está atrelado ao resultado. A comemoração efusiva da equipe pelo seu primeiro gol em Mundiais e a posterior oração coletiva no gramado com os adversários resgataram o lado mais humano, fraterno e apaixonado do esporte.

A grandeza da seleção de Curaçao está na sua capacidade extraordinária de refletir a resiliência e o orgulho de um povo ao ver a sua identidade cultural e a sua soberania reconhecidas no principal palco do esporte mundial. Eles destacaram que a união, a gratidão e a fé são os seus pilares fundamentais, demonstrando que o esporte atua como um canal para uma moral coletiva e a dignidade de sua nação.

Desse modo, com cerca de 158 mil habitantes, a participação inédita e a emoção com o primeiro gol e o primeiro ponto somado na competição não apenas mobilizaram a ilha, como encantaram o mundo. Milhões de pessoas, agora, sabem que “Curaçao é um povo pequeno, com um coração grande”, segundo o lema e o cântico da torcida "Nos ta un pueblo chikí, ku un kurason grandi".  O suficiente para pulsar de orgulho em pertencer a uma ilha no sul do Mar do Caribe. 

terça-feira, 16 de junho de 2026

Humanização. Saúde. Comunicação. Historicidade.


Humanização. Saúde. Comunicação. Historicidade.

 

Por Alessandra Leles Rocha

 

Recentemente, recebi nos meus e-mails uma chamada para envio de artigo científico, de uma revista na área médica. Apesar da surpresa, considerando o fato de não estar diretamente ligada ao referido campo de conhecimento, verifiquei quais eram os formatos de artigo aceitos pela revista e decidi encaminhar uma comunicação curta.

Há algum tempo, instigada por algumas experiências médicas, percebi a relevância, enquanto paciente, de trazer à tona dois aspectos importantes para a reflexão dos profissionais de saúde; visto que, muito tem sido falado a respeito de uma medicina mais humanizada, ou seja, integrando o conhecimento técnico à escuta ativa, à empatia e ao respeito pela história, contexto social e necessidades emocionais do indivíduo.

Contudo, segundo o corpo de pareceristas da revista, após todos os ajustes solicitados, os artigos foram desconsiderados para a publicação.

Diante da recusa e entendendo a importância do que esses artigos traziam, resolvi “desacademizá-los” e transformá-los em um diálogo direto com outros tantos milhares de pacientes, por aí, por meio desse texto.

O objeto da primeira reflexão foi “A importância da humanização da assistência para o sucesso da comunicação médico-paciente”. Considerando o cenário da contemporaneidade, de altíssima complexidade, fluidez e interconectividade, esse foco que deveria existir em relação ao respeito às singularidades, ao comprometimento na escuta, à disposição dialógica plena, à geração de ambientes de confiança e acolhimento que valorizam o ser humano, parece um caminho difícil de ser transposto.

Por quê?  Porque a formação médica ainda se mostra resistente à integração da humanização e da valorização da subjetividade do paciente, devido ao predomínio de um modelo baseado na tecnociência para tratar e curar, desconsiderando os aspectos psicossociais e culturais do indivíduo acometido por uma dada patologia.

E isso é muito ruim, na medida em que a comunicação se torna atravessada por diversos ruídos, os quais não priorizam o acolhimento, a escuta gerenciada, a linguagem acessível, o respeito à subjetividade e à autonomia do sujeito, tornando o cuidado humanizado, na perspectiva da informação em saúde, um processo falho em seus propósitos fundamentais.

Daí a necessidade de o profissional estar disposto e apto a realizar uma escuta comprometida com a construção de vínculos, garantindo o direito à informação de forma digna, clara e objetiva, ao paciente. É preciso desconstruir a ideia de que a linguagem do médico é absoluta, sem margem para discussão ou questionamento, tendo em vista de que ele é o detentor do saber.

Aliás, não é incomum o fato de que inúmeros profissionais utilizam termos complexos, os quais dificultam o entendimento, a compreensão por parte dos seus pacientes, distanciando-os das decisões e da operacionalização de seus próprios tratamentos e cuidados médicos. Esse modelo ignora a biografia, o contexto social e a subjetividade do paciente, ou seja, não coloca em prática a humanização da informação.

Então, comecei a observar uma palavra que vem aparecendo amiúde no mundo contemporâneo das consultas médicas, saudável. Acontece que a tendência de generalização da expressão saudável, no campo da alimentação, pode significar riscos concretos. Por mais que as ciências médicas e os órgãos de saúde pública entendam que uma alimentação saudável possa ser definida como um padrão de consumo capaz de fornecer ao organismo todos os nutrientes necessários para seu funcionamento ideal, promovendo bem-estar e prevenindo doenças crônicas, nem tudo o que, em tese, é saudável pode realmente ser consumido por todos os pacientes.

Inclusive, porque há uma inacessibilidade aos produtos “saudáveis”, ou seja, ela se mostra como uma estratificação social, onde o consumo de alimentos nutritivos torna-se um marcador de classe, um privilégio e/ou uma distinção social.

Daí a importância de que os profissionais de saúde analisem caso a caso, o histórico clínico do paciente, na medida em que cada paciente acometido por uma dada patologia demanda uma avaliação particularizada em relação ao conceito de alimentação saudável. Aquilo que é benéfico para um pode causar reações adversas ou ser ineficiente para outro, dependendo de inúmeros fatores tais como metabólicos, genéticos, alérgicos, enfim.

Assim, para que haja sucesso na terapêutica proposta pelo médico, a relação dialógica deve ser estabelecida com o máximo de clareza, de dissecação das palavras e termos empregados, a fim de que o paciente se considere plenamente confortável diante das informações e seja capaz de assumir o seu papel no processo terapêutico, de maneira satisfatória.

Mas, como concretizar esse aspecto? Foi, então, que surgiu o segundo o ponto de reflexão, “O papel da historicidade do paciente na construção de uma proposta mais humanizada para anamnese”. Considerando a pluralidade e a diversidade social que chega aos consultórios, nem sempre o histórico de saúde, contemplando situações, hábitos e antecedentes, constitui uma base fidedigna para a maioria dos diagnósticos.

Portanto, é preciso trazer aos interlocutores uma construção comunicativa embasada pela empatia, pela ética, pelo respeito, pela cooperação ativa, pela interação social e pelo acolhimento humano. Razão pela qual, olhando pela perspectiva de que a vida é um filme e não uma fotografia, não é difícil perceber que no cenário das relações médico-paciente, muitas vezes, a informação humanizada não se realiza em razão das fragilidades presentes na construção comunicativa em si.

Apesar de o paciente, quando procura um profissional de saúde ter, naquele dado recorte temporal, uma queixa, um desconforto, uma dor, que precisa ser tratada, não raras as vezes, o cerne daquele problema não está no agora, no presente. Trata-se de algo que vem se desenvolvendo há tempos, inclusive, formando uma rede de interconexões com outras patologias, as quais o próprio paciente, muitas vezes, não tem conhecimento.

Além disso, há uma tendência de muitos profissionais se aterem à tradução dos resultados dos exames, a partir dos limites de referência estabelecidos, desconsiderando assim, uma análise mais ampla e integrada da situação. Por isso, não são raras as vezes em que o paciente não obtém o sucesso esperado em seu tratamento, entrando em um labirinto de lacunas não respondidas, de situações que continuam a reverberar quadros patológicos limitantes ou não; mas, capazes de fragilizar e alterar o seu bem-estar.  Trazendo a terrível sensação de caminhar em círculos sem uma solução para o seu problema.

Eis, então, a necessidade de romper com a homogeneização da doença, como se todos os pacientes fossem iguais, ou com a resistência em analisar o quadro atual em detrimento de toda a historicidade do indivíduo, ou com o excesso do protagonismo médico decorrente da sua apropriação do saber técnico-científico. Mas, como? O ponto de partida está na compreensão de que as etapas do desenvolvimento humano não são livros concluídos, do ponto de vista da historicidade clínica do indivíduo.

Nem todas as patologias que o acometeram, nessa ou naquela fase da vida, foram realmente debeladas. Algumas sim. Outras não. O que significa que rastros e vestígios puderam, então, se tornar o ponto de partida para o surgimento de outras doenças, tecendo uma rede de aspectos que se misturam, ao ponto de ocultar e dificultar os caminhos terapêuticos, quando não devidamente esclarecidos.

Nesse sentido, a possibilidade de se construir um panorama clínico do paciente, segundo o seu histórico por fase de desenvolvimento – primeira infância, segunda infância, terceira infância, adolescência, idade adulta e velhice, ou segundo os sistemas que compõem o corpo humano – esquelético/muscular, endócrino, respiratório, digestório, nervoso, excretor, tegumentar, reprodutor e linfático/imunológico, não pode ser desconsiderada, como ocorre com certa frequência.

 A partir de memórias, de lembranças, o paciente pode trazer ao conhecimento do médico essas informações, contribuindo de maneira significativa para a realização desse registro. Mas, tal dinâmica só acontece a partir de uma comunicação humanizada, ou seja, um modelo de interação capaz de reconhecer a individualidade e o contexto social de cada indivíduo, ao contrário de apenas os procedimentos técnicos. Nesse cenário, o papel do médico deve ser de um facilitador empático, que permite ao paciente ser sujeito ativo de seu próprio tratamento.

Mediante as informações extraídas nessa prática dialógica, o médico vai completando, aí sim, de maneira técnico-científica, o quadro da historicidade clínica do paciente, permitindo-lhe uma visão holística do indivíduo.

Como se pode perceber diante dessa breve reflexão, o que se buscou foi reafirmar a necessidade do equilíbrio na integração de métodos tradicionais e complementares da medicina, favorecendo o caminho da verdadeira humanização da assistência. Afinal, ela depende diretamente da humanização da comunicação.

Em linhas gerais, a forma como os profissionais de saúde dialogam, transmitem diagnósticos e acolhem os pacientes define a experiência do cuidado. Uma linguagem acessível, uma escuta ativa, o respeito à historicidade do paciente e uma dose generosa de empatia transformam o ambiente clínico e reduzem eventuais ruídos comunicativos que possam surgir.