quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Algo para se pensar: O “paradoxo nórdico”

Os países europeus campeões em violência sexual

Por Gabriela Ruic - Exame.com

São Paulo – Inglaterra e País de Gales são os locais que registraram o maior número de crimes sexuais em toda a União Europeia (UE). Ao todo, 64.500 delitos dessa sorte foram reportados e 35.800 deles foram estupro.
Esses números absolutos são de 2015 e foram divulgados nesta quinta-feira pelo Eurostat, órgão estatístico do bloco hoje composto por 28 países, que lembra, ainda os dados não necessariamente refletem o número real desses crimes, uma vez que o relatório abarca apenas os casos que chegam até a polícia.
Ainda sobre os crimes sexuais em termos absolutos, em segundo, está a Alemanha, que registrou 34.300 crimes sexuais (7.000 estupros), em terceiro, a França, com 32.900 (13.000), e, em quinto, a Suécia 17.300 (5.500).
Ao todo, foram de 215.000 delitos (80.000) reportados UE afora. 8 em cada 10 vítimas de crimes sexuais e 9 em cada 10 vítimas dos estupros eram mulheres e meninas e 99% das pessoas presas em razão desses casos eram homens.
Em termos relativos, o país campeão em violência sexual é a Suécia, com uma taxa de 178 crimes para cada 100 mil habitantes. A Escócia surge em segundo (163), Irlanda do Norte em terceiro (156) e Inglaterra e País de Gales em quarto (113). Quando se olha para os estupros, Inglaterra e País de Gales sobem para a primeira posição (62) e são seguidos pela Suécia (57). [....]

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

"Erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais" é o 3º objetivo fundamental da República Federativa do Brasil / Constituição Federal de 1988.

Ainda somos os mesmos...



Por Alessandra Leles Rocha




Que país é esse que não se constrange ao ver uma criança desmaiar de fome na escola 1? Pior do que a miséria de fato é à miséria mental, que nos torna omissos e coniventes com tantos absurdos. São séculos de uma observação à distância, do não envolvimento cidadão, do descompromisso com o presente e o futuro nacional. Sempre postergando, delegando a terceiros uma responsabilidade que começa com cada um. São problemas meus, seus, nossos e que não suportam mais esperar; mas, o Brasil parece insistir em viver dentro de bolhas que não se misturam, não se interagem, não se fundem em prol do todo.
Somos o espelho do individualismo egoísta, que hasteia a bandeira do EU. Vivemos a olhar e a contemplar o próprio umbigo como se a nossa existência resumisse toda a importância humana. Todo o restante é invisível. Por isso, todas as preocupações estão centradas no EU absoluto e se traduzem nas explanações de que EU quero, EU preciso, EU faço, EU... EU... EU...  A consciência de que não se é uma ilha só acontece quando o todo decide falar, manifestar, exigir, ocupar seu lugar de direito na história.
A consequência imediata disso está no modo como fazemos nossas escolhas, na displicência com que elegemos nossos representantes nas mais diversas esferas sociais e gerimos nossos recursos. De modo que não nos atentamos de que no fundo estamos sob o mesmo regime de moagem da cana, ou seja, sendo comprimidos, espremidos, de todas as formas, restando o bagaço inerte e improdutivo no fim de uma vida, nem sempre tão longa como se possa imaginar.
Pagamos impostos diversas vezes pelas mesmas coisas, de diferentes formas, para no final das contas não vemos retorno social algum. Desperdiçamos água, alimentos e outros bens de consumo, sem a menor dor na consciência, sob a alegação de que compramos com o próprio dinheiro e, por isso, podemos agir assim. Investimos dinheiro público no setor privado, enquanto os serviços essenciais previstos na Constituição Federal de 1988 sucumbem. ...Somos regidos pela ideia de que se o meu prisma é satisfatório; pouco importa os demais.
O fato de a desigualdade social, em todos os parâmetros, existir não significa que ela precise existir. Podemos sim, mitiga-la, torná-la menos perversa e cruel ou, até mesmo, extirpá-la. Podemos sim. Mas, isso depende de consciência, de um exercício pleno de cidadania. Individualmente pode-se até chegar mais rápido algumas vezes; mas, coletivamente temos mais segurança, mais força, mais condições de vencer. A própria natureza ensina isso.
São mais de quinhentos anos de história repetindo os mesmos erros, ao invés de superá-los. Vivemos em constante anticidadania, enaltecendo defeitos e adormecendo virtudes. Assim, patinamos, patinamos e não saímos do lugar; aliás, de vez em quando, vamos para o fim da fila. Reafirmamos com gosto a prática de torcer o nariz para tudo e para todos, bancando a prepotência de quem se julga acima de tudo e de todos. Não é à toa que Paulo Freire 2 afirmou, “Desrespeitando os fracos, enganando os incautos, ofendendo a vida, explorando os outros, discriminando o índio, o negro, a mulher, não estarei ajudando meus filhos a serem sérios, justos e amorosos da vida e dos outros”.
Sabe, ver uma criança desmaiar de fome na escola em pleno século XXI é constrangedor demais para um país como o Brasil; muito embora, seja explicável pelas páginas da sua própria história. Talvez seja esse o grande motivo da vergonha que nos causa, pois fatos assim nos dão a perfeita dimensão que permanecemos os mesmos depois de tanto tempo.

“A única arma para melhorar o planeta é a Educação com ética. Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor da pele, por sua origem, ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar.” Nelson Mandela

Década Internacional de Afrodescendentes

Ao declarar a Década Internacional de Afrodescendentes (2015-2024), a comunidade internacional reconhece que os povos afrodescendentes representam um grupo distinto cujos direitos humanos precisam ser promovidos e protegidos. Cerca de 200 milhões de pessoas autoidentificadas como afrodescendentes vivem nas Américas. Muitos outros milhões vivem em outras partes do mundo, fora do continente africano. Confira abaixo notícias e visite o site oficial: http://decada-afro-onu.org

#VidasNegras: preconceito e o direito de ir e vir

O racismo restringe os direitos das pessoas negras, incluindo o de ir e vir. Jovens negros não podem ser impedidos de circular e permanecer em espaços públicos.
A campanha “Vidas Negras”, pelo fim da violência contra a juventude negra, adverte: o lugar da juventude negra é em todo lugar! Lançada pela ONU no mês da consciência negra, a iniciativa quer chamar atenção da sociedade e dos gestores públicos sobre os prejuízos do racismo não só para a população negra, mas para todos os brasileiros.
Confira nesse vídeo com o Dream Team do Passinho.