sexta-feira, 28 de agosto de 2020

OSESP EM ESTREIA MUNDIAL DE "CARTAS PORTUGUESAS", DE JOÃO GUILHERME RIPPER | CAMILA TITINGER (SOPRANO) | 28/08 (SEXTA), 19H

No dia 28/08 (sexta), às 19h, a Osesp faz a estreia mundial de Cartas Portuguesas, monodrama de João Guilherme Ripper, em apresentação que dá continuidade à série de transmissões ao vivo, diretamente do palco da Sala São Paulo, sem público na plateia. A composição inédita faz parte da parceria da Osesp com a Fundação Gulbenkian de Lisboa e terá sua estreia também em Portugal, em data a definir.

Com regência de Roberto Tibiriçá, a peça tem a soprano Camila Titinger no papel principal, além da participação das sopranos Érika Muniz (Coro da Osesp), Luiza Willert e Raquel PaulinJorge Takla assina a direção cênica, o cenário foi criado por Nicolas Boni e o figurino por Fabio Namatame.

O monodrama Cartas Portuguesas é baseado nas cinco cartas escritas por Mariana Alcoforado (1640-1723), freira do Convento de Nossa Senhora da Conceição, de Beja, Portugal, a seu amante, o oficial francês Noel de Chamilly. Em 1669, essas cartas foram traduzidas e publicadas em Paris como um romance epistolar, tornando-se motivo de escândalo e atraindo grande interesse. O enredo descreve o percurso dramático de Mariana na clausura, seu sofrimento ao tentar sublimar sua paixão pelo amante que a deixou e a resignação que toma conta de sua existência e que acaba encontrando, enfim, o amparo na vida religiosa. Na história real, Mariana se torna Superiora do convento.

Sobre o libreto, Ripper explica que inclui trechos escritos por ele próprio, além de outras fontes. “Da Bíblia, recorro a um texto do Cântico dos cânticos, de Salomão, para a primeira ária de Mariana, quando ela tenta justificar sua paixão desenfreada por Noel. Já o poema Leanor, de Francisco Rodrigues Lobo (1580-1620), poeta barroco português, é outra inserção relevante, que Mariana canta quando recorda uma cantiga que aprendeu com sua mãe. Os dois textos externos são pontos de contraste ao tom doloroso das cartas”.

A soprano Camila Titinger fala mais sobre sua participação: “além de Cartas Portuguesas ser uma estreia mundial, será também a minha estreia ao cantar uma ópera neste formato, sem público. Por ser um monodrama, não divido as partes cantadas com outros personagens, assim, há uma grande exigência vocal. Estou gostando muito do desafio e o processo de preparo foi muito recompensador, já que nos ensaios me sinto completamente entregue à personagem. Mariana Alcoforado é um papel que tem me oferecido muitas facetas interpretativas e está sendo um grande privilégio dar vida à esta mulher incrível, que além de freira, foi um ser humano privilegiado, de extrema coragem... E a coragem é desenvolvida quando se conhece a dor. Enfim, eu não poderia estar mais feliz em voltar aos palcos da minha amada Sala São Paulo, estreando uma obra de tamanha beleza, perto da minha família!”.

No programa a Osesp interpreta também a Sinfonia nº 36 – Linz, de Mozart.

O concerto será transmitido gratuitamente pelas mídias sociais da Osesp: YouTube (youtube.com/videososesp), Facebook (facebook.com/osesp/) e Instagram (instagram.com/osesp_/). A gravação ficará disponível nos canais digitais da Osesp, assim como as dos demais concertos dessa série, iniciada em agosto.

Para garantir a segurança e a preservação da saúde de todos os músicos e demais funcionários envolvidos nas transmissões, a Fundação Osesp estruturou um cuidadoso Protocolo de Segurança Sanitária, respeitando as normas de higiene e distanciamento necessários à contenção da propagação da Covid-19. O protocolo conta com a consultoria e o processo de certificação Safeguard do Bureau Veritas, empresa que é referência mundial, com mais de 190 anos de atividades e reconhecidos serviços de avaliação de conformidade e certificação utilizados por grandes organizações nacionais e internacionais.
  
A Osesp aguarda o momento adequado de reencontrar o público em sua casa, a Sala São Paulo, de acordo com a decisão da Prefeitura do Município de São Paulo de abertura das salas de espetáculos somente na fase verde do Plano São Paulo e com os parâmetros anteriores estabelecidos pelo Governo do Estado. Enquanto isso não acontece, espera que, com essa série de transmissões, consiga levar um pouco da arte e da esperança compartilhadas durante esses encontros. 

Assista vídeo com os bastidores da preparação dos concertos online:


PROGRAMA

28/08 (sexta), 19h

ORQUESTRA SINFÔNICA DO ESTADO DE SÃO PAULO - OSESP
ROBERTO TIBIRIÇÁ regente
CAMILA TITINGER soprano
Raquel Paulin soprano
Luiza Willert soprano
Érika Muniz soprano

RIPPER 
Cartas Portuguesas [co-encomenda SP-LX Nova Música, estreia mundial]
MOZART 
Sinfonia nº 36 em Dó maior, KV 425 – Linz

Ficha técnica:
Direção cênica: Jorge Takla
Cenografia: Nicolás Boni
Figurinos: Fabio Namatame
Direção de Movimento: Anselmo Zolla
Iluminação: Ney Bonfante
Producao Executiva: Noemia Duarte
Cenotécnico: Denis Nascimento
Assistente de Cenografia: Jonas Soares
Assistente de Figurinos: Juliano Lopes
Aderecista: Wilson Castro
Visagismo: Tiça Camargo
Maestro preparador: Rafael Andrade


João Guilherme Ripper
O compositor carioca João Guilherme Ripper colabora frequentemente com orquestras, teatros e festivais no Brasil e exterior, criando novas obras e atuando como compositor residente. É professor da Escola de Música da UFRJ, que dirigiu entre 1999 e 2003. Dirigiu a Sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro, entre 2004 e 2015. Foi Presidente da Fundação Teatro Municipal do Rio de Janeiro entre 2015 e 2017. Em 2019 voltou a assumir o cargo de Diretor da Sala Cecília Meireles e é o atual Presidente da Academia Brasileira de Música. Recebeu o prêmio Associação Paulista dos Críticos de Arte em 2000 pela sua ópera Domitila e, em 2017, pelo conjunto de sua obra. Antes de Cartas Portuguesas, Ripper escreveu para a Osesp as peças Desenredo (2008), e Cinco poemas de Vinícius de Moraes (2013). Saiba mais: http://www.joaoripper.com.br/site/.

Camila Titinger
A soprano Camila Titinger foi uma das vencedoras do Concurso Internacional de Canto Neue Stimmen, Alemanha (2015). Cantou no concerto de abertura do Festival Bregenz, Áustria, com a Orquestra Sinfônica de Viena (2016). Interpretou a Contessa di Almaviva, na ópera As Bodas de Fígaro, de Mozart, na Ópera de Toulon (2016/17). Foi uma das vencedoras do Concurso Internacional Belvedere, em Latvia (2018). Desde janeiro de 2018, tem se apresentado com Plácido Domingo em concertos por várias cidades da Europa e EUA. Em 2019, cantou no Garsington Opera Festival, Londres, como Donna Anna em Don Giovanni de Mozart; no Teatro Solís de Montevidéu, como Pamina, em A Flauta Mágica, de Mozart; e no papel de Hanna Glawari, na opereta A Viúva Alegre, de Franz Léhar, no Teatro Municipal de São Paulo. Saiba mais: http://www.camilatitinger.com.br/.

Jorge Takla
Formado na Ecole des Beaux-Arts e no Conservatoire d´Art Dramatique (Paris), iniciou profissionalmente ao lado de Robert Wilson em 1974. Atuou e dirigiu no teatro LaMama, em Nova York, de 1974 a 1976. No Brasil, dirigiu e produziu mais de uma centena de espetáculos de teatro e teatro musical, entre eles, My Fair LadyEvitaJesus Cristo SuperstarWest Side StoryMademoiselle ChanelVitor ou VitóriaCabaretPequenos BurguesesMadame BlavatskyFedra 1980 e outros. Em ópera, dirigiu RigolettoToscaThe Rake's ProgressLa TraviataLa BohèmeMadama ButterflyAs Bodas de FígaroCavalleria RusticanaI PagliacciOs Contos de Hoffmann e A Viúva Alegre, entre outras. Foi Diretor da Divisão de Teatro da CIE-Brasil, de 2002 a 2004, onde coordenou as produções de A Bela e a Fera (Broadway), Chicago (Broadway), A Flor de Meu bem Querer (Juca de Oliveira), Suburbano Coração (Chico Buarque), Marília canta Ary e outras. Em 2014, fez a memorável direção cênica de Candide, de Leonard Bernstein, com a Osesp regida por Marin Alsop.


A Osesp e a Sala São Paulo são equipamentos culturais da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, sob gestão da Fundação Osesp.

Fonte: Assessoria de imprensa – Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado / Assessoria de Imprensa – Osesp


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