sábado, 13 de outubro de 2018

15 de outubro - Dia do Professor / "Se não fosse imperador, desejaria ser professor. Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro". D. Pedro II


Por Alessandra Leles Rocha



Por mais clichê que possa parecer, a verdade é que tudo passa pela Educação. Não só a Educação que fornece valores e princípios ao ser humano, aquela oriunda da família; mas, a Educação que transforma o ser humano em cidadão, que lhe provém os conhecimentos de mundo, aquela que se recebe dos professores na escola.
E só refletindo sobre isso com muita seriedade e compromisso é que se consegue dimensionar a importância do professor na sociedade. Essa figura tão significativa e que foi sendo traída ao longo da história por sucessivas ações de desqualificação e desrespeito.
Mais do que o dom de ensinar, esses profissionais se dedicam a aprimorar seus conhecimentos em longos anos de estudo, para que dessa forma tenham condições de entrar em uma sala de aula e compartilhar tudo aquilo que aprenderam. E se “tempo é dinheiro”, imaginem só quanto foi investido de tempo e de dinheiro nessa empreitada!
Sem contar, que muito além das técnicas e teorias, a prática cotidiana da docência vem impingindo ao professor outras demandas de conhecimento que vão muito além da sua formação básica. Trata-se de lidar com a realidade dura e impactante, no que diz respeito ao mais profundo da desorientação social, que se reflete em alunos carentes de afeto, de atenção, de cuidados, de orientação para descobrirem o seu verdadeiro lugar no mundo.
No entanto, não deveria ser da alçada do professor lidar como agente direto de solução de questões tão complexas quanto o bullying, a violência, a depressão, os distúrbios alimentares etc.etc.etc.; mas, acaba sendo. E eles, na maioria das vezes, desdobram-se sozinhos para enfrentar esses desafios. Pena que ninguém vê. Ninguém reconhece. Ninguém valoriza.
Não é à toa que o interesse em ser professor se reduz a cada ano. É difícil pensar que alguém queira uma profissão que passe pela mais ampla desvalorização social, como é o caso da docência. Do Estado gestor aos pais e responsáveis pelos alunos, a sociedade não parece nem um pouco preocupada em promover melhorias e assegurar garantias a esses profissionais.
Os que insistem e resistem a essa enxurrada de descaso, no fim das contas acabam, sem querer, fornecendo munição ao velho e roto discurso do “sacerdócio docente”; como se o professor não fosse gente, não tivesse família, sonhos e demandas. Como se a indiferença social pudesse continuar existindo e se disseminando porque sempre haverá os que se sujeitam em nome do ideal.
A verdade é que não se trata de idealismo ou de se contentar com migalhas. Esses profissionais enxergam longe, compreendem em profundidade que a carência educacional se reflete diretamente no desemprego, amplia as filas dos programas sociais, exaspera a violência, enfim... Assim, essa limitação do poder de compra desacelera a economia, enfraquece a geração de novos empregos e a ampliação da renda, desenvolve diversos níveis de tensão social, ou seja, o perverso ciclo que vive o país.
O que fazem os persistentes professores, nas escolas Brasil afora, é buscar tornar compreensível aos alunos que eles não devem frequentar as suas aulas apenas para conseguir notas e mudar de série; mas, para adquirir o conhecimento que é exatamente o que espera deles o mundo lá fora. Ninguém os questionará as médias obtidas nessa ou naquela disciplina. Deles será posto à prova o conhecimento construído ao longo dos anos. E se não sabe, eles recorrem à fila do desemprego para ver se há alguém que saiba.
E é esse conhecimento, lapidado com a ajuda sábia e hábil dos professores, que também molda o cidadão do amanhã. Na dinâmica da significação e da ressignificação dos conteúdos é que os alunos ampliam sua criticidade, sua reflexão sobre a vida e o mundo diariamente.  Segundo Paulo Freire 1, “quando o homem compreende a sua realidade, pode levantar hipóteses sobre o desafio dessa realidade e procurar soluções. Assim, pode transformá-la e o seu trabalho pode criar um mundo próprio, seu Eu e as suas circunstâncias”.
Por isso, quando conscientes ou não menosprezamos a figura do professor acentuamos nossa arrogância e prepotência humana, como se tivéssemos nascidos prontos e aptos para os desafios da vida. Quando na verdade, por detrás de cada risco, cada símbolo, cada letra desenhada em uma folha de papel existiu a presença desse guia, desse mentor intelectual, desse cidadão a fazer jus a própria cidadania.
Como disse Rubem Alves 2, “ensinar é um exercício de imortalidade. De alguma forma continuamos a viver naqueles cujos olhos aprenderam a ver o mundo pela magia da nossa palavra. O professor, assim, não morre jamais...”. Então, meus cumprimentos a todos os professores que residem além das fronteiras de nossa razão e sensibilidade.

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Antes de votar leia e reflita!




Outubro Rosa



OSESP REALIZA CONCERTO COM TRANSMISSÃO AO VIVO GRATUITA E EM REALIDADE VIRTUAL


No programa, obras de Dvórak, Villa-Lobos, Bernstein e Ginastera 

No dia 4 de outubro, quinta-feira, a Osesp realiza mais um Concerto Digital, com transmissão ao vivo e em realidade virtual (360°) da apresentação que será regida por sua Regente Titular Marin Alsop. O público poderá assistir ao concerto diretamente do centro do palco da Sala São Paulo, através de quatro plataformas: nossa página no Facebook, nosso canal no Youtube, site da Orquestra ou através da TV UOL.
O repertório traz a Sinfonia nº 9 em Mi Menor, Op.95 - Do Novo Mundo, de Dvorák, obra que solidificou sua reputação como um dos grandes sinfonistas de todos os tempos, a abertura da opereta Candide, de Leonard Bernstein, além das Bachianas Brasileiras nº 4, de Villa-Lobos, e da obra Estância, Op.8a: Quatro Danças, do argentino Alberto Ginastera. O mesmo repertório se repete nos concertos dos dias 5 e 6, apenas para o público presente à Sala São Paulo.
Os concertos da Temporada Osesp são uma realização do Ministério da Cultura, Governo Federal e Fundação Osesp e contam com o patrocínio do Itaú Personnalité, Banco Votorantim, BBMapfre, Facebook, Ultra, Via Varejo, Mattos Filho e Deloitte.
O concerto digital será patrocinado pelo Itaú Personnalité, com apoio do Facebook e TV UOL.
  
Informações sobre os concertos
4 OUT quinta 10h00 Ensaio Geral Aberto
4 OUT quinta 20h30
5 OUT sexta 20h30
6 OUT sábado 16h30

OSESP
MARIN ALSOP regente
ANTONÍN DVORÁK
Sinfonia nº 9 em mi menor, Op.95 - Do Novo Mundo
LEONARD BERNSTEIN
Candide: Abertura
HEITOR VILLA-LOBOS
Bachianas Brasileiras nº 4
ALBERTO GINASTERA
Estância, Op.8a: Quatro Danças

Ingressos (inteira): entre R$ 50,00 e R$ 222,00. Ensaio Aberto: R$ 12

SALA SÃO PAULO | SERVIÇO
Praça Júlio Prestes, 16
Bilheteria: (11) 3223-3966 (Sala São Paulo: 1484 lugares)
Recomendação etária: 7 anos
Ingressos: (11) 3777-9721; https://osesp.byinti.com
Cartões de crédito: Visa, Mastercard, American Express, Diners e Elo.
Estacionamento: R$ 28,00 (noturno e sábado à tarde) | 611 vagas, sendo 20 para portadores de necessidades especiais e 33 para idosos.

 INFORMAÇÕES À IMPRENSA: Alexandre Félix, Isabela Guasco e Diego Andrade

TEMPORADA OSESP 2019 | FUTUROS DO PASSADO

TEMPORADA OSESP 2019 | FUTUROS DO PASSADO

MARIN ALSOP ▪ OITAVA DE MAHLER ▪ NELSON FREIRE ▪ HUANG RUO ▪ PAULO SZOT ▪ NATHALIE STUTZMANN ▪ ANTONIO MENESES ▪ SINFONIAS DE SCHUMANN ▪ JORGE LUIS PRATS▪ ARRIGO BARNABÉ▪ ISAAC KARABTCHEVSKY ▪ MARLOS NOBRE 80 ▪ HEINZ HOLLIGER ▪ QUARTETO OSESP ▪ GIANCARLO GUERRERO ▪ KIRILL GERSTEIN ▪ JEAN-LOUIS STEUERMAN ▪SEMANA CAMARGO GUARNIERI ▪ ROBERT TREVIÑO ▪ CLAUDIO SANTORO 100 ▪ THOMAS ZEHETMAIR ▪ FLO MENEZES ▪ CORO DA OSESP ▪ FELIPE LARA ▪ JOSEP PONS ▪ NONA DE BEETHOVEN ▪ MICHAEL COLLINS ▪ NEIL THOMSON ▪ WU WEI

Há muito o que celebrar na Temporada Osesp 2019. Com o tema Futuros do Passado, a programação homenageia os 50 anos do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão e os 20 anos da Sala São Paulo – a casa da Osesp –, cujas trajetórias são de fundamental importância para o cenário da música clássica no Brasil e na América Latina.

Para Arthur Nestrovski, que em 2019 completa dez anos à frente da direção artística da Osesp, é “impossível subestimar a relevância do Festival para a formação das últimas três, senão já quatro gerações de músicos. Basta pensar na Osesp: a imensa maioria, quase a totalidade, mesmo, dos brasileiros da Orquestra (cerca de 2/3 do total) já foi bolsista ou professor”. Já a Sala São Paulo é um marco por suas qualidades acústicas e arquitetônicas: “para os instrumentistas e cantores da Osesp, a Sala é uma verdadeira parceira musical, à altura de seu talento”, afirma.

Já Marcelo Lopes, diretor executivo da Fundação Osesp, há 35 anos na Osesp (primeiro como trompetista da Orquestra), considera que “o tema da temporada – Futuros do Passado – , é uma chance de reflexão mais extensa também no aspecto institucional. Inegável o papel simbólico da Osesp no país. Para além de sua dimensão cultural, o complexo que abrange tantas atividades – Orquestra, Coro, projetos educacionais e a própria Sala – atingiu um grau de maturidade que reflete o trabalho de algumas gerações. Significamos a realidade de um projeto de sucesso e a esperança para muitas outras organizações congêneres. Mais do que uma sequência de temporadas, concertos e de nomes que desfilam prodigiosamente em nossos palcos, estamos construindo um país e a identidade de nosso povo. Somos parte do Brasil, com suas infinitas possibilidades, feitos com o suor de muita gente, uma construção coletiva”.

A Temporada terá 120 concertos, dos quais 103 sinfônicos, sendo 13 gratuitos, contemplados nos Matinais Osesp, na Semana Carmargo Guarnieri e na Maratona Romântica. A semana dos Grandes Clássicos, com quatro concertos regidos por Isaac Karabtchevsky, também volta a acontecer, como em 2018, e terá preço único de Vale-Cultura. Além dos sinfônicos, a programação conta com cinco concertos do Coro da Osesp, com uma Leitura Pública, quatro apresentações do Quarteto Osesp e ainda seis recitais. 

Outras séries programadas ao longo do ano são Schumann: As Quatro Sinfonias (Orquestração de Gustav Mahler) e Claudio Santoro 100. E, dando o pontapé inicial na celebração dos 250 anos do nascimento de Beethoven, Marin Alsop rege a Osesp pelo projeto  All Together: A Global Ode to Joy (Todos Juntos – Uma Ode Global à Alegria), uma parceria inédita com o Carnegie Hall de Nova York.

Além dos concertos de assinatura, continuam na programação, em 2019, os Concertos Matinais Gratuitos, na Sala São Paulo, com orquesras parceiras, aos domingos de manhã, , os Concertos Digitais com transmissão gratuita pela internet; os Ensaios Abertos da Osesp (R$ 15,00); e os projetos fonográficos da Osesp, incluindo os lançamentos pelo Selo Digital Osesp para audição e download gratuitos.

Iniciativas fundamentais, tanto para a formação de plateias, quanto para a profissionalização de jovens instrumentistas, os projetos educativos da Fundação Osesp também têm continuidade com o Descubra a Orquestra, que recebe crianças e adolescentes de escolas públicas para concertos gratuitos na Sala São Paulo, e com a Academia de Música da Osesp, que investe, com excelência, na formação de novos músicos de orquestra.

DESTAQUES DA TEMPORADA

Entre as principais atrações estão a Semana Especial: 20 anos da Sala São Paulo, que incluem três concertos com a Oitava Sinfonia de Mahler, sob a regência de Marin Alsop (04 a 06/jul); mais um concerto da Orquestra do 50º Festival de Inverno (07/jul); um recital do pianista Nelson Freire(08/jul); e dois concertos gratuitos da Osesp no dia do aniversário da Sala (09/jul).

As séries especiais também se destacam ao longo da Temporada, a começar pela Semana Guarnieri, antes da abertura oficial, com concertos gratuitos, sob a regência de Isaac Karabtchevsky, mais a gravação dos Choros do compositor brasileiro (14 a 16/mar). Completam a programação a integral das quatro Sinfonias de Schumann reorquestradas por Mahler, sob a regência de Marin Alsop; a série Claudio Santoro 100, em comemoração ao centenário do nascimento do compositor; a Maratona Romântica, com cinco dias de concertos com os Jovens Solistas da Osesp e regência de Neil Thomson; e ainda a continuidade das séries Grandes Clássicos e Osesp 60.

A Osesp estreia cinco obras inéditas, com destaque para o Concerto Para Violoncelo de Marlos Nobre, que celebra 80 anos em 2019, com o violoncelista Antonio Meneses como solista e regência de Giancarlo Guerrero (01 a 03/ago). O compositor pernambucano também será homenageado no 50º Festival de Campos do Jordão, com uma seleção de peças de sua autoria tocadas ao longo do evento.

Em dezembro, Marin Alsop se despede da Osesp, depois de oito anos à frente da Orquestra como sua diretora musical e regente titular, inaugurando o projeto internacional All Together: A Global Ode to Joy (Todos Juntos – Uma Ode Global à Alegria), uma iniciativa do Carnegie Hall (NY), envolvendo orquestras dos cinco continentes, apresentando a Nona Sinfonia de Beethoven (12 a 14/dez). A partir de 2020, ela passa a ser Regente de Honra da Osesp.

O Artista em Residência dessa Temporada será o barítono brasileiro Paulo Szot, e o Compositor Visitante, o chinês Huang Ruo.

Entre os regentes convidados, destaque para Heinz Holliger (também como solista de oboé), de volta à Sala São Paulo regendo Des Canyons Aux Étoiles, de Messiaen (07 a 09/nov); Nathalie Stutzmann (Artista Associada 2016-2018), que comanda a A Paixão Segundo São Mateus, de Bach (11, 13 e 15/abr); Thomas Zehetmair (também como solista de violino), com dois programas sinfônicos; e Giancarlo Guerrero, também em dois programas sinfônicos.

Entre os solistas internacionais, destaque para o violinista ítalo-alemão Augustin Hadelich, o violoncelista holandês Pieter Wispelwey, o harpista francês Xavier de Maistre, o clarinetista britânico Michael Collins (também como regente) e, entre os pianistas, o russo-americano Kirill Gerstein, o macedônio Simon Trpceski e o cubano Jorge Luis Prats (pela primeira vez com a Osesp). Entre os brasileiros, destaque para os pianistas Jean-Louis Steuerman (celebrando seus 70 anos), Lucas Thomazinho e Cristian Budu.



MARIN ALSOP | DIRETORA MUSICAL E REGENTE TITULAR DA OSESP (2011-2019)


Marin Alsop rege 26 concertos na Temporada 2018, incluindo o programa da abertura oficial (21 a 24/mar) e o programa de encerramento (12 a 14/dez), com a Nona Sinfonia de Beethoven, pelo projeto internacional All Together: A Global Ode to Joy (Todos Juntos – Uma Ode Global à Alegria).

Ela comanda também duas grandes obras corais-sinfônicas de Mahler, a Sinfonia nº 4 em Sol Maior (28 a 30/mar) e a Sinfonia nº 8 – Sinfonia dos Mil (04 a 07/jul), completando o ciclo integral de sinfonias do autor no período em que esteve à frente da Osesp como sua diretora musical e regente titular.

Marin rege ainda o ciclo integral das quatro Sinfonias de Schumann reorquestradas por Mahler (25 a 27/abr e 02 a 05/mai).

Sobre sua atuação na Osesp, afirma:

“O ano de 2019 será muito especial para mim, ao encerrar este capítulo de minha vida como Diretora Musical da Osesp, e dar início a um novo relacionamento, agora como Regente de Honra da Orquestra. Meus oito anos com a Osesp foram extremamente satisfatórios, tanto artística quanto pessoal­mente. Os músicos instrumentistas e coralistas têm meu mais alto respeito e admiração, e eu, definitivamente, adoro nossos ouvintes brasileiros!”



PAULO SZOT | ARTISTA EM RESIDÊNCIA

O consagrado barítono brasileiro Paulo Szot é o Artista em Residência da Temporada 2019, participando de cinco programas ao longo do ano.

No primeiro, somente com compositores russos, canta uma ária da ópera Príncipe Igor, de Borodin, além de árias das óperas Eugene OneginPique Dame e Iolanta, de Tchaikovsky (27 a 29/jun). No segundo, apresenta a Sinfonia n° 8 de Mahler, juntamente com outros solistas brasileiros e os Coros da Osesp e Infantil e Juvenil da Osesp (04 a 07/jul). Os dois programas têm regência de Marin Alsop.

No final do ano, Szot volta para mais três programas: no primeiro, interpretando árias das óperas As Bodas de Fígaro, Don Giovanni Così Fan Tutte, de Mozart, com a Osesp regida por Isaac Karabtchevsky (29 a 31/nov); em seguida, em um recital com o pianista Nahim Marun, com obras de Claudio Santoro e Verdi, entre outros compositores (03/dez); e, por fim, participando com outros solistas da Sinfonia n° 9 de Beethoven, pelo projeto Todos juntos – Uma Ode Global à Alegria, sob a regência de Marin Alsop (12 a 14/dez).

Saiba mais sobre Paulo Szot: http://www.pauloszot.com/


HUANG RUO | COMPOSITOR VISITANTE

Aclamado pela crítica internacional como um dos compositores de maior destaque da nova geração, o chinês Huang Ruo possui um estilo vibrante que mescla as influências da música tradicional chinesa com a vanguarda ocidental, além de música experimental, rock e jazz. Sua podução engloba peças para orquestra, música de câmara, ópera, teatro, dança e filmes, entre outros gêneros. 

Ruo fica em São Paulo durante uma semana, em outubro, para um programa regido por Marin Alsop, em que canta a capella suapeça Shattered Steps, além de ter sua obra A Cor Amarela – Concerto Para Sheng e Orquestra interpretada pela Osesp com solo do virtuose do instrumento Wu Wei

Saiba mais sobre Huan Ruo: https://huangruo.com/.


SÉRIES ESPECIAIS

Semana Camargo Guarnieri
Numa parceria inédita com o Ministério das Relações Exteriores, a Osesp inicia um projeto de gravação de dez CDs com obras de compositores brasileiros, iniciando com uma seleção de peças concertantes e de câmara do compositor paulista Camargo Guarnieri, sob a regência de Isaac Karabtchevsky e solistas da própria Orquestra. Esse repertório será apresentado em três concertos gratuitos, antes da abertura oficial da Temporada (14 a 16/mar), precedidos de palestras gratuitas sobre o compositor e suas obras, com Paulo de Tarso Salles, professor de Teoria Musical da Universidade de São Paulo (USP).

Schumann: As Quatro Sinfonias (Orquestração de Gustav Mahler)
A integral das Sinfonias de Schumann, reorquestradas por Mahler, com a Osesp regida por Marin Alsop, em dois programas, com duas sinfonias em cada um (25 a 27/abr e 02 a 05/mai).

Claudio Santoro 100
Em comemoração ao centenário do nascimento do compositor Claudio Santoro, a série apresenta um panorama significativo de sua produção. O Quarteto Osesp estreia a inédita Homenagem a Claudio Santoro, de Januibe Tejera (07/abr) e interpreta, de Santoro, o Quarteto de Cordas n° 3 (22/set); o Coro da Osesp canta a peças Gazela Frêmito e Ave Maria, regido por Julio Moretzsohn (25/ago); a Osesp executa a Sinfonia n° 7, regida por Neil Thomson (24 a 26/out), e Ponteio, regida por Carlos Miguel Prieto (05 a 07/dez). No recital em que acompanha Paulo Szot, o pianista Nahim Marun tocará alguns dos Prelúdios e Canções de Santoro (03/dez) e, no 50º Festival de Campos do Jordão, serão tocadas uma seleção de obras do compositor.

All Together: A Global Ode to Joy (Todos Juntos – Uma Ode Global à Alegria)
De 12 a 14 de dezembro, a Osesp inaugura o projeto internacional All Together: A Global Ode to Joy (Todos Juntos – Uma Ode Global à Alegria), com a Nona Sinfonia de Beethoven, regida por Marin Alsop. Uma iniciativa do Carnegie Hall (NY), o projeto apresenta a “Ode à Alegria” cantada na língua de cada país participante e em diálogo com a música de cada cultura. Além da Osesp, estão previstas apresentações especiais no Carnegie Hall e com várias orquestras ao redor do mundo. Dando início às comemorações dos 250 anos de nascimento de Beethoven (em 2020), o projeto envolve atividade pedagógica e participação de um grande coro formado por crianças e jovens da rede pública de ensino. Detalhes do projeto serão anunciados internacionalmente em janeiro.


ENCOMENDAS OSESP

Januibe Tejera, Homenagem a Claudio San­toro
O Quarteto Osesp interpreta a peça inédita, que integra a série Claudio Santoro 100 (07/abr).

Flo Menezes, TransLieder
A Osesp, sob a regência de Valentina Peleggi, e a participação de cantores solistas estreiam a peça que recria 11 canções de Brahms (13 a 15/jun).

Marlos Nobre, Concerto Para Violoncelo
Celebrando os 80 anos do compositor brasileiro, a Osesp, regida por Giancarlo Guerrero, interpreta a peça inédita, tendo o violoncelista Antonio Meneses como solista (01 a 03/ago). Num consórcio inédito de orquestras, a obra será tocada também pela Filarmônica de Minas Gerais, a Filarmônica de Goiás, a Orquestra Petrobras Sinfônica e a Orquestra Gulbenkian, de Lisboa, no âmbito do projeto SP-LX_ Nova Música do Brasil e de Portugal.

Felipe Lara, Ó (sobre texto de Nuno Ramos)
A Osesp, sob a regência de Neil Thomson, e o Coro da Osesp estreiam a peça para coro e orquestra (12 a 14/set).

Arrigo Barnabé, Missa Breve
O Coro da Osesp, regido por William Coelho, interpreta essa encomenda para o Coro (03/nov).

CORO DA OSESP
Além de participar de vários programas sinfônicos durante a Temporada, com destaque para a Paixão Segundo São Matheus de Bach, regida por Nathalie Stutzmann (11, 13 e 15/abr) e a Sinfonia nº 8 de Mahler (28 a 30/mar), regida por Marin Alsop, o Coro da Osesp fará quatro programas por sua série. O regente inglês Thomas Blunt comanda o Réquiem Alemão de Johannes Brahms (12/mai); Valentina Peleggi rege peças do barroco ao século XX (09/jun); Julio Moretzsohn, um programa anglo-brasileiro (25/ago); e William Coelho faz a estreia da Missa Breve, de Arrigo Barnabé (03/nov).

QUARTETO OSESP
Formado pelos violinistas Emmanuele Baldini (spalla da Osesp) e Davi Graton, o violista Peter Pas e a violoncelista Heloísa Meirelles, o Quarteto Osesp faz quatro concertos na Temporada 2019, com participação dos artistas convidados Pieter Wispelwey (violoncelo), Michael Collins (clarinete) e Heinz Holliger (oboé). O grupo faz a estreia da peça inédita Homenagem a Claudio San­toro, de Januibe Tejera (07/abr).

FESTIVAL DE INVERNO DE CAMPOS DO JORDÃO
Ao completar 50 edições, em 2019, o Festival Inter­nacional de Inverno de Campos do Jordão se consolida como o maior e mais importante festival de música clássica da América Latina, apresentando uma extensa programação de concertos com renomados grupos e artistas nacionais e internacionais, além de ter um papel fundamental na formação de jovens músicos bolsistas.

ASSINATURAS E PREÇOS
As assinaturas da Osesp são divididas em duas categorias:

Séries Fixas: pré-definidas, agrupadas por tipo de concerto;
Séries Flexíveis: personalizadas a partir de quatro concertos, com datas e horários de livre escolha.

1ª Fase | Renovação – Série Fixa
Valor promocional: 22/10 a 10/11/2018
Nesta fase, o assinante pode optar por manter as mesmas sé­ries e lugares adquiridos na Temporada 2018 ou sinali­zar que deseja trocar. Uma vez efetuada a renovação não será possível realizar troca.

2ª Fase | Troca – Série Fixa
Valor promocional: 12/11 a 23/11/2018
Período destinado para mudança de série ou lugar para quem optou pela troca na primeira fase. A troca de assinatura só é realizada uma vez durante esse período.

3ª Fase | Novas Assinaturas
Valor promocional exclusivo Séries Fixas: 26/11 a 02/12/2018
Séries fixas e flexíveis: 03/12 a 28/12/2018
Valor integral séries fixas e flexíveis: 29 e 30/12/2018
Após essas duas fases, todos que não tiverem se manifestado pela renovação ou troca terão os lugares disponibilizados.


Séries Fixas – Preços:

Sinfônicas (sete concertos por série)
- valor promocional: R$ 385 a R$ 1.295
- valor integral: R$ 385 a R$ 1.610

Sinfônicas (seis concertos por série)
- valor promocional: R$ 330 a R$ 1.110
- valor integral: R$ 330 a R$ 1.380

Recitais (cinco concertos)
- valor promocional: R$ 450 a R$ 510
- valor integral: R$ 560 a R$ 635

Quarteto Osesp (quatro concertos)
- valor promocional: R$ 360 a R$ 408
- valor integral: R$ 448 a R$ 508

Coro da Osesp (quatro concertos)
- valor único: R$ 220


Série Flexível – Preços por apresentação:

Concertos Sinfônicos
- valor promocional: R$ 55 a R$ 185
- valor integral: R$ 55 a R$ 230

Recitais e Quarteto Osesp
- valor promocional: R$ 90 a R$ 102
- valor integral: R$ 90 a R$ 127

Fonte: Alexandre Augusto Roxo Felix / Imprensa

Dia Internacional do Idoso - 1º de Outubro



Chefe da ONU celebra sabedoria de Mahatma Gandhi no dia da não violência

Secretário-geral António Guterres está em Nova Délhi, onde visitou nesta terça-feira o Memorial Raj Ghat, marco onde Mahatma Gandhi foi cremado, em 1948. Chefe das Nações Unidas descreveu o líder indiano como “a maior alma que já viveu” no mundo.
Neste 2 de outubro, data do nascimento de Gandhi, a ONU lembra o Dia Internacional da Não Violência.
Em mensagem para o Dia Internacional da Não Violência, lembrado neste 2 de outubro, o secretário-geral da ONU, António Guterres, celebra o legado e a sabedoria de Mahatma Gandhi, descrito pelo chefe das Nações Unidas como “a maior alma que já viveu” no mundo. O dirigente da Organização está em Nova Délhi, onde visitou nesta terça-feira o Memorial Raj Ghat, marco onde o líder indiano foi cremado.
“Posso apenas esperar que todos os que têm responsabilidade política no mundo consigam ser merecedores de Mahatma Gandhi e consigam entender que eles devem alcançar seus objetivos por meio do diálogo, da não violência e de um compromisso firme com a verdade e com o bem-estar de seus povos”, afirmou Guterres.
Segundo o secretário-geral, a filosofia do ativista indiano permanece sendo uma “inspiração”. “Nas Nações Unidas, um mundo livre da violência, e a resolução das diferenças através de meios não violentos, está no centro do nosso trabalho.”
Guterres prestou uma homenagem a Gandhi durante visita ao local em que o militante pró-independência foi cremado. O líder indiano foi assassinado em 30 de janeiro de 1948, aos 78 anos de idade. Gandhi nasceu em 2 de outubro de 1869, data escolhida posteriormente pela comunidade internacional para marcar o Dia da Não Violência.
De acordo com o chefe da ONU, a Carta da Organização determina, em seu capítulo 4, que caminhos pacíficos — negociação, mediação, arbitração, resoluções jurídicas — devem ser prioridade entre todas as estratégias para lidar com ameaças à paz.
Esse princípio do documento, acrescentou Guterres, ecoa os valores de uma célebre citação de Gandhi: “a não violência é a maior força à disposição da humanidade”.
O secretário-geral disse ainda que o legado do ativista indiano inclui a luta pela justiça social — um lembrete importante em tempos de aumento das disparidades econômicas.
Guterres defendeu a promoção de uma globalização mais justa, baseada na dignidade humana, sobretudo porque os países estão “se empenhando para atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, garantir igualdade de gênero e não deixar ninguém para trás”.