quinta-feira, 24 de março de 2016

OSESP - DE 24/3 a 2/4


OSESP COM ARVO VOLMER (REGENTE) E YULIANNA AVDEEVA (PIANO) | OBRAS DE KODÁLY, MOZART E TCHAIKOVSKY | 24 A 26 MARÇO 

O estoniano Arvo Volmer, principal regente convidado da Sinfônica de Adelaide (Austrália), volta a comandar a Osesp em 2016, e recebe a pianista russa Yulianna Avdeeva, pela primeira vez com a Orquestra, considerada pela crítica internacional como uma das mais destacadas de sua geração e ganhadora do primeiro lugar na Competição Chopin, em 2010, entre outras prestigiosas premiações. 

O programa abre com Noite de Verão, de Zóltan Kodály (16 min), uma das primeiras peças escritas pelo autor húngaro, e dedicada a Arturo Toscanini. 

Em seguida, Yulianna Avdeeva se junta à Osesp para interpretar o Concerto nº 23 Para Piano em Lá Maior, KV 488, de Mozart (26 min), obra de maturidade do compositor vienense, que contrasta o caráter instrospectivo e o festivo. 

Ao final, a Orquestra toca a Sinfonia nº 6 em Si Menor, Op.74 — Patética, de Tchaikovsky (46 min), obra central do cânone sinfônico. Dedicada ao seu amado sobrinho Vladimir Davydov, foi a última composição do autor russo, que faleceu de cólera nove dias após a estreia de sua obra. 

Saiba mais sobre Arvo Volmer:


Saiba mais sobre Yulianna Avdeeva:


Informações sobre os concertos:

- Ensaio aberto: 24/03 (qui), às 10h. Ingressos: R$ 10,00

- Concertos: 24/03 (qui) e 25/03 (sex), às 21h, e 26/06 (sáb), às 16h30. Ingressos: R$ 42,00 a R$ 194,00.


Os concertos da Osesp são uma realização do Governo do Estado de São Paulo, por intermédio da Secretaria de Estado da Cultura, e contam com o patrocínio do Itaú Personnalité, BM&FBOVESPA, Deloitte, Banco Votorantim. 

 

RECITAIS OSESP | YULIANNA AVDEEVA (PIANO) TOCA SHOSTAKOVITCH, BACH E SCHUMANN | DOMINGO, 27 MARÇO, 16H 

A russa Yulianna Avdeeva se formou na Academia Internacional de Piano de Lake Como, na Itália, e ganhou projeção internacional ao conquistar o primeiro prêmio na Competição Chopin, em 2010. Desde então, tem se destacado como uma das mais promissoras de sua geração, apresentando-se com prestigiosas orquestras, como a da Rádio Alemã, as sinfônicas de Bournemouth, Aalborg e NHK (Tóquio) e as filarmônicas de Londres, Essen e Real de Estocolmo, entre outras. 

No recital que apresenta domingo, 27 de março, às 16h, na Sala São Paulo, Yulianna interpreta três peças: a Sonata nº 1 Para Piano, Op.12, de Shostakovich (13 min), obra de grande dificuldade técnica e uma das poucas para o piano, escritas pelo compossitor russo; a Suíte Inglesa nº 2 em Lá Menor, BWV 807, de Bach (20 min), cujos movimentos recebem nomes de danças de vários países europeus – Alemanda, Corrente, Sarabanda, Bourée e Giga; e os Estudos Sinfônicos, Op.13, de Schumann (34 min), que exploram as dificuldades técnicas e as texturas sonoras do piano, em 15 variações sobre um tema que se desenvolvem organicamente, em uma sequência monumental. 

Saiba mais sobre Yulianna Avdeeva:


Informações sobre o concerto:

- 27/03 (dom), às 16h. Ingressos: R$ 77,00 a R$ 100,00.


Os concertos da Osesp são uma realização do Governo do Estado de São Paulo, por intermédio da Secretaria de Estado da Cultura, e contam com o patrocínio do Itaú Personnalité, BM&FBOVESPA, Deloitte, Banco Votorantim. 

 

SOLISTAS DA OSESP APRESENTAM O TRIO Nº 2 DE SCHUBERT | 31/ MARÇO, 19H, E 02/ ABRIL, 14H45 | SALA DO CORO 

O primeiro programa da série Solistas da Osesp da Temporada 2016, que acontece em dois concertos na Sala do Coro, nos dias 31/03 (quinta), às 19h, e 02/04 (sábado), às 14h45, traz os instrumentistas da Osesp Sung-Eun Cho (violino), Jin Joo Doh (violoncelo) e Olga Kopylova (piano) para interpretar o Trio com Piano nº 2 em Mi bemol maior, D 929, de Franz Schubert. 

Das mais significativas obras do repertório de câmara clássico, o Trio com Piano nº 2 foi um dos últimos trabalhos escritos por Schubert. O compositor Robert Schumann, contemporâneo do autor, o definia como “vivaz, masculino e dramático”. 

Informações sobre os concertos:

- Concertos: 31/03 (qui), às 19h, e 02/04 (sáb), às 14h45. Ingressos: R$ 63,00.


Os concertos da Osesp são uma realização do Governo do Estado de São Paulo, por intermédio da Secretaria de Estado da Cultura, e contam com o patrocínio do Itaú Personnalité, BM&FBOVESPA, Deloitte, Banco Votorantim. 

 

OSESP COM ALEXANDER LIEBREICH (REGENTE) E BEHZOD ABDURAIMOV (PIANO) | 31 MARÇO A 02 ABRIL 

Para os concertos que encerram o mês de abertura da Temporada 2016, a Osesp recebe dois artistas convidados, ambos pela primeira vez: o regente alemão Alexander Liebreich, titular da Orquestra de Câmara de Munique e da Orquestra Sinfônica da Rádio Nacional Polonesa, e o jovem pianista Behzod Abduraimov, natural do Uzbequistão,  com promissora carreira internacional e premiações pelas revistas Diapason e Classica por suas gravações de Saint-Saëns, Liszt e Prokofiev, além de Artista em Residência do International Center for Music da Park University (Kansas, EUA).

 

O programa inicia com a abertura da ópera A Italiana na Argélia, de Gioacchino Rossini (2 min), o primeiro grande sucesso da carreira do compositor italiano. 

Em seguida, Behzod Abduraimov se junta à Osesp para interpretar o Concerto nº 2 para Piano em Sol Menor, Op.22, de Saint-Saëns (24 min), um dos mais conhecidos do compositor francês, no qual os três movimentos subvertem a ordem usual “rápido-lento-rápido”, e que exige grande virtuosismo do solista. 

Para terminar, a Orquestra executa a vívida Sinfonia nº 4 em Lá Maior, Op.90 — Italiana, de Mendelssohn-Bartholdy (27 min), inspirada em uma viagem que o compositor fez à Itália, e que traduz suas impressões sobre as belas paisagens e as danças populares daquele país, como o saltarelo e a tarantela. 

Saiba mais sobre Alexander Liebreich:


Saiba mais sobre Behzod Abduraimov:


Informações sobre os concertos:

- Ensaio aberto: 31/03 (qui), às 10h. Ingressos: R$ 10,00

- Concertos: 31/03 (qui) e 01/04 (sex), às 21h, e 02/04 (sáb), às 16h30. Ingressos: R$ 42,00 a R$ 194,00.


Os concertos da Osesp são uma realização do Governo do Estado de São Paulo, por intermédio da Secretaria de Estado da Cultura, e contam com o patrocínio do Itaú Personnalité, BM&FBOVESPA, Deloitte, Banco Votorantim. 

 

TEMPORADA OSESP 2016 | ESTADO DE ESCUTA

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REVISTA OSESP

Acesse o link e leia conteúdos relacionados aos programas:


SALA SÃO PAULO | SERVIÇO

Praça Júlio Prestes, 16

Bilheteria: (11) 3223-3966 (Sala São Paulo: 1484 lugares | Sala do Coro: 150 lugares)

Recomendação etária: 7 anos

Ingresso Rápido: (11) 4003- 1212; www.ingressorapido.com.br 

Cartões de crédito: Visa, Mastercard, American Express e Diners.

Estacionamento: R$ 25,00 (noturno e sábado à tarde) e R$ 14,00 (sábado e domingo de manhã) | 611 vagas, sendo 20 para portadores de necessidades especiais e 33 para idosos. 

Aposentados, pessoas acima de 60 anos, estudantes e professores da rede pública têm 50% de desconto, mediante comprovação em todas as atividades.

Uma pontinha de pesar!


Aberta desde 1969, loja de Artes da Livraria Cultura no Conjunto Nacional fecha as portas

Com a mudança, a série de debates Esquina passa a acontecer na premiada unidade do shopping Iguatemi, projetada por Marcio Kogan [...]


Saiba mais em http://veja.abril.com.br/blog/cidades-sem-fronteiras/evento/aberta-desde-1969-loja-de-artes-da-livraria-cultura-no-conjunto-nacional-fecha-as-portas/

terça-feira, 22 de março de 2016

Sempre é tempo para refletir!



Entre escombros... Entre escolhas.
TERRORISMO. sm. Modo de coagir, combater ou ameaçar pelo uso sistemático do terror. (Aurélio – Dicionário da Língua Portuguesa)
Por Alessandra L. Rocha
Lamentavelmente, acordamos com a notícia de mais um terrível atentado terrorista na Europa, dessa vez em Bruxelas, na Bélgica. Segundo a Agência de Imprensa France-Presse (AFP), “Pelo menos 34 pessoas morreram e mais de 150 ficaram feridas nas explosões que ocorreram nesta terça-feira no aeroporto de Zaventem, em Bruxelas, e na estação de metrô de Maalbeek, no centro da capital europeia” 1. Mas, apesar da comoção que as imagens e notícias nos causam é fundamental refletir seriamente sobre o que se esconde nas sombras do radicalismo intolerante disseminado pelo mundo.
De acordo com as palavras do filósofo e teórico político Jean-Jacques Rousseau, “Se a razão que faz o homem é o sentimento que o conduz”. Partindo dessa lógica, me parece muito difícil, então, crer que tamanha crueldade parta somente de fundamentos ideológicos arraigados e distorcidos. É preciso que tais doutrinas encontrem abrigo e amparo nas emoções e sentimentos humanos, de modo que haja uma frieza plena para não se envolver e, nem tampouco, pensar nos milhões de passantes ao redor. Não, não há ideias suficientemente grandiosas que sejam, em sã consciência, capazes de preterir a vida e o bem estar dos seres humanos; a não ser que, tudo isso, nos parecesse de fato sem a menor a importância.
Por excelência os viventes do planeta desenvolveram, cada um a sua forma, o seu instinto de sobrevivência para garantir a manutenção das espécies. Sendo assim, quando nos deparamos com o movimento contrário a esse princípio entre os humanos, nos deparamos com um fenômeno em que a exceção passa a se tornar regra e eleva os riscos em relação ao nosso futuro. A vida tem sido relegada mais e mais as últimas instâncias de prioridade, entre o TER e o SER, o primeiro é o que deve ser preservado; muito embora, o que vale o TER se não há o SER para desfrutá-lo? Entretanto, apesar disso, revire as páginas da história e veja quantos foram os que sucumbiram aos ditames do TER, as honras e as glórias do ouro e do poder.
Talvez a explicação desse comportamento esteja pautada em uma dose generosa de egoísmo a corroer a humanidade.  Deixamo-nos levar pelas palavras, pelos ídolos, porque nos é conveniente pensar sob uma ótica individual dos interesses, daquilo que se pode lucrar, mesmo que eventualmente prejudique o outro. É assim que muitos não conseguem enxergar as mazelas do mundo e se postam a margem, numa bolha de isolamento ideológico altamente resistente, a qual os permite cometer as piores e mais abomináveis atrocidades contra seus pares, sem lamentar ou sentir nenhum sentimento de culpa.
Não se consegue extinguir as diversas faces do terrorismo porque sempre há quem aplauda e reverencie tais práticas. As ideologias de extremo radicalismo exercem um fascínio sobre mentes egoisticamente vulneráveis; por isso, eles mantêm certo equilíbrio na rotatividade de adeptos para suas investidas, não lhes deixando faltar recursos de nenhuma natureza, especialmente, financeiros. Sim, porque as ideologias usam do dinheiro para manterem-se vivas, para persuadir novos seguidores, para apontar uma série de benefícios que só através dele é possível obterem em curto prazo. 
Dizia Martin Luther King que, “A verdadeira medida de um homem não se vê na forma como se comporta em momentos de conforto e conveniência, mas em como se mantém em tempos de controvérsia e desafio”. Por pior que sejam as circunstâncias da vida pós-moderna, algo ela nos tem revelado em concordância com essas palavras: as máscaras estão pelo chão. Sim, o posicionamento das pessoas tem dito muito sobre elas, sobre o grau de envolvimento e sensibilização em relação aos sofrimentos e obstáculos a serem vencidos pela coletividade. Observando com atenção todos aqueles tidos como engajados e atuantes em favor do bem social, quantos realmente se mostram defensores dos fracos, dos oprimidos, dos escravizados? Por quais causas eles realmente militam? Será que estão preocupados com os milhões de desempregados, ou os que concorrem em verdadeira ‘roleta-russa’ por um leito de UTI nos hospitais públicos, ou os que não conseguem estudar pela ausência de transporte, ou... ou...? Será que estão na defesa da liberdade e demais garantias de direitos humanos?
É. Quem vê cara não vê coração e de repente se descobre o real tamanho dessa legião de seres desumanos pelo mundo. Anônimos e famosos que hasteiam suas ideologias com um orgulho feroz. Manifestam suas filosofias de botequim, sem nenhuma cerimônia. E no fim das contas, querem mais é que tudo se exploda bem longe do seu quintal de indiferença e alienação. São os donos da verdade; aliás, como se essa fosse passível de uma única definição. Tudo o que não sai de seus pontos de vista é rechaçado com veemência e desqualificado sem direito a contestação; seja na política, na economia, na religião, ou no futebol.
Portanto, os atos de terrorismo não estão presentes somente na Bélgica, ou na Europa. Eles estão aonde o ser humano está. O terror está no derramamento de sangue; mas, também, na omissão silenciosa. Ele está nas bombas que explodem em locais cotidianos; mas, também, nas palavras verbalizadas ou não dos meios de comunicação. Ele está na idolatria, na ignorância, na incapacidade de dialogar e de reconhecer os próprios erros; afinal, quem foi que disse que o ser humano é perfeito, hein? Temos que parar de relativizar a vida, estabelecendo quem pode viver quem pode morrer quem pode trabalhar quem pode ser feliz, quem... Nenhum fim justifica qualquer meio para alcançá-lo; então, quem escolhe o lado do terror, o escolhe por vontade própria.