quinta-feira, 24 de março de 2016

Priorização da gestão de resíduos sólidos nas cidades aumenta, diz Banco Mundial



Desde 2000, os empréstimos do organismo para projetos de gestão de resíduos sólidos atingiu 4,5 bilhões de dólares, apoiando 329 programas do tipo em todo o mundo.

 

Para os moradores de Rosario, Argentina, o gerenciamento adequado de resíduos sólidos significa mais do que apenas uma cidade limpa. A abordagem do lixo em Rosario melhorou a economia e o meio ambiente, de acordo com a prefeita da cidade, tendo “impacto direto sobre o que mais importa: a qualidade de vida dos residentes urbanos”.

“Nós tentávamos estar um passo à frente, assumindo o desafio de inovar enquanto procurávamos soluções”, disse a prefeita de Rosario, Monica Fein. “Nossa introdução de serviços de coleta modernizados resultou em uma mudança profunda na paisagem da cidade”.

Uma geração atrás, muitas cidades pelo mundo não tinham programas abrangentes de gerenciamento de resíduos sólidos. Os resíduos orgânicos eram alimentos para animais e resíduos de embalagens quase não existiam. Hoje, devido ao crescimento populacional, a rápida urbanização e desenvolvimento econômico, a gestão do lixo tornou-se um dos problemas mais urgentes do planeta.

Em 2012, o Banco Mundial alertou no seu relatório “What a Waste”, prevendo um aumento de 70% do lixo urbano até o ano de 2025. Nesse mesmo ano, o documentário aclamado pela crítica “Trashed” olhou com profundidade a crise global de lixo.

Cidades no centro

Uma vez que a responsabilidade pela gestão de resíduos sólidos cai normalmente sobre os municípios, não é nenhuma surpresa que a questão está no topo da agenda de prefeitos em países ricos e pobres, de acordo com Ede Ijjasz-Vasquez, Diretor Sênior de Prática Global Social, Urbana, Rural e de Resiliência do Banco Mundial:

“Sem uma boa gestão de resíduos sólidos, você não pode construir uma cidade sustentável e habitável”, disse. “Não é apenas sobre soluções técnicas. Existem impactos climáticos, de saúde e os de segurança, bem como considerações sociais importantes, a partir da mudança de comportamento para inclusão de catadores, para que as pessoas e as sociedades sejam encorajadas a reduzir e reciclar o lixo.

Desde 2000, os empréstimos do Banco Mundial para projetos de gestão de resíduos sólidos atingiram 4,5 bilhões de dólares, apoiando 329 programas de resíduos sólidos em todo o mundo. Os projetos combinam o financiamento de infraestrutura e serviços de consultoria, e abrangem desde a coleta básica de lixo e disposição final até programas sofisticados de mudança de comportamento, reutilização e reciclagem.

Soluções inovadoras para desafios de longa data

Especialistas urbanos, sociais e de meio ambiente do Banco Mundial estão trabalhando para desbloquear soluções para alguns dos desafios no setor de resíduos sólidos.

Operações são caras. Em muitos países em desenvolvimento, a gestão de resíduos sólidos pode consumir de 20 a 50% do orçamento de uma cidade. Países em transição do status de baixa renda para renda média são particularmente atingidos, sem estrutura de imposto ou taxa para sustentar programas de resíduos sólidos e uma população acostumada a usar gratuitamente os lixões a céu aberto.

A Colômbia, um país que coloca 96% dos seus resíduos em aterros, resolveu esta questão através de um programa nacional que cobra taxas com base na capacidade da pessoa para pagar.

Mas se exigir pagamento, é necessário entregar. Os cidadãos não estão dispostos a pagar por coleta de lixo de baixa qualidade, no entanto, é impossível executar um programa de coleta de resíduos profissional sem uma base de receita sólida. O Banco Mundial está trabalhando em programas inovadores para estimular as receitas e, onde as instituições governamentais são fortes, parcerias público-privadas para aumentar a eficiência.

Os trabalhadores informais desempenham um papel importante na maioria dos países em desenvolvimento, onde de 15 a 20% dos resíduos são gerenciados informalmente por indivíduos ou microempresas que não são registados ou reconhecidos. Eles coletam, separam, reciclam e reutilizam os resíduos. “Nós desenvolvemos alguns modelos muito promissores para garantir que os trabalhadores informais de resíduos tenham oportunidades formais de emprego”, disse Frank Van Woerden, um engenheiro ambiental chefe do Banco Mundial.

A instituição está desenvolvendo e testando várias abordagens nas regiões em todo o mundo:

África: Depois de uma guerra civil de décadas na Libéria, lixões irregulares dominavam a paisagem de sua capital, Monrovia, com lixo transbordando para as estradas, canais e vias navegáveis. O Banco Mundial começou a apoiar Monrovia com a gestão de resíduos sólidos como uma intervenção de emergência em 2010, com um forte foco no fortalecimento da gestão financeira, aquisições, gestão de contratos e recuperação de custos. Um aterro sanitário e duas estações de transferência de resíduos já foram construídos, lixões ilegais foram removidos, e a coleta de lixo aumentou de 13 para 50%.

Leste da Ásia e Pacífico: Na China, a coleta municipal de resíduos sólidos aumentou de 31 milhões de toneladas em 1980, para 157 milhões de toneladas em 2009, com estimativa de 585 milhões de toneladas em 2030, desencadeada pela rápida urbanização e crescimento populacional sem precedentes. O Banco Mundial está financiando um novo projeto de resíduos sólidos em Ningbo, introduzindo a separação de resíduos no âmbito familiar para mais de 2 milhões de pessoas, e uma parceria público-privada para financiar a construção de uma estação de tratamento para processar resíduos de cozinha provenientes de habitações e mercados.

Europa e Ásia Central: Países como Azerbaijão estão no processo de lançamento de programas para capturar materiais recicláveis e reduzir o uso de matérias-primas. Esses países também estão mudando abordagens municipais em favor das regionais em tratamento e eliminação de resíduos, aproveitando as economias de escala.

América Latina e Caribe: Em três cidades da Argentina – Mar del Plata, Rosario, e Salta – os alimentos constituem de 15 a 30% dos resíduos em seus aterros. Estratégias para reduzir o desperdício de alimentos têm sido desenvolvidas para estas cidades, incluindo parcerias com a indústria alimentícia para a conscientização, trabalhando com redes de bancos de alimentos para incentivar a doação de alimentos e aumentar a separação e tratamento de resíduos alimentares para criar um composto de alta qualidade.

Oriente Médio e Norte da África: Esforços recentes têm resultado no desenvolvimento de novas instalações de aterros sanitários, lançado iniciativas de reciclagem, e melhora significativa das condições dos catadores. Dois grandes aterros sanitários foram construídos na Cisjordânia, servindo 1,5 bilhão de habitantes. Um terceiro projeto na Faixa de Gaza irá fornecer serviços de resíduos sustentáveis para quase metade da população. No Marrocos, há ênfase em iniciativas de transformação de resíduos em recursos para aumentar a quantidade de material recuperado, explorar energia de resíduos e fornecer oportunidades de empregos seguros e formais para recicladores informais.

Sul da Ásia: No Nepal, a Parceria Global em Ajuda Baseada em Resultados no Banco Mundial está financiando um projeto inovador que preenche a lacuna financeira entre os custos dos serviços de gestão de resíduos sólidos e as receitas arrecadadas. Na Índia, um projeto que abrange toda a cadeia de valor de resíduos – desde a coleta ao processamento à disposição final – está em preparação, potencialmente beneficiando até 3 milhões de pessoas em cidades selecionadas no estado de Uttar Pradesh.

OMS: 9,6 milhões de casos e 1,5 milhão de mortes por tuberculose em 2016


Previsão foi feita para marcar o Dia Mundial de Combate à doença, esta quinta-feira, 24 de março; Brasil faz parte da lista de 22 países responsáveis por 80% dos casos de tuberculose no mundo.


Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York. 

A Organização Mundial da Saúde, OMS, calcula que em 2016 vão ser registrados 9,6 milhões de casos de tuberculose e 1,5 milhão de mortes no mundo.

Os dados foram divulgados para marcar o Dia Mundial de Combate à Tuberculose, esta quinta-feira, 24 de março.

Brasil

Do Rio de Janeiro, em entrevista à Rádio ONU, o coordenador do Observatório Tuberculose Brasil, ligado à Fiocruz, Carlos Basilia, comentou sobre o assunto.

O médico, que também é secretário da Parceria Brasileira contra a Tuberculose, falou sobre a situação do país.

"A gente, na verdade, não tem muito o que celebrar. O Brasil compõe a lista dos 22 países que concentram 80% da carga de tuberculose do mundo. São 73 mil novos casos diagnosticados a cada ano com uma taxa de incidência de 33 por 100 mil habitantes. Esses são dados oficiais de 2014. No Brasil tivemos 4.477 mortes ao ano, são mortes anunciadas que poderiam ser evitadas."

Basilia disse que nesta lista, o Brasil ocupa a 18ª posição. A tuberculose é a quarta causa de mortes por doenças infecciosas e a primeira causa entre as pessoas com Aids.

Estratégia

A Organização Mundial da Saúde alerta que a tuberculose junto com o HIV/Aids, é uma das doenças infecciosas que mais matam no mundo.

Mais de 95% dos óbitos causados pela doença ocorrem em países de média e baixa rendas e ela está entra as cinco principais causas de morte entre mulheres de 15 a 44 anos.

A estratégia da campanha da OMS para acabar com a tuberculose pretende reduzir o número de mortes em 90% e cortar os novos casos em 80% nos próximos 15 anos.

No Dia Internacional da Felicidade, ‘Angry Birds’ se unem à ONU para lutar contra mudanças climáticas


Personagens se juntaram à ONU para explicar o que é que os deixa com tanta raiva: pobreza, fome e mudanças climáticas. Para eles, todos podem se envolver no combate às transformações do clima, realizando ações simples para proteger o planeta.

Em 2016, o Dia Internacional da Felicidade, comemorado neste domingo (20), chamou atenção para a luta contra as mudanças climáticas. Para celebrar a data e mobilizar esforços contra a degradação do meio ambiente, as Nações Unidas receberam o apoio de parceiros especiais: os personagens do jogo de vídeo game e do desenho animado “Angry Birds”.

Esses pássaros famosos pela falta de bom humor se juntaram à ONU para explicar o que é que os deixa com tanta raiva: pobreza, fome e mudanças climáticas.

Embora sejam desafios formidáveis, que os Estados-membros das Nações Unidas terão de enfrentar nos próximos anos, algumas ações simples podem ser realizadas por qualquer pessoa para combater as transformações do clima, como usar transporte público e caminhar, em vez de utilizar automóveis particulares; poupar água; lembrar de apagar as luzes; reciclar o lixo; realizar atividades externas que levam à economia de energia elétrica; e plantar uma árvore, entre outras.

“Esses embaixadores animados estão ajudando a trazer atenção para a importância da ação contra a mudança climática em prol do nosso futuro comum. Você também pode se juntar a eles compartilhando suas próprias ações contra a mudança climática, usando a hashtag #AngryBirdsHappyPlanet”, convidou o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

O chefe das Nações Unidas destacou que “a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável é nossa estratégia para alcançar uma vida digna para todos e todas”.

“Avançando progressivamente em direção aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), que são interligados, podemos ajudar a espalhar felicidade e assegurar a paz”, afirmou o secretário-geral. A nova Agenda Global inclui um objetivo específico – o ODS número 13 – para o combate às mudanças climáticas.
FONTE: https://nacoesunidas.org/no-dia-internacional-da-felicidade-angry-birds-se-unem-a-onu-para-lutar-contra-mudancas-climaticas/