segunda-feira, 15 de junho de 2026
sexta-feira, 5 de junho de 2026
DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE
DIA
MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE
Por
Alessandra Leles Rocha
Em 1972, quando a Organização das
Nações Unidas (ONU) estabeleceu o dia 5 de junho como Dia Mundial do
Meio Ambiente, o cenário conjuntural do planeta já trazia os primeiros
grandes alertas de que os recursos naturais estavam se esgotando rapidamente,
devido à poluição e à degradação ambiental.
Desse modo o objetivo principal dessa
data foi e continua sendo criar uma plataforma de reflexão global e ação
coletiva para combater os desafios críticos que assolam a sociedade contemporânea,
tais como o aquecimento global, a perda de biodiversidade e a poluição em suas
mais diferentes formas.
Acontece que discutir as questões
ambientais por si só não me parece suficiente, na medida em que elas são
cortadas e atravessadas por seres humanos diversos e plurais. Não, não existe possibilidade
de um debate ecológico sem discutir raça, classe e/ou desigualdade social.
O maior desafio para a construção
da sustentabilidade e da justiça socioambiental está na desumanização em curso.
Considerando que ela muitas vezes impulsionada pela hiperdigitalização, pelo
individualismo, pelas desigualdades econômicas extremas e pela mercantilização
das relações, cria um cenário onde o outro passa a ser visto como um recurso ou
obstáculo, produz um estado no qual o ser humano é despido dos seus direitos fundamentais
e da sua dignidade.
Por isso, não é possível se falar
de meio ambiente invisibilizando o papel da figura humana. Cada indivíduo é
parte indissociável desse ecossistema, atuando tanto como agente de
transformação e degradação quanto como peça central para a conservação e
regeneração.
Diante disso, a partir do ano
2000, foi estabelecida a teoria do Antropoceno, pelo químico Paul Crutzen e
pelo biólogo Eugene Stoermer, a qual sugere que a Terra saiu do Holoceno, um período
de estabilidade climática dos últimos 11.000 anos e entrou em uma nova fase, cujo
impacto coletivo humano é tão profundo que fica registrado nas camadas de
sedimentos do planeta por milhões de anos.
Em linhas gerais, isso significa que
a humanidade se tornou a principal força motriz de alteração dos sistemas
climáticos, biológicos e geológicos da Terra.
Portanto, quaisquer medidas de
contenção e mitigação dos impactos ambientais negativos não podem ser
alcançados e efetivados sem que haja uma transformação direta do pensamento
social contemporâneo. Esse é o pilar estrutural para reverter a crise ambiental
que vive a Terra.
Sem que haja uma evolução na
capacidade crítico-reflexiva do ser humano, capaz de fazê-lo evoluir da
exploração desenvolvida, e em curso, para uma ética de responsabilidade
coletiva e intergeracional, a sobrevivência do planeta estará sob risco permanente.
O que significa que é essencial reconstruir
uma cidadania planetária, promovendo a alteração de hábitos e comportamentos
desde a base, substituindo o modelo de extrair, produzir e descartar pela
economia circular, forçando o mercado a adotar práticas mais limpas de natureza
preservacionista e de sustentabilidade.
Veja, o propósito da economia circular
é estender o ciclo de vida dos produtos, transformando resíduos em novas matérias-primas
e maximizando a proteção de recursos naturais.
Assim, há um redesenho dos
produtos para que sejam mais resistentes, simples de serem reciclados e feitos
de materiais recicláveis. Bem como, uma diminuição do consumo de matéria-prima
e energia na fabricação, gerando menos resíduos desde a origem, e
possibilitando dar novas funções a produtos e peças, mantendo-os em uso pelo
maior tempo possível.
No entanto, a sociedade contemporânea
está tão ensimesmada no seu casulo de indiferença, desrespeito, falta de
empatia e distante do seu instinto de sobrevivência, que o negacionismo científico
tornou-se uma zona de conforto favorável à sua inércia quanto ao exercício
cidadão e humanitário.
Esse contexto, então, expõe como o
egoísmo narcísico e a desinformação paralisam o indivíduo, afastando-o da sua
responsabilidade coletiva e da preservação da própria vida.
Isolados em suas bolhas digitais
e preocupações exclusivas, os indivíduos perdem o sentimento de pertencimento a
uma coletividade, o que dificulta o exercício da alteridade, ou seja, a
capacidade de se colocar no lugar do outro.
Assim, a racionalidade egoísta e
imediatista sufoca o instinto de autopreservação da espécie, uma vez que os
fatos exigem uma visão de longo prazo e um esforço cooperativo, no qual a
lógica individualista não consegue abarcar.
Diante desse cenário impulsionado
pelo excesso de informações, pela polarização e pelo individualismo, cujo
objetivo é levar não só ao isolamento e à priorização dos interesses privados
em detrimento do bem-estar comunitário, tem-se o surgimento de uma dificuldade
extrema de compreensão de perspectivas divergentes, bloqueando o diálogo e a
construção de uma sociedade empática, humanitária e fraterna.
Por essas e outras é que o DIA
MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE precisa se tornar um ponto de partida para se refletir
sobre o modo como tudo isso gera uma perigosa inércia institucional e moral,
onde a indiferença diante da vulnerabilidade socioambiental facilmente se torna
normalizada.
Daí se tornar tão fundamental exigir que o debate abandone o campo meramente simbólico para proteger, de fato, contra as falhas sistêmicas que perpetuam a crise climática e social no planeta.
quinta-feira, 23 de abril de 2026
sábado, 18 de abril de 2026
19 de Abril - Dia dos Povos Indígenas
Saiba
mais em
- https://www.gov.br/povosindigenas/pt-br
- https://www.gov.br/dnit/pt-br/assuntos/portais-tematicos/br-319-am-ro/noticias/dia-nacional-dos-povos-indigenas
- https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2022/lei/L14402.htm
- https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm (arts. 231 e 232)
- https://www.socioambiental.org/
domingo, 5 de abril de 2026
sábado, 21 de março de 2026
21 de Março - Dia Internacional de luta pela eliminação da Discriminação Racial
- https://www.gov.br/palmares/pt-br/assuntos/noticias/21-de-marco-dia-internacional-de-luta-pela-eliminacao-da-discriminacao-racial
- https://bvsms.saude.gov.br/21-3-dia-internacional-para-a-eliminacao-da-discriminacao-racial/
- https://www.unesco.org/pt/node/66691
- https://grupomulheresdobrasil.org.br/dia-internacional-de-luta-pela-eliminacao-da-discriminacao-racial/
sábado, 7 de março de 2026
Lembre-se: “Pela maior parte da História, ‘anônimo’ foi uma mulher”. (Virginia Woolf)
Lembre-se:
“Pela maior parte da História, ‘anônimo’ foi uma mulher”. (Virginia
Woolf)
Por Alessandra
Leles Rocha
FORTE. GUERREIRA. DESTEMIDA. DETERMINADA.
RESILIENTE. INTELIGENTE. SÁBIA. LÍDER. VISIONÁRIA. ASSERTIVA. CRIATIVA.
INOVADORA. INSPIRADORA. DEDICADA. AMOROSA. TRABALHADORA. GENTIL. SOLIDÁRIA. CORAJOSA.
COMPREENSIVA. PODEROSA. INCRÍVEL.
MARAVILHOSA. ENCANTADORA. EXTRAORDINÁRIA. FASCINANTE. MANDONA. PASSIONAL.
FRÁGIL. INSEGURA. OUSADA. ...
Esses são apenas alguns adjetivos
comumente atribuídos às mulheres. Acontece que cada uma dessas palavras
representa, na verdade, um rótulo, um estereótipo, uma chancela, para a existência
feminina no mundo. Como se subliminarmente fosse estabelecido que uma mulher
para ser alguém, de fato e de direito, precisa desse tipo de legitimação
social.
Veja, legitimar socialmente uma
mulher significa o processo pelo qual determinados papéis, comportamentos ou
direitos femininos tornam-se aceitáveis, naturais ou corretos aos olhos de uma
comunidade. Daí o papel dos adjetivos. Eles atuam como um código de conduta que
define quais comportamentos são aceitáveis ou
valorizados em determinados espaços.
Por isso, a linguagem não serve apenas
para descrever a realidade. No fundo, o que ela faz é moldar o poder. A forma
como adjetivamos as mulheres, então, está diretamente relacionada à deslegitimação
feminina por meio da estereotipização.
Como se a linguagem instrumentalizasse
o uso de padrões comunicativos para invalidar a autoridade, o intelecto ou o
protagonismo das mulheres, reforçando as posições de poder que elas deveriam ocupar.
Haja vista, por exemplo, quando
uma fala feminina é rotulada como emocional, ou excessiva,
o que se tem é um processo de silenciamento estrutural que exclui as mulheres
de espaços de decisão, poder
e saber.
Essa estereotipização linguística
naturaliza a ideia de submissão e inferioridade, como um carimbo que ignora as
especificidades individuais para manter o grupo feminino em uma posição
subordinada.
Além disso, a desvalorização da
forma como as mulheres se expressam é uma forma de violência moral e
psicológica. Capaz de criar barreiras no mercado de trabalho e na liderança
social, pois a fala feminina é pré-julgada antes mesmo de seu conteúdo ser
avaliado.
Por isso, é tão necessário compreender
que os adjetivos usados historicamente
para
descrever as mulheres raramente são neutros.
A verdade é que eles funcionam como ferramentas de controle social e manutenção de posições de gênero.
Às vezes, servindo para manter o status
quo, onde o homem detém o monopólio da razão e da objetividade. Outras, reduzindo
a mulher à sua função biológica ou estética para o prazer alheio, facilitando a
desumanização e a violência a partir da sua objetificação e/ou sexualização.
Mas, o objetivo final é sempre o mesmo,
ou seja, definir quem pertence ao centro da sociedade e quem deve permanecer na
periferia, na marginalização.
E pensando sobre isso, não pude
deixar de resgatar o fato de que a literatura mundial, por exemplo, durante séculos
de hegemonia masculina, utilizou adjetivos não apenas para descrever as mulheres,
mas para delimitar seus papéis sociais e controlar sua subjetividade.
Que tal relembrar Anna Karenina de
Liev Tolstói, Capitu de Machado de Assis ou Madame Bovary de Gustave Flaubert? Elas
nos permitem visualizar o modo como a escrita masculina frequentemente oscilou
entre dois extremos para simplificar a complexidade feminina, ou seja, a
recatada ou a devassa.
Em outros clássicos, como Helena
de Troia na Ilíada de Homero, Penélope na Odisseia de Homero, Dulcinéia del
Toboso em Dom Quixote de Miguel de Cervantes, a mulher é tratada como um objeto
de troca ou um troféu de status para o homem.
A adjetivação, nesses casos, foca
no que ela provoca no observador masculino, e não no que ela sente ou pensa. Nesse
sentido, ao rotular a mulher como desprovida de lógica, a literatura masculina
legitima a manutenção feminina sob a tutela masculina.
De modo que foi graças à ascensão
da escrita literária feminina, com Virginia Woolf e Elaine Showalter, por
exemplo, é que esses adjetivos passaram a ser vistos como ferramentas de
construção de gênero, e não biológicos.
Esse salto crítico e reflexivo
permitiu que a literatura contemporânea, escrita por mulheres, não somente buscasse
re-adjetivar a experiência feminina, como deslocasse a mulher da posição de objeto,
como era descrita pelo olhar masculino, para a posição de sujeito da sua
própria história.
Assim, a escrita feminina rompe
isso ao apresentar mulheres complexas, contraditórias e reais. Ao assumirem o
protagonismo literário, essas mulheres trazem a experiência do corpo, do gênero
e da classe para moldar a narrativa.
Desse modo, temas antes
silenciados ou negligenciados pelos homens, tais como o trabalho doméstico, a
maternidade real, o prazer feminino e a violência de gênero, ganham status de
literatura séria, forçando uma revisão do que é considerado universal na arte.
Seja no Brasil ou no mundo, então,
o papel revolucionário das mulheres na literatura é que tem impulsionado todo o
processo de desconstrução dos impactos nefastos oriundos da linguagem, oferecendo
novas perspectivas essenciais à compreensão humana e da sociedade.
Elas têm utilizado a escrita,
cada vez mais, para combater preconceitos e subalternidades, criando espaços de
resistência. Diferentemente das fases anteriores, a literatura contemporânea tem
buscado focar na expressão da experiência genuína de ser mulher, sem se
preocupar com o crivo masculino.
A literatura de autoria feminina,
portanto, não apenas tem relatado, mas moldado a identidade da mulher no
cenário contemporâneo, a partir do desafio aos discursos antigos e da ampliação
dos horizontes socioculturais mundo afora.
domingo, 4 de janeiro de 2026
04 DE JANEIRO - DIA MUNDIAL DO BRAILLE
Breve histórico do criador e do
Sistema Braille de leitura e escrita para cegos.
Leia em
https://www.gov.br/ibc/pt-br/centrais-de-conteudos/fique-por-dentro/louis-braille-o-inventor
terça-feira, 30 de dezembro de 2025
terça-feira, 23 de dezembro de 2025
Nesse Natal ...
Aproveite para refletir!
Se precisar de ajuda,
leia os textos abaixo:
https://projetotempus.blogspot.com/2025/12/com-o-dinheiro-podemos-comprar-muitas.html
https://projetotempus.blogspot.com/2025/12/as-vezes-na-vida-existem-lacos-reais.html
https://projetotempus.blogspot.com/2025/12/a-vida-e-um-misterio-que-somente-nos-e.html
https://projetotempus.blogspot.com/2025/12/a-principal-missao-do-homem-na-vida-e.html
domingo, 21 de dezembro de 2025
FELIZ NATAL!!!!!!!!!!
https://projetotempus.blogspot.com/2025/12/com-o-dinheiro-podemos-comprar-muitas.html
sábado, 13 de dezembro de 2025
terça-feira, 14 de outubro de 2025
DOCÊNCIA ... (15 DE OUTUBRO - DIA DO PROFESSOR)
DOCÊNCIA
...
Por
Alessandra Leles Rocha
Dizia Darcy Ribeiro, antropólogo,
educador, escritor e político brasileiro, “A crise da educação no Brasil não
é uma crise; é um projeto”. Daí a complexidade que orbita a compreensão em
torno dos (des)caminhos que tem trilhado a Educação, no país. Assim, decidi
destacar alguns aspectos que considero relevantes para uma reflexão a respeito.
A precarização da docência. Bem,
esse não é um fenômeno que se resume ao olhar contemporâneo, pelo simples fato
de que a baixa remuneração, a ausência de planos de carreira atraentes, o
aumento de contratos temporários e instáveis, a falta de garantias trabalhistas
e a desvalorização da formação profissional, ... já figuram, há décadas, no
cenário docente nacional.
Acontece que a contemporaneidade
expôs o problema a um contexto de hiperdesvalorização social e escassez de
recursos, visivelmente agravada pelas reformas neoliberais, pelo crescimento da
Educação a Distância (EaD) e pelos modelos de gestão escolar que impõem um
controle excessivo sobre o trabalho do professor.
Portanto, a carreira docente perdeu
sua reputação social devido ao desgaste e às condições de trabalho precárias,
levando à alienação e à desmotivação dos profissionais. Sob esse aspecto é
fundamental salientar que a precarização docente e o desrespeito da sociedade
estão interligados.
A desvalorização social da
profissão se reflete no desprestígio público, que por sua vez pode se
manifestar em violência e desrespeito na sala de aula. Infelizmente, a
violência contra docentes é um problema grave e que não prejudica só os
professores, mas também o ambiente educacional e a liberdade de ensino.
Trata-se de um fenômeno crescente
que se apresenta desde agressões físicas e verbais até casos de ameaças e morte,
as quais são causadas por fatores sociais, familiares e institucionais. As
consequências para os professores incluem sérios danos físicos e emocionais,
levando ao esgotamento e problemas de saúde mental; bem como, a desistência da própria
carreira docente.
Homeschooling. Hasteada
como uma bandeira de viés político-ideológico, a ideia de uma educação
domiciliar emergiu como uma prática a desafiar a ideia de que a escola é o
único espaço legítimo para a educação, levantando questões sobre o papel do
Estado na educação, a autonomia familiar, a socialização, e a formação para a
cidadania.
Do ponto de vista docente, muitos
especialistas apontam que a prática pode minar a importância do papel do
professor na sociedade e o valor da profissão, reforçando a ideia de que o
magistério é apenas uma "vocação" ou "dom", e não uma
profissão que exige formação e qualificação.
Além disso, o homeschooling
reforça o desmonte da educação pública, priorizando uma educação para poucos e desviando
a atenção de problemas sociais graves, como a violência doméstica e a evasão
escolar, que afetam a vida de crianças e adolescentes, e que precisam de
políticas públicas mais eficazes para serem combatidos.
A tecnologização da educação. Ao contrário
do que muitos possam pensar, o novo cenário educacional é na maioria das vezes orientado
pelas necessidades do mercado e pela pressão por "eficiência", ao
invés de considerar as reais necessidades pedagógicas do educador e do próprio
processo de aprendizagem.
No entanto, a velocidade das
mudanças tecnológicas exige que os professores se atualizem constantemente. E diante
da pressão para se adaptar às novas ferramentas, da instabilidade profissional
já presente e do aumento da carga de trabalho, o docente não se depara com uma
contrapartida que se traduza em melhores condições ou salários, afetando a sua autonomia
e a sua qualidade de vida.
Além disso, a desigualdade de
acesso à tecnologia e à infraestrutura inadequada pode agravar a precarização,
pois nem todos os professores ou escolas dispõem dos mesmos recursos para
implementar uma tecnologia de forma eficaz. Especialmente, tendo em vista a
questão da Inteligência Artificial (IA) que apesar de representar uma
ferramenta poderosa para aprimorar o processo educacional, levanta desafios
como a necessidade de integração ética, proteção de dados e garantia de acesso,
e a importância de não substituir a interação humana.
Por essas e por outras é que não
se pode banalizar o fenômeno da desistência docente, como se fosse um mero abandono,
ou renúncia, ou interrupção de algo que estava em andamento. Não. A desistência
docente trata de inúmeros fatores que levam ao sentimento de frustração, de desânimo
e de exaustão, resultando em um número crescente de professores que consideram
abandonar a profissão ou sair dela definitivamente.
Um desses fatores é justamente a falta
de reconhecimento social da docência pelas autoridades. Afinal de contas, a
exposição do professor, pelo Estado brasileiro, à falta de valorização
econômica e social, às condições de trabalho precárias e à falta de políticas
públicas eficazes, sinaliza para a sociedade, como um todo, que o papel do
professor é menos importante do que outras profissões, ainda que a função
docente seja fundamental para a construção da própria sociedade.
Portanto, a precarização da
docência reflete e contribui para a precarização da mão de obra do país. Simplesmente,
porque a desvalorização dos professores e das condições de trabalho na educação
têm consequências diretas na formação de mão de obra qualificada e comprometida,
impactando os diversos níveis do desenvolvimento do país e da qualidade de vida
de seus cidadãos.
Segundo Rubem Alves, teólogo,
pedagogo, poeta e filósofo brasileiro, “Pessoas que sabem as soluções já
dadas são mendigos permanentes. Pessoas que aprendem a inventar soluções novas
são aquelas que abrem portas até então fechadas e descobrem novas trilhas. A
questão não é saber uma solução já dada, mas ser capaz de aprender maneiras
novas de sobreviver”.
Por isso, “O principal objetivo da educação é criar pessoas capazes de fazer coisas novas e não simplesmente repetir o que outras gerações fizeram” (Jean Piaget - psicólogo suíço); posto que, “O ideal da educação não é aprender ao máximo, maximizar os resultados, mas é antes de tudo aprender a aprender, é aprender a se desenvolver e aprender a continuar a se desenvolver depois da escola”. Mas, para isso são necessários PROFESSORES (AS)!!!
quarta-feira, 1 de outubro de 2025
sábado, 27 de setembro de 2025
27 de Setembro - Dia Nacional da Doação de Órgãos e Tecidos
Ministério da Saúde cria ação inédita para incentivar a doação de órgãos e reverter recusa de 45% das famílias
sexta-feira, 25 de julho de 2025
25 de Julho - Dia Internacional da Agricultura Familiar
Saiba
mais:
- FAO e Brasil unem
forças para impulsionar sistemas agroalimentares urbanos na América Latina e no
Caribe - https://brasil.un.org/pt-br/291379-fao-e-brasil-unem-for%C3%A7as-para-impulsionar-sistemas-agroalimentares-urbanos-na-am%C3%A9rica-latina
- BRICS: FAO contribui
para debates sobre segurança alimentar, agricultura familiar e transformação
azul - https://brasil.un.org/pt-br/291759-brics-fao-contribui-para-debates-sobre-seguran%C3%A7a-alimentar-agricultura-familiar-e
- Programa de
Cooperação Internacional Brasil-FAO - https://www.fao.org/in-action/programa-brasil-fao/proyectos/america-latina-caribe/pt/
sexta-feira, 18 de julho de 2025
18 de Julho - Dia de Nelson Mandela (Mandela Day)
Saiba mais:
https://www.un.org/en/events/mandeladay/
Ouça “Mandela Day”, da banda de rock da Escócia, Simple Minds, em https://www.youtube.com/watch?v=xfk13uUuD8Q


















































