domingo, 5 de junho de 2016

Espaço do Conhecimento UFMG recebe propostas externas para ocupação de Fachada Digital e Planetário

O Espaço do Conhecimento UFMG, situado no Circuito Liberdade, em Belo Horizonte, conta com duas mídias audiovisuais para a divulgação científica e produção artística na América Latina: a Fachada Digital, interface do edifício com o espaço público, e o Planetário híbrido fulldome.
 
O Planetário do Espaço do Conhecimento UFMG possui um sistema que permite a integração da projeção simulada da abóbada celeste com a exibição de conteúdo audiovisual pré-renderizado, no padrão fulldome, cobrindo todo o espaço da tela em formato de cúpula com imagens em alta definição acompanhadas de áudio espacializado. As possibilidades de uso do equipamento incluem as tradicionais apresentações de astronomia, a projeção de documentários e vídeos com propostas e temas variados, além de performances interativas, dentre outras. Já a Fachada Digital é composta por 12 projetores de alta potência, integrados por sistema de divisão e distribuição da imagem. O sistema de som que acompanha a projeção é caracterizado por caixas acústicas localizadas na base e no topo do edifício. O funcionamento da Fachada Digital é prioritariamente noturno, em geral no período das 18h às 22h.
 
Buscando ampliar o acesso a essas mídias, aprofundar seu diálogo com a comunidade e contribuir na formação de agentes produtores e de público, o Espaço do Conhecimento abriu formulário para recebimento de propostas externas para a Fachada Digital e Planetário. Para tanto, criou-se um Conselho Curatorial com representação de docentes da UFMG, do Circuito Liberdade e da equipe do Espaço do Conhecimento UFMG. Dentre outras funções, o Conselho deve analisar propostas audiovisuais e interativas a partir do uso dos equipamentos do Planetário e da Fachada Digital, elaborar editais, incentivar a produção de conteúdos e avaliar, periodicamente, as produções incorporadas por tais mídias.
 
A submissão de propostas é aberta a qualquer pessoa acima de 18 anos e deverá ser feita exclusivamente online, por meio de preenchimento de formulário. Para realizar uma submissão é necessário acessar o site do Espaço do Conhecimento UFMG (http://goo.gl/u06CGS), onde estão também disponibilizadas informações específicas sobre cada uma das mídias, sobre o Conselho Curatorial e os documentos que direcionam o acolhimento das propostas. Os formulários podem ser preenchidos a qualquer momento ao longo do ano de 2016, sendo avaliados na reunião subsequente do Conselho Curatorial do Planetário e da Fachada Digital, conforme calendário também disponibilizado no site.
 
Espaço do Conhecimento UFMG estimula a construção de um olhar crítico acerca da produção de saberes por meio da utilização de recursos museais. Sua programação diversificada inclui exposições, cursos, oficinas e debates. Integrante do Circuito Liberdade, o Espaço do Conhecimento é fruto da parceria entre a UFMG e o Governo de Minas. O Espaço conta com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais – FAPEMIG, da Rede de Museus e Espaços de Ciências e Cultura da UFMG e está subordinado à DAC – Diretoria de Ação Cultural da UFMG.
 
Recebimento de propostas para Planetário e Fachada Digital do Espaço do Conhecimento UFMG
Mais informações: www.espacodoconhecimento.org.br
Fonte: Tamira Marinho / Comunicação Espaço do Conhecimento UFMG

Galeria Pretos Novos de Arte Contemporânea inaugura Pensão Artística

Galeria Pretos Novos de Arte Contemporânea
Inaugura a exposição
PENSÃO ARTÍSTICA
A residência artística
Abertura dia 11 de junho, às 15h
Obras de Dani Soter, Daniela Dacorso, Fábio Carvalho e
Heberth Sobral e curadoria Marco Antonio Teobaldo
Entrada Franca
A Galeria Pretos Novos de Arte Contemporânea  inaugura sábado, dia 11 de junho, às 15h a exposição Pensão Artística apresentando o resultado do projeto de residência artística de curta duração com os artistas Dani Soter, Daniela Dacorso, Fabio Carvalho, Heberth Sobral com  curadoria de Marco Antonio Teobaldo. O Projeto Pensão Artística foi selecionado pela Prefeitura do Rio e Secretaria Municipal de Cultura, no edital de Fomento Cidade Olímpica.
Depois de ficarem hospedados por cinco dias em um hotel, na Região Portuária do Rio de Janeiro, os artistas e o curador, que também idealizou o projeto, apresentarão em 11 de junho a 9 de julho, o resultado de todo o trabalho que envolveu os moradores da região, lideranças comunitárias locais,  funcionários do hotel  e convidados  que interagiram  no processo de criação das obras.
 
De acordo com o curador, a experiência de convivência e troca com os artistas foi uma espécie de laboratório para que eles pudessem desenvolver seus projetos em um ambiente fora das suas zonas de conforto. Segundo Teobaldo “Tivemos a oportunidade de vivenciar as mudanças urbanísticas da Região Portuária, concentrando nossas percepções sobre as suas consequências na população local e aos milhares de indivíduos que nela transitam diariamente, realizando, ainda,  algumas atividades nos estabelecimentos comerciais e institucionais do entorno, após o horário de visitação nos quartos”.
 
Resultado da residência:
Dani Soter – Colcha de retalhos para uma cama de casal

Colcha de retalhos para uma cama de casal - a proposta da artista é encontrar pessoas de passagem, desconhecidos ou não, dentro do quarto do hotel, em sua cama. Apenas uma pessoa foi atendida de cada vez, com hora marcada ou furtivamente, en passant.  Os encontros não tiveram hora para terminar e acabavam quando sentiam, juntos, que já não havia mais nada para ser dito e costurado com os retalhos de roupas usadas. Em seguida, foram reunidas as partes trabalhadas, construindo assim uma narrativa coletiva, onde a voz é a linha e o segredo é o ponto. Mais do que desejar obter um objeto estético, busca-se o resultado da experiência realizada a dois. O espectador torna-se atuante e a obra depende de sua participação. Em Colcha de retalhos para uma cama de casal, é também explorada a questão da intimidade de ambos, sobretudo a do outro, daquele que entra no quarto e senta-se na cama da artista. Curioso de entender o que está se passando ali dentro e desejoso de atravessar fronteiras do espaço privado, o espectador-artista revela seus pensamentos e lembranças ao artista-ouvinte. Este trabalho/performance teve início em Lisboa, em 2010 e a sua narrativa vai crescendo à medida que o público vai participando e contando sua história.  
 
Daniela Dacorso – Retratos

A artista montou um verdadeiro Estúdio fotográfico no seu quarto de hotel, local da residência artística, onde trabalhou uma abordagem receptiva aos visitantes para colher algumas informações sobre o seu perfil (o que faz, onde vive, o que o trouxe até ali, suas dificuldades e seus sonhos, entre outras questões). A partir destas informações, os visitantes foram retratados, dando continuidade à pesquisa da artista sobre tipos comuns da cidade do Rio de Janeiro. O resultado final desta ação será a exposição de um rico álbum de retratos que terá um forte apelo a ancestralidade local, conhecida no passado como Pequena África,  de modo a reafirmar a identidade de cada pessoa fotografada, constituindo uma espécie de mapeamento humano daquele momento do projeto.
 
Fábio Carvalho – Ocupação Olympia

A intervenção urbana Ocupação Olympia idealizada especialmente para o projeto Pensão Artística, consiste na criação de uma série de obras em papel, que remetem à azulejaria portuguesa, com desenhos alusivos a atletas (em particular para as práticas esportivas mais antigas e tradicionais), que foram aplicadas com cola de amido sobre paredes e fachadas da Gamboa. Ao estilo lambe-lambe, a obra assumiu, as vezes,  de azulejos de papel, tendo como referência os azulejos de figura avulsa portugueses, uma vez que a região da Gamboa tem um rico histórico de ocupação portuguesa, sendo a região ainda pontuada por uma série de imóveis antigos cujas fachadas ainda encontram-se azulejadas como no final do século XIX e início do XX. As imagens de esportistas serão misturadas com imagens mais tradicionais das figuras avulsas portuguesas, em particular imagens florais.
 
Heberth Sobral – Noticiário

O artista visual propôs para a residência artística a construção de dioramas com cenários sobre a realidade da Região Portuária e o significativo momento de transformação que vem passando, por conta de sua revitalização para os Jogos Olímpicos. Utilizando um repertório customizado no qual os personagens são bonecos Playmobill, o artista aborda os costumes locais em um simulacro de telejornal, editado pelo artista. Algumas imagens surgirão a partir do estímulo recebido por matérias de jornais, contudo a interação direta do público visitante por meio de depoimentos trouxe mais detalhes para a narrativa construída, potencializando a temática desenvolvida.
 
 
Cada artista passou por um tipo de experiência distinta, porque seus trabalhos são de naturezas diferentes, mas que sofreram influência das trocas provocadas por esta convivência. É unânime entre os residentes do projeto que a sua forma de perceber aquela região se transformou e abriu uma nova perspectiva para entender este processo tão delicado e importante de transformação da cidade.
 
SERVIÇO
Pensão Artística – exposição dos artistas Dani Soter, Daniela Dacorso, Fabio Carvalho e Heberth Sobral
Projeto e Curadoria de Marco Antonio Teobaldo
Abertura: dia 11 de junho, às 15h
Galeria Pretos Novos de Arte Contemporânea
Visitação: 14 de junho a 9 de julho de 2016
De terça à sexta das 13h as 19h e sábados - 10h as 13h
LIVRE
Entrada franca
Local: Rua Pedro Ernesto, 32 - Gamboa
Tel. 21 2516-7089
 
Fonte: Assessoria de Imprensa / Eli Rocha

47 FESTIVAL INTERNACIONAL DE INVERNO DE CAMPOS DO JORDÃO - 02 a 31 de julho

EDIÇÂO 2016 DO FESTIVAL OFERECE 217 BOLSAS E MAIS DE 80 CONCERTOS
 
 
A Fundação Osesp realiza a 47ª edição do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão, de 02 a 31 de julho de 2016. O tradicional evento alia uma intensa programação pedagógica a uma gama representativa de concertos sinfônicos e de câmara – a maioria gratuitos –, que contam com a participação de renomados artistas nacionais e internacionais, e oferecem ao público desde música antiga, passando pelo repertório clássico, até o contemporâneo, com apresentações diárias, tanto nos palcos oficiais de Campos do Jordão (Auditório Claudio Santoro e Praça do Capivari, entre outros), como na Sala São Paulo, na capital paulista.
 
Também gratuitamente durante todo o Festival, como na edição passada, o público poderá assistir a diversos concertos de câmara com grupos formados por alunos e professores, em um  imperdível fim de tarde, que acontece sempre às 19h, na Sala do Coro (Sala São Paulo).
 
A principal atração é a Orquestra do Festival, formada pelos bolsistas, que faz dois programas, com dois concertos cada um. O primeiro, sob o comando do regente estoniano Arvo Volmer (diretor artístico e regente principal da Ópera Nacional Estoniana e diretor musical da Orquestra Haydn de Bolzano), nos dias 09/07 (Auditório Claudio Santoro) e 10/07 (Sala São Paulo); e o segundo, sob a batuta de Giancarlo Guerrero (diretor musical da Sinfônica de Nashville e principal regente convidado da Cleveland Orchestra/ Miami Residency), nos dias 16/07 (Auditório Claudio Santoro), e 17/07 (Sala São Paulo).
 
Destaque também para a Camerata do Festival, formada pelos bolsistas parciais desta edição, com preparação de Valentina Peleggi (regente assistente da Osesp) e supervisão de Arvo Volmer, que se apresenta em três concertos: um sob a batuta dos alunos do curso de regência (09/07, Praça do Capivari); e dois sob a regência de Neil Thomson (diretor artístico e regente principal da Filarmônica de Goiás), tendo o pianista Eduardo Monteiro como solista (15/07, Auditório Claudio Santoro, e 16/07, Sala São Paulo).
 
Uma grande novidade deste ano é o Grupo de Música Antiga do Festival, que se apresenta na terceira semana do evento, sob a regência de Luís Otávio Santos (violinista, diretor artístico do Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga de Juiz de Fora, além de fundador e coordenador do Núcleo de Música Antiga da EMESP), em dois concertos: um no dia 23/07 (Auditório Claudio Santoro) e outro no dia 24/07 (Sala São Paulo).
 
A abertura oficial do 47º Festival de Inverno de Campos do Jordão acontece no dia 02/07 (sáb, 20h30), no Auditório Claudio Santoro, com um concerto da Osesp sob a regência de sua diretora musical e regente titular Marin Alsop, tendo como solistas a violinista Karen Gomyo e o violoncelista Christian Poltéra. No programa, além do Concerto para Violino e Violoncelo em Lá Menor de Brahms, a Orquestra faz a estreia mundial da obra Gravitações, de Jorge Villavicêncio Grossmann, encomenda da Osesp ao compositor brasileiro (radicado nos EUA). A Osesp faz mais um concerto no Auditório Claudio Santoro, sob a regência de Giancarlo Guerrero, no dia 09/07.
 
O Quarteto Diotima, grupo francês que completa 20 anos em 2016, com o apoio do Consulado Geral da França, é o quarteto de cordas residente do Festival, apresentando-se em recitais e integrando o corpo de professores do Núcleo Pedagógico do Festival.
 
A programação artística desta edição enfoca o violoncelo como instrumento de destaque, trazendo como atrações o violoncelista Christian Poltéra, em recital duo com a violinista Karen Gomyo; o violoncelista Pieter Wispelwey, em recital solo, tocando a integral das Suítes de Bach; e a estreia do grupo de Cellos da Osesp, em dois recitais.
 
Na música de câmara, alguns dos destaques são o flautista Ransom Wilson, em duo com a pianista Olga Kopylova, da Osesp; a Camerata Latino Americana, com Simone Menezes (regente) e o Duo Siqueira Lima (violões); a Camerata Fukuda, com Alessandro Borgomanero (regente e violino); e a Camerata Antiqua de Curitiba, com Cláudio Cruz (regente e violino). Entre os recitais solo, destaque para os concertos do pianista Fabio Martino e do trombonista György Gyivicsán.
 
Vale ressaltar, ainda, um programa especial em homenagem ao maestro e compositor francês Pierre Boulez, falecido em janeiro deste ano, com a soprano Manuela Freua e professores do Festival interpretando a peça Le Marteau sans Maitre, sob a regência de Ricardo Bologna.
 
Entre as orquestras convidadas estão a Sinfônica Heliópolis, com Isaac Karabtchevsky (regente); a Filarmônica de Goiás, com Neil Thomson (regente) e Jean-Louis Steuerman (piano); Sinfônica do Theatro Municipal de São Paulo, com Eduardo Strausser (regente) e Nicolau de Figueiredo (cravo); Orquestra Sinfônica da USP, com Lavard Skou Larsen (regente); e a Orquestra do Theatro São Pedro, com André dos Santos (regente), que apresenta uma ópera de Britten.
 
 
 
NÚCLEO PEDAGÓGICO DO FESTIVAL
 
Ao longo de três semanas, de 03 a 24 de julhotodas as atividades do núcleo pedagógico estarão concentradas na Sala São Paulo, sede da Osesp, na capital paulista. Os bolsistas poderão usufruir de toda estrutura do local, em aulas, masterclasses e ensaios, além de terem a oportunidade de assistir aos concertos da Osesp e conviver com seus músicos.
 
Serão oferecidas até 138 bolsas de estudo integrais (sendo 123 vagas para inscrições individuais e 15 vagas destinadas para as instituições estrangeiras parceiras do Festival) e até 79 bolsas de estudo parciais. Os alunos com bolsa integral terão hospedagem, transporte e alimentação totalmente subsidiados pelo evento.
 
Os cursos compreendem aulas de instrumentos que integram os naipes da orquestra sinfônica, além de violão, piano e regência. Os candidatos aprovados para a classe de regência participam ainda de atividades preparatórias ao Festival, sob a orientação da regente Marin Alsop, na Sala São Paulo.
 
Os bolsistas se apresentam ao longo de toda a programação artística do Festival, integrando a Orquestra do Festival, a Camerata do Festival, o Grupo de Música Antiga do Festival e os grupos de câmara, nos quais têm a oportunidade de tocar junto com seus professores.
  
 
PRÊMIOS E BOLSAS
 
Prêmio Eleazar de Carvalho, oferecido pela Secretaria Estadual de Cultura, por intermédio da Fundação Osesp, contemplará o/a bolsista que mais se destacar nessa edição, concedendo a ele/a uma bolsa de US$ 1.400 mil (um mil e quatrocentos dólares) mensais para estudar por um período de até nove meses em uma instituição estrangeira de sua escolha, além de ter cobertas as despesas de translado entre o Brasil e o exterior. A Fundação Osesp poderá premiar outros bolsistas que se destacarem durante as atividades. 
 
 
AMIGOS DO FESTIVAL
 
Desde 2013, a Fundação Osesp conta com a colaboração de uma rede de estabelecimentos comerciais na cidade de Campos do Jordão, que contribui para a divulgação de informações sobre a programação de concertos. Esses estabelecimentos recebem um selo que os identificam como “Amigo do Festival” e mostram engajamento com um dos mais tradicionais projetos culturais da cidade. Em 2016, o programa Amigos do Festival contará com noventa e três parceiros. 
 
 
INGRESSOS
 
Os concertos na Praça do Capivari, na Igreja de Santa Terezinha, na Capela do Palácio do Governo e na Sala do Coro (na Sala São Paulo) são todos gratuitos. Os concertos pagos no Auditório Claudio Santoro e na Sala São Paulo terão ingressos à venda a partir de 06 de junho, pela Ingresso Rápido, com valores entre R$ 22,00 e R$ 88,00.
 
 
O 47º Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão é uma realização da Secretaria de Cultura do Governo do Estado de São Paulo, em parceria com a Fundação Osesp, a Prefeitura de Campos do Jordão e a iniciativa privada, contando com o patrocínio da Rede, copatrocínio do BNDES, apoio da Comgás, Fritz Dobbert e Folha de S.Paulo. O Festival tem direção executiva de Marcelo Lopes, direção artística de Arthur Nestrovski, coordenação artístico-pedagógica de Fábio Zanon e consultoria artística de Marin Alsop.
 
Fonte: Alexandre Felix / imprensa.festivalcampos@gmail.com