sábado, 14 de outubro de 2017

Concurso de fotografia sobre objetivos da ONU tem prazo prorrogado para 20 de outubro

O Concurso de Fotografias Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), organizado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no Brasil, teve seu prazo de inscrição prorrogado para 20 de outubro. O concurso é dividido em 17 categorias, cada uma sobre um ODS específico. Serão selecionadas até três imagens por categoria.
Competição é aberta ao público em geral, de qualquer estado brasileiro ou do Distrito Federal, bem como estrangeiros residentes do país com a devida autorização. Candidatos devem ter 18 anos ou mais na hora de se inscrever.
Imagem: PNUD

O Concurso de Fotografias Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), organizado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no Brasil, teve seu prazo de inscrição prorrogado para 20 de outubro. Competição é aberta ao público em geral, de qualquer estado brasileiro ou do Distrito Federal, bem como estrangeiros residentes do país com a devida autorização. Candidatos devem ter 18 anos ou mais na hora de se inscrever.
O concurso é dividido em 17 categorias, cada uma sobre um ODS específico. Serão selecionadas até três imagens por categoria. Os vencedores receberão certificado de reconhecimento do PNUD. Não há limite para o envio de imagens por participantes.
As fotografias devem ser enviadas para o e-mail concursodefotos@undp.org, acompanhadas da autorização de uso de imagem assinada pelo(a) candidato(a), descrição do contexto da fotografia e nome completo e endereço (físico e eletrônico) do(a) autor(a). As imagens devem ser de até nove megabytes.
Somente serão aceitas as candidaturas de imagens inéditas, que não tenham sido apresentadas em materiais de divulgação ou premiadas em outros concursos até a data de inscrição. As fotografias serão selecionadas de acordo com critério de linguagem fotográfica, originalidade, criatividade, adesão aos ODS e respeito aos direitos humanos.
Com base na Agenda 2030, o PNUD pretende, com o concurso, identificar imagens que remetem à adoção e à implementação dos ODS. O objetivo é colaborar para a disseminação de boas práticas que favoreçam o desenvolvimento econômico, social e ambiental no Brasil, de forma integrada.
Clique aqui para acessar o edital do concurso.
O download do termo de autorização de uso de imagem pode ser feito clicando aqui. Mais informações podem ser obtidas por meio do e-mail concursodefotos@undp.org.
Para conhecer mais sobre os ODS e a Agenda 2030, acesse www.agenda2030.org.br.

UNICEF e Beyoncé se unem pela liberdade das meninas

Para lembar o Dia Internacional das Meninas, observado neste 11 de outubro, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) lançou a iniciativa “Liberdade para as Meninas”, projeto de conscientização online que recebeu o apoio da cantora Beyoncé Knowles. O vídeo da campanha mostra jovens de diferentes partes do mundo dançando ao som de “Freedom”, hit da artista norte-americana. Agência da ONU convoca todos a lutar por um mundo mais justo, sem desigualdades de gênero.
Para lembrar o Dia Internacional das Meninas, observado neste 11 de outubro, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) lançou a iniciativa “Liberdade para as Meninas”, projeto de conscientização online que recebeu o apoio da cantora Beyoncé Knowles. O vídeo da campanha mostra jovens de diferentes partes do mundo dançando ao som de “Freedom”, hit da artista norte-americana. Produção explica como as desigualdades de gênero afetam tragicamente a vida das crianças.
Segundo dados da agência da ONU, a cada cinco minutos, uma menina morre vítima de violência. Uma em cada quatro se casa ainda durante a infância. Das vítimas de tráfico humano, 71% são mulheres. Cerca de 63 milhões de jovens já foram submetidas à mutilação genital feminina.
As disparidades também afetam a saúde e a educação das mulheres. Atualmente, existem 130 milhões de meninas fora da escola. Em média, as meninas também têm duas vezes mais chances de contrair HIV.
Para o UNICEF, ser menina é lutar diariamente pela liberdade. Com a campanha, o organismo internacional convoca usuários das redes sociais a definir o que eles acham que é “liberdade para as meninas”. Para participar, use a hashtag em inglês, #FreedomForGirls.
A agência da ONU também chama países, comunidades e indivíduos a trabalharem juntos para cumprir os Objetivos Globais da ONU, um conjunto ambicioso de metas que prevê a erradicação de todas as formas de violência de gênero até 2030. O plano inclui ainda a promoção da educação de qualidade, do bem-estar e da segurança para todos, em qualquer parte do mundo, bem como o fim da epidemia de AIDS como problema de saúde pública.
Acesse o site da campanha e conheça outras iniciativas para a promoção dos direitos das meninas: http://www.globalgoals.org/dayofthegirl.
O vídeo do UNICEF é uma parceria com outra campanha da ONU, a Global Goals, voltada para o cumprimento das metas da Agenda 2030.

UNICEF: homicídios de adolescentes batem recorde; Nordeste registra índices mais altos de violência

 Em municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes, a taxa de assassinatos de jovens chegou a 3,65 por mil adolescentes — ou seja, para cada mil adolescentes que completam 12 anos, mais de três são vítimas de homicídios antes de chegar aos 19 anos. Se nada mudar, 43 mil jovens poderão ser mortos até 2021.
No Nordeste, o índice é de 6,5, número que representa um aumento maior que o dobro desde 2005. Dados são do Índice de Homicídios na Adolescência 2014, divulgado nesta semana pelo UNICEF e parceiros.
Em municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes, a taxa de assassinatos de jovens chegou a 3,65 por mil adolescentes — ou seja, para cada mil adolescentes que completam 12 anos, mais de três são vítimas de homicídios antes de chegar aos 19 anos. Divulgado nesta semana pelo Índice de Homicídios na Adolescência 2014 (IHA), o número é o mais alto já registrado pela pesquisa, elaborada desde 2005. Levantamento alerta para a situação do Nordeste, que concentra sete das dez capitais brasileiras mais perigosas para a juventude.
Realizado pelo governo brasileiro em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), o estudo alerta que, se as condições que prevaleciam em 2014 não mudarem, 43 mil adolescentes poderão ser mortos, entre 2015 e 2021, nos 300 municípios analisados. A estimativa diz respeito somente às cidades com mais de 100 mil habitantes. O IHA é calculado para cada grupo de mil pessoas entre 12 e 18 anos.
Fortaleza tem o maior índice, com 10,94 homicídios para cada grupo de mil jovens na faixa etária visada pelo relatório. Na lista com as dez capitais mais violentas, a cidade é seguida por Maceió (9,37), Vitória (7,68), João Pessoa (7,34), Natal (7,10), Salvador (6,87), São Luís (6,68), Teresina (6,59), Belém (5,32) e Goiânia (4,76). As cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo ocupam, respectivamente, a 19ª e a 22ª posição entre as capitais, com IHAs 2,71 e 2,19.
Segundo a pesquisa, em quase todos os estados do Nordeste, com exceção de Pernambuco, há pelo menos dois municípios com índices superiores a 6. A região apresenta o IHA médio mais elevando — 6,5. Se a situação não melhorar, 16,5 mil jovens nordestinos poderão ser mortos de 2015 a 2021.
O cenário alarmante é sintoma do acúmulo de altas no IHA regional — de 2005 a 2014, a taxa do Nordeste passou de pouco menos de 3 para quase 7. A segunda região mais violenta do Brasil, o Norte, tem um índice de homicídios contra adolescentes de 3,9.
Desde 2012, o número dos adolescentes entre 12 e 18 anos morrendo por agressão é proporcionalmente mais alto do que do resto da população brasileira — 31,6 para cada 100 mil adolescentes em 2014 comparados com 29,7 para cada 100 mil pessoas no geral.
“O que temos visto hoje no Brasil é que a falta de oportunidades tem determinado cruelmente a vida de muitos adolescentes”, afirma a representante do UNICEF no Brasil, Florence Bauer.
“Enquanto o Brasil nas últimas décadas conseguiu reduzir a mortalidade infantil significativamente, o número de mortes entre os adolescentes cresceu de uma maneira alarmante. É primordial que o país valorize melhor a segunda década de vida e dê à adolescência a importância que ela merece”, acrescentou a especialista.
As mortes de crianças menores de 1 ano foram reduzidas de 95.938, em 1990, para 37.501, em 2015. Durante o mesmo período, o número de adolescentes de 10 a 19 anos assassinados aumentou de 4.754 para 10.290, segundo o DATASUS.
O IHA é elaborado em parceria entre o UNICEF, o Ministério dos Direitos Humanos (MDH), o Observatório de Favelas e o Laboratório de Análise da Violência, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (LAV-UERJ). Acesso o relatório sobre 2014 clicando aqui.

Questão racial e de gênero

Os cálculos do IHA também abordam parâmetros de gênero, cor, idade e meio utilizado no homicídio. Em 2014, os adolescentes do sexo masculino tinham um risco 13,52 vezes superior ao das adolescentes do sexo feminino, e os adolescentes negros, um risco 2,88 vezes superior ao dos brancos. As chances de ser morto por arma de fogo é 6,11 vezes maior do que por outros meios.
Outro estudo conduzido pelo UNICEF, em colaboração com a Assembleia Legislativa do Ceará e o governo do estado, traz uma análise de homicídios ocorridos em Fortaleza e em outros seis municípios cearenses, com conclusões semelhantes. As vítimas eram, na maioria, meninos (97,95%) e negros ou pardos (65,75%), moradores das periferias.
Os adolescentes assassinados eram, em sua maioria, pobres – 67,1% viviam em lares com renda familiar entre um e dois salários mínimos – e 70% estavam fora da escola há pelo menos seis meses. Em Fortaleza, metade dos homicídios de adolescentes aconteceu em média a 500 metros da casa da vítima.