quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Já dizia Nicolau Maquiavel, “Há três espécies de cérebros: uns entendem por si próprios; os outros discernem o que os primeiros entendem; e os terceiros não entendem nem por si próprios nem pelos outros; os primeiros são excelentíssimos; os segundos excelentes; e os terceiros totalmente inúteis”.


Por Alessandra Leles Rocha

 

Em geral, os países têm um controle rígido de imigração, dispondo de um histórico detalhado do pretenso candidato a obter um visto de entrada naquele lugar. Considerando que esses são tempos em que as notícias circulam ainda mais rápido do que rastilho de pólvora, no caso de figuras importantes é natural que certas informações constituam um peso relevante para a análise do serviço de imigração.

Por isso, é óbvio ululante que, principalmente, no caso de autoridades estrangeiras que desejam ingressar nos EUA, exista um acompanhamento direto do FBI (Polícia Federal Americana) e da CIA (Agência Central de Inteligência), que impedem que o governo estadunidense desconheça o histórico desses indivíduos. De modo que a decisão de permitir a entrada deles, não é por acaso ou por eventual negligência.

Nos últimos tempos, um grupo de indivíduos brasileiros fugiu para os EUA, temendo processos judiciais que poderiam levá-los à cadeia no Brasil. Assim, se organizaram para cumprir um papel viralatista de traição à sua pátria de origem, que gerou o interesse do Secretário de Estado local, cujas pretensões eleitoreiras para 2028 passam pela reapropriação da América Latina como “quintal dos EUA”, como já aconteceu nos tempos da Guerra Fria.

Portanto, essa permissão de entrada e permanência em território estadunidense está, de algum modo, condicionada a cumprir todos os gestos e comportamentos ridículos e delirantes que lhes forem exigidos, para satisfazer as intenções desse senhor. O que desconstrói qualquer simbolismo de simpatia ou amizade entre eles, convertendo-se apenas a uma cumplicidade conveniente.

Assim, diante do fato de que a concessão de vistos e a autorização de entrada são condicionadas ao cumprimento de requisitos legais estritamente estabelecidos, tais como a apresentação de documentação válida, passaporte e visto adequado, a comprovação do propósito da viagem e a ausência de antecedentes criminais ou de outras causas de inelegibilidade, a situação do recém-derrotado nas eleições de 2026 no Brasil, que é alvo de inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) por lavagem de dinheiro e evasão de divisas, causa estranheza.

De modo que as autoridades de imigração nos postos de fronteira, que possuem a prerrogativa legal de admitir ou recusar a entrada de qualquer cidadão estrangeiro com base no cumprimento dessas normas e na segurança nacional, ao não seguir essas orientações, levantam suspeitas de que tenha havido influência por parte do Secretário de Estado, em razão da proximidade que se estabeleceu entre ele e esse grupo de brasileiros, que vêm atuando como traidores da pátria brasileira.  

Acontece que, de saída, a situação já permanece sob forte escrutínio, com congressistas estadunidenses, pertencentes ao Partido Democrata, exigindo transparência sobre o montante de fundos públicos e a natureza do aparato de Estado envolvido no acolhimento do recém-derrotado nas eleições de 2026 no Brasil e sua família. E caso, o referido partido se consagre vencedor nas eleições legislativas de meio de mandato, como apontam diversas pesquisas, essas cobranças poderão se recrudescer ainda mais.   

Portanto, chegou a hora de desligar os canais e parar de oferecer palco para comportamentos tão deploráveis e vexatórios, a quem não representa nada na história nem do Brasil e nem do mundo.  O viralatismo desses indivíduos não merece publicidade e chegou literalmente ao fundo poço. Nem mesmo, Nelson Rodrigues, autor da expressão, poderia imaginar algo assim! Trata-se de uma vergonha que cresce exponencialmente não apenas por ausência completa de inteligência; mas, de qualquer vestígio de bom senso e dignidade.

Ainda bem que isso não representa o Brasil! Nem aqui, nem ali e nem acolá. Por incrível que pareça, essa bizarrice expressa uma enorme contradição, tendo em vista que, nesse exato momento, o Brasil vive o apogeu da sua glória, sendo reconhecido ao redor do mundo como o maior expoente democrático da contemporaneidade, uma força fundamental no combate ao fascismo e aos extremismos da ultradireita.

O Brasil é o exemplo que já passa a ser perseguido por outras nações. Elas descobriram que é possível. O que significa um movimento que tende a se reverberar e marcar a historicidade de maneira inigualável e eterna. Por tudo isso, viva o Brasil! Viva a Democracia!  Viva a Soberania! Viva a juventude presente em todas as idades! Viva o povo brasileiro!