quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Infecção pelo HPV aumenta risco de transmissão da AIDS, aponta agência da ONU

Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) alertou na semana passada para os vínculos entre a epidemia de HIV, as infecções pelo papilomavírus humano e a incidência de câncer do colo de útero, que mata cerca de 250 mil mulheres por ano. Em países de média e baixa renda, mulheres vivendo com o vírus da AIDS têm chances até cinco vezes maiores de desenvolver o tumor.

Cerca de 500 mil mulheres são diagnosticadas anualmente com câncer do colo de útero. Metade dessas pacientes morrem por causa da doença. Nove em cada dez vítimas fatais desse tipo de tumor são de países de média e baixa renda. Entre a população dos países em desenvolvimento, há um grupo ainda mais vulnerável — o de mulheres vivendo com HIV, que têm até cinco vezes mais chances de desenvolver a patologia do que as que não têm o vírus.
Os números são do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), que alertou na semana passada (4) para os riscos específicos da população feminina que vive com o HIV.
A agência da ONU lembrou que a maioria dos casos de câncer do colo de útero são causados pelo papilomavírus humano (HPV). O tumor é o segundo mais comum entre mulheres de nações em desenvolvimento.
Pessoas com sistemas imunológicos saudáveis têm grande probabilidade de eliminar a infecção pelo HPV ao longo do tempo. No entanto, as mulheres vivendo com HIV geralmente têm as defesas de seu organismo fragilizadas — o que dificulta a cura do HPV. O UNAIDS alerta que a infecção pelo papilomavírus aumenta significativamente o risco de transmissão do HIV, tanto para homens quanto para mulheres.
O programa da ONU fez um apelo à comunidade internacional para que invista em educação sobre saúde, na vacinação de meninas adolescentes contra o HPV e em serviços de testagem.
Estratégias de saúde pública também devem incluir aconselhamento e disponibilização de tratamento, quando necessário. O UNAIDS acredita que as iniciativas já existentes para combater o HIV poderiam desempenhar um papel vital na expansão da prevenção do câncer do colo de útero.

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