domingo, 28 de maio de 2017

Para pensar...

Instituto de Ciências Biomédicas reabre Museu de Anatomia Humana

Projeto visual do novo espaço foi desenvolvido por alunos do curso de Design da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU)


Foi reinaugurado, no dia 24 de maio, o Museu de Anatomia Humana do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). A cerimônia, que reuniu dirigentes da Universidade, professores, servidores técnicos e administrativos e alunos, lotou o Anfiteatro Luiz Rachid Trabulsi, localizado nas dependências do instituto.
O evento teve início com a apresentação De 1914 a 2017: Professor Alfonso Bovero e o Museu de Anatomia Humana, feita pelo curador e presidente do Conselho do museu, Edson Liberti.
Liberti, que é professor titular do Departamento de Anatomia do ICB, fez um breve histórico da formação do acervo do museu, que começou com os trabalhos e a coleção pessoal do anatomista e médico italiano, Alfonso Bovero.
Bovero migrou para o Brasil em 1914, para integrar o corpo docente da então Faculdade de Medicina e Cirurgia de São Paulo, hoje Faculdade de Medicina da USP (FMUSP).
O acervo passou a receber visitantes a partir de 1960 na FMUSP e, em 1997, foi transferido para o ICB. Foi fechado para reforma em 2014, período pelo qual passou por uma reformulação.
Para desenvolver o novo projeto visual do museu, Liberti contou com a colaboração de alunos do curso de Design da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP, Henrique José dos Santos Dias, Leonardo Takashi Miyata, Rafael Eiji Saito, Rafael Jun Abe, Vinícius de Jesus Correia e Silva e Yasmin Ghazzaoi, e com o auxílio da analista de Comunicação do ICB, Maria Lúcia de Campos Motta.
O grupo desenvolveu uma nova formatação para o espaço, aliando os estudos de Anatomia a um ambiente moderno e interativo. A disposição do acervo propõe uma imersão pelo corpo humano por meio dos sistemas nervoso central e periférico, muscular, esquelético, articular, circulatório, respiratório, digestório e urogenital.
A exposição também abriga o espaço Cápsula Bovero, que reproduz parte do escritório do anatomista e onde está instalada uma das mesas de mármore que Bovero utilizava em suas aulas e dissecções. Há também espaços dedicados à exposição de técnicas especiais de conservação, fetos e anomalias.
Além disso, foi criada uma sala com peças anatômicas artificiais para que os professores possam trabalhar os conceitos com os estudantes que visitarem a exposição.
O restauro e a escolha das 200 peças que compõem o acervo atual foram feitos por alunos de Pós-Graduação do ICB. [...]

Mayana Zatz fala sobre os dilemas éticos envolvidos na genética

Palestra “GenÉtica: escolhas que nossos avós não faziam” será dia 31 de maio, em Ribeirão Preto

Por  - Editorias: Extensão

Células tronco, DNA, genoma. Muito se fala sobre esses assuntos na mídia e na Universidade, mas ainda falta entendimento por boa parte da população sobre a real influência da genética em nossas vidas – e, principalmente, de que forma ela pode ser usada a nosso favor.
Para esclarecer mais a respeito desse tema, o Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP traz, no dia 31 de maio, a partir das 15 horas, a palestra GenÉtica: escolhas que nossos avós não faziam, com a geneticista e docente do Instituto de Biociências (IB) da USP Mayana Zatz.
O evento será realizado no auditório do Bloco Didático da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, localizada na Av. Bandeirantes, 3.900 – Monte Alegre, Ribeirão Preto-SP. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas neste link.
A geneticista vai abordar temas discutidos em seu livro de mesmo nome. Nele, ela utiliza histórias verídicas, ocorridas com pessoas que procuraram sua equipe para aconselhamento genético, para exemplificar avanços genéticos, dilemas éticos e como é importante continuar investindo nessa área da ciência. O aconselhamento genético é uma consulta que inclui procedimentos e orientações sobre doenças genéticas para que os pacientes e as famílias tomem as melhores decisões em relação a tratamentos e planejamento familiar.
Mayana Zatz possui doutorado em Genética pela USP e pós-doutorado em Genética Humana pela Universidade da Califórnia. É coordenadora do Centro de Pesquisas do Genoma Humano e Células-Tronco, um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) financiados pela Fapesp. Foi membro do Projeto Genoma Humano, um esforço internacional para o mapeamento do genoma humano e a identificação de todos os nucleotídeos que o compõem. Também participou ativamente da aprovação das pesquisas com células-tronco embrionárias pelos parlamentares, em 2005, e pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em 2008.
O evento tem o apoio da Rádio USP Ribeirão Preto.
Mais informações: (16) 3315 0368, e-mail jhenrique@usp.br

Como funciona a manutenção da paz das Nações Unidas?

Um guia rápido sobre por que a manutenção da paz da ONU é um investimento global na paz, na segurança e na prosperidade. Mais: nacoesunidas.org/tema/forcasdepaz.

Crescimento lento poderá deixar 6,5% da população global na pobreza extrema, diz ONU

Segundo novo relatório divulgado pelas Nações Unidas, o lento crescimento econômico global deixará 6,5% da população global em situação de extrema pobreza até 2030. Fórum no Conselho Econômico e Social (ECOSOC) discute como financiar implementação da agenda de desenvolvimento sustentável da ONU.

Reunindo análises de mais de 50 instituições internacionais como o Banco Mundial, Fundo Monetário Internacional (FMI) e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), um documento lançado nessa segunda-feira (22) alerta para a necessidade urgente de aumentar os investimentos em longo prazo no desenvolvimento sustentável e enfrentar a vulnerabilidade econômica.
O relatório, divulgado pelas Nações Unidas, destaca que o lento crescimento econômico global deixará 6,5% da população global em situação de extrema pobreza até 2030.
“O investimento acelerado em infraestrutura sustentável ajudará a estimular o crescimento global equilibrado”, afirmou Wu Hongbo, subsecretário-geral da ONU para os Assuntos Econômicos e Sociais.
De acordo com o relatório, a manutenção do “status quo” prejudicaria seriamente os esforços para alcançar as metas de desenvolvimento sustentável, previstas na Agenda 2030.

‘Promessas feitas devem ser promessas cumpridas’

Promessas feitas para financiar a implementação de metas de desenvolvimento sustentável devem ser promessas cumpridas, apontam os discursos na abertura do Fórum do Conselho Econômico e Social (ECOSOC) das Nações Unidas.
O evento faz parte de um processo intergovernamental para rever a Agenda de Adis Abeba, documento adotado pelos Estados-membros das Nações Unidas em 2015 que fornece bases para implementação da agenda de desenvolvimento sustentável.
O Fórum, que acontece entre os dias 22 e 25 de maio em Nova Iorque, examina de perto elementos-chaves para esse roteiro, incluindo a necessidade de investimentos de alta qualidade em longo prazo e medidas urgentes para melhorar o bem-estar de pessoas em situação de pobreza e vulnerabilidade.

Violência contra a mulher custa US$ 1,5 trilhão ao mundo, alerta ONU no Dia Laranja

Neste 25 de maio, Dia Laranja pelo Fim da Violência contra as Mulheres, as Nações Unidas reforçam seu apelo para que Estados-membros combatam violações dos direitos humanos de meninas e mulheres. Violência tem custo alto para países desenvolvimentos e em desenvolvimento. A ONU Mulheres ressalta que investimentos em prevenção — como conscientização sobre desigualdade de gênero nas escolas — são menos custosos que as políticas atualmente necessárias para lidar com as consequências dos abusos.
Neste 25 de maio, Dia Laranja pelo Fim da Violência contra as Mulheres, as Nações Unidas reforçam seu apelo para que Estados-membros combatam violações dos direitos humanos de meninas e mulheres. A ONU lembra que a violência contra o público feminino custe aos países cerca de 1,5 trilhão de dólares — 2% do Produto Interno Bruto (PIB) global.
O montante diz respeito em parte às despesas com o atendimento às vítimas, com a aplicação das leis e com as consequências das agressões na vida de trabalhadoras. Em Uganda, gastos anuais com funcionários que cuidam de mulheres vítimas de violência doméstica chegam a 1,2 milhão de dólares. Já no Marrocos, crimes contra as mulheres, por motivação de gênero, custam à Justiça 6,7 milhões de dólares anualmente.
Na Nova Guiné, em média, empregadas do setor privado deixam de ir trabalhar 11 dias ao ano por conta da violência de gênero. O Peru perde mais de 70 milhões de dias trabalhados devido à violência doméstica e familiar. No Camboja, 20% das mulheres vítimas de violência doméstica relatam ter se ausentado do trabalho e afirmam também que seus filhos faltaram à escola devido a episódios de agressão.
No Vietnã, o custo direto da violência doméstica representa 21% das despesas mensais das mulheres, e vítimas da violência doméstica ganham 35% menos do que mulheres que não sofreram esse tipo de agressão.
Os problemas não são uma exclusividade dos países em desenvolvimento. O custo anual da violência cometida por parceiros íntimos das mulheres chega a 5,8 bilhões de dólares para os Estados Unidos e a 1,6 bilhão de dólares para o Canadá. Na Inglaterra e no País de Gales, o custo da violência doméstica soma 32,9 bilhões de dólares.
Todo dia 25 do mês é um Dia Laranja pelo Fim da Violência contra as Mulheres. A data conclamada é pelas Nações Unidas no marco da Campanha UNA-SE. Atividades têm por objetivo ampliar o calendário celebrado no dia 25 de novembro – Dia Internacional pelo Fim da Violência contra as Mulheres. No Dia Laranja, a ONU convida a sociedade civil, os governos e outros parceiros a se mobilizarem em apoio à causa.
Em 2017, o Dia Laranja adota o lema “Não deixe ninguém para trás: acabe com a violência contra as mulheres e as meninas”, uma adaptação do tema dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

Desafios do Brasil

No Brasil, 40% das mulheres já sofreram violência doméstica em algum momento de sua vida. Pesquisadas coletadas pela ONU Mulheres indicam que 66% dos brasileiros presenciaram uma mulher sendo agredida física ou verbalmente em 2016. Em 2014, foram mais de 45 mil estupros cometidos no país.
A cada duas horas, uma mulher é assassinada no país, a maioria por homens com os quais têm relações afetivas — o que coloca o Brasil na 5º posição em um ranking de feminicídio que avaliou a incidência do crime em 83 países.
“A violência contra as mulheres é uma manifestação perversa, fruto da discriminação e da desigualdade de gênero. Para além das consequências humanas imensuráveis que ela traz, tal violência impacta em elevados custos para os serviços de atendimento — incluindo a saúde, a segurança e a justiça. Investir na prevenção e na erradicação da violência contra as mulheres e meninas é muito menos custoso do que tem nos custado a falta de ação”, aponta a representante da ONU Mulheres no Brasil, Nadine Gasman.

Prevenção no Espírito Santo

O governo do Espírito Santo tem olhado para a prevenção como uma das principais formas de enfrentar as violências estruturais. O estado ocupa o 2º lugar em assassinato de mulheres no país.
Em 2016, a Secretaria estadual de Políticas para as Mulheres iniciou em conjunto com a ONU Mulheres a capacitação de 43 professores e gestores da rede pública de ensino para a implementação do currículo O Valente não é Violento nas escolas. A parceria visa avançar na prevenção da violência contra mulheres e meninas por meio da educação formal sobre igualdade de gênero.
Uma segunda etapa do projeto inclui a realização de uma iniciativa-piloto com 50 escolas da rede pública. O objetivo é reduzir os índices de violência sexual e abuso entre meninas, casos de gravidez na adolescência e o casamento infantil.
O currículo O Valente não é Violento foi elaborado com o intuito de desafiar estereótipos de gênero que levam à violência. A proposta é refletir sobre as associações problemáticas entre, por exemplo, masculinidade e violência, bem como sobre diferenciação entre meninas e meninos no aprendizado das Ciências Exatas e das práticas esportivas. Outros temas incluem a divisão desigual das tarefas domésticas e das posições de poder.
“Entendo que a educação é a porta de entrada para o diálogo com os jovens e adolescentes por estar ligada diretamente à reprodução de ideais e valores. É de suma importância que a educação esteja atenta aos processos sociais, culturais e políticos da sociedade, e que se discuta essas mudanças e transformações na escola, pois é a partir da escola que podemos difundir ideias e valores para o fim da cultura machista, sexista, misógina e, assim, combater a violência contra as mulheres”, diz a subsecretária de políticas para as mulheres do Espírito Santo, Helena Soares Pacheco.
A parceria com a ONU Mulheres faz parte do Programa de Enfrentamento à Violência contra as mulheres no Espírito Santo – Brasil, cuja meta é diminuir o número de homicídios no estado.

Com novas ratificações, convenção da ONU para combater uso de mercúrio entrará em vigor em agosto

Maio de 2017 entrará para a história do combate ao uso de metais pesados que ameaçam o meio ambiente e a saúde da população. A União Europeia e sete de seus Estados-membros ratificaram neste mês (18) a Convenção de Minamata sobre Mercúrio, ultrapassando — e cumprindo — a exigência mínima de 50 países ratificadores para que o acordo entre em vigor.
Documento passará a valer a partir de 16 de agosto desse ano. O pacto prevê que países signatários proíbam a abertura de novas minas de mercúrio, fechem as já existentes e regularizem a mineração artesanal e em pequena escala do ouro.
Maio de 2017 entrará para a história do combate ao uso de metais pesados que ameaçam o meio ambiente e a saúde da população. A União Europeia e sete de seus Estados-membros ratificaram neste mês (18) a Convenção de Minamata sobre Mercúrio, ultrapassando — e cumprindo — a exigência mínima de 50 países ratificadores para que o acordo entre em vigor. Documento passará a valer a partir de 16 de agosto desse ano.
Firmada entre 128 nações, a Convenção foi a primeira da última década a ter alcance global e a abordar conjuntamente questões ambientais e de saúde. O pacto prevê que países signatários proíbam a abertura de novas minas de mercúrio, fechem as já existentes e regularizem a mineração artesanal e em pequena escala do ouro.
Segundo a ONU Meio Ambiente, a mineração expõe 15 milhões de trabalhadores vivendo em 70 países ao risco de intoxicação por mercúrio, incluindo crianças. Embora seja encontrado na natureza, o mercúrio também é liberado no ambiente indevidamente por atividades humanas, como a queima de carbono e o garimpo, explica a agência da ONU. De acordo com o organismo internacional, até 8,9 mil toneladas do metal pesado são lançadas nos ecossistemas anualmente. O mercúrio está na lista das Nações Unidas das dez substâncias químicas que mais ameaçam a saúde do planeta.
Não há um nível de exposição seguro à substância e todas as pessoas correm risco de contaminação porque o metal pode ser encontrado em produtos básicos de uso diário, incluindo cosméticos, lâmpadas, baterias e materiais de restauração dental.
Bebês ainda durante a gestação estão entre os segmentos populacionais mais vulneráveis, ao lado de pessoas que consomem o pescado envenenado, dos indivíduos que têm contato com a substância no ambiente de trabalho e dos moradores de zonas próximas a locais contaminados. Regiões com temperaturas baixas favorecem a acumulação do metal, o que aumenta os riscos para populações vivendo nessas áreas.
“Quem quer viver em mundo onde usar maquiagem, recarregar os telefones e até mesmo comprar alianças de casamento significa correr o risco de fazer com milhões de pessoas sejam envenenadas por mercúrio?”, questionou o diretor-executivo da ONU Meio Ambiente, Erik Solheim.
“Felizmente, no caso do mercúrio, temos soluções tão óbvias como o problema. Existem alternativas para os usos atuais do mercúrio, assim como processos industriais novos e mais seguros. Países grandes e pequenos podem desempenhar um papel no combate contra o mercúrio, tanto quanto os homens e mulheres nas ruas, apenas trocando o que compram e usam”, acrescentou.
Outras formas de contaminação por mercúrio associadas a atividades humanas incluem a produção de cloro e de alguns plásticos, a incineração de resíduos e o uso de mercúrio em laboratórios, produtos farmacêuticos, conservantes, tintas e joias.
“É um momento crucial na luta contra as substâncias químicas danosas e contra seus impactos negativos na saúde e no meio ambiente”, afirmou a diretora-executiva e presidente do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF). “O mercúrio pode ser transportado por distâncias muito grandes a partir de seu lugar de emissão original, contaminando a comidade que consumimos, a água que bebemos e o ar que respiramos.”
Como o metal é indestrutível, a Convenção de Minamata também estipula condições para o armazenamento provisório e para o descarte final de resíduos de mercúrio.
O nome do acordo vem do caso mais desastroso de contaminação envolvendo a substância. Em maio de 1956, no Japão, após o despejo contínuo desde 1930 de rejeitos industriais nos afluentes da Baía de Minamata, moradores da região começaram a ter convulsões, psicoses e desmaios — alguns japoneses chegaram a entrar em coma. Perícias concluíram que cerca de mil pessoas haviam sido envenenadas com mercúrio.

ONU e BNDES reafirmam importância das parcerias para a conquista dos objetivos globais

A conquista dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) pelo Brasil até 2030 depende de parcerias e da cooperação entre governos, sociedade civil, academia e setor privado, inclusive no âmbito municipal.
Essa foi a conclusão de participantes do “IV Seminário sobre a Localização dos ODS no Brasil: Parcerias para Integrar, Inovar e Incluir”, realizado nesta sexta-feira (26) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro.
A conquista dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) pelo Brasil até 2030 depende de parcerias e da cooperação entre governos, sociedade civil, academia e setor privado, inclusive no âmbito municipal.
Essa foi a conclusão de participantes do “IV Seminário sobre a Localização dos ODS no Brasil: Parcerias para Integrar, Inovar e Incluir”, realizado nesta sexta-feira (26) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro.
Aprovada em 2015 pelos países-membros da ONU, a Agenda 2030 é um conjunto de objetivos que devem ser atingidos pelas nações nos próximos 15 anos que incluem erradicação da pobreza, redução das desigualdades, combate às mudanças climáticas, entre outros.
“A Agenda 2030 demanda parcerias por conta de sua abrangência e, por isso, precisamos de todos os atores” da sociedade, disse o diretor de país do PNUD, Didier Trebucq, em entrevista ao Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil (UNIC Rio), durante o evento.
“Nesse sentido, o PNUD no país oferece assessoria técnica para monitoramento e avaliação das políticas públicas, apoiando estados e municípios na implementação de ações aceleradoras para os ODS”, completou.
Quarto de uma série de cinco eventos pelo país, o seminário desta sexta-feira teve como foco o fomento de parcerias multissetoriais, bem como o financiamento para acompanhamento e avaliação de impacto de políticas e ações voltadas ao desenvolvimento sustentável.
“Visualizo dois caminhos possíveis para os próximos anos: o primeiro, que é o que conhecemos, do business as usual, do crescimento econômico que não resolve plenamente os desafios da desigualdade e da sustentabilidade. O segundo caminho é o dos ODS”, afirmou Trebucq durante a abertura do seminário.
Diretor de planejamento do BNDES, Vinicius Carrasco, declarou que todos os ODS estão em linha com a missão do banco. “A nossa priorização da inovação e do desenvolvimento sustentável se manifesta em nossas políticas operacionais”, disse.
“Atividades de inovação, de energia limpa e de desenvolvimento sustentável de maneira mais ampla levam as melhores condições em nossas políticas operacionais. Nosso guia sobre o que financiamos e como financiamos denota nosso compromisso com essas atividades”, completou.
Durante o seminário, foi anunciada também uma parceria entre o BNDES, a empresa de energia ContourGlobal, o parque eólico Chapada do Piauí I e o PNUD, com o objetivo de fortalecer políticas que acelerem a implementação da Agenda 2030 no estado.
“Nossa parceria com o PNUD manifesta-se de maneira clara na apreciação da diretoria do BNDES na próxima semana de um projeto da ContourGlobal de 2,5 milhões de reais para adoção de uma agenda de desenvolvimento sustentável no estado do Piauí”, afirmou o diretor da instituição financeira.
Na opinião do secretário nacional de Articulação Social, Henrique Villa, a Agenda 2030 é uma oportunidade para o Estado brasileiro pensar no longo prazo, para “além de quatro anos”.
“Nosso horizonte de planejamento é sempre de quatro anos, a cada governo. A Agenda 2030 nos dá a oportunidade de olhar para 2030. É uma mudança de modus operandi. Os governos vão ter que ter compromisso com a Agenda 2030”, declarou.
Segundo ele, a cooperação entre setores e instituições será importante, especialmente no âmbito regional e local. “A Agenda 2030 se realiza nos estados e, sobretudo, nos municípios. É um processo coordenado entre esferas de governo, da sociedade civil, no território”, disse.
A Secretaria de Governo, da qual faz parte a Secretaria Nacional de Articulação Social, compõe a Comissão Nacional para os ODS. Criado em outubro do ano passado, o organismo tem a missão de estimular a participação social no cumprimento das metas da ONU, além de garantir transparência na sua implementação.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

"Uma alma sem respeito é uma morada em ruínas. Deve ser demolida para construir uma nova." Código Samurai

O Código Penal Brasileiro e o dano ao Patrimônio Público


Tiana Brazão
Acadêmica de Comunicação Social da UFRR


O Código Penal Brasileiro define o crime de dano no caput do art. 163: “destruir, inutilizar ou deteriorar coisa alheia, prevendo pena de detenção, de um a seis meses, ou multa”.
No caso de “dano qualificado”, cuja pena é de detenção de seis meses a três anos e multa, estão elencadas nos quatro incisos do parágrafo único do citado dispositivo. Sendo que o inciso III prevê a qualificadora quando o crime for cometido: “contra o patrimônio da União, Estado, Município, empresa concessionária de serviços públicos ou sociedade de economia mista”.
E ainda que, para a existência do dano qualificado de que trata o inciso III, o objeto material do delito deve pertencer à União, Estado, Município, empresa concessionária de serviços públicos ou sociedade de economia mista.
Tais Leis devem ser cumpridas para que seja mantida a ordem. Não é por vivermos em um regime democrático de direito, de liberdade de expressão que vamos nos comportar de forma desordenada.
Atualmente, podemos criticar governos, sair às ruas em carro de som e lutar por nossos direitos, sempre de acordo com e amparado por Lei. E podemos mostrar nossa cara, a mesma Lei que fala da liberdade de expressão, proíbe o anonimato, porque ninguém vai ser punido por exercer seus direitos.
Temos direito garantido e deveres estampados na Democracia, porque é assim que funciona. E o meu direito acaba onde termina o do meu irmão e vice-versa. Justamente por vivermos na Democracia, é que não podemos cometer atitudes retrógradas. Agir como se estivéssemos no período da repressão é retroagir.
Somo seres humanos com direito garantido e não podemos nos expor ao ridículo para que as pessoas nos respeitem. O respeito se conquista, não se impõe. E seu eu quero que meu espaço seja respeitado, tenho que respeitar o do meu irmão.
Não posso sair por aí querendo ser visto como pessoa normal, tendo atitude de louco. Não posso exigir respeito se não respeitar o direito dos outros. Quanto ao espaço público é de todos, mas deve ser preservado sim, pois consta na Lei que nós aceitamos cumprir no regime Democrático atual. No mais, devemos arrancar as raízes que ainda restam no pensamento de alguns brasileiros como se vivêssemos na repressão. Isso acabou, é tempo de renovar!

Depredação do patrimônio público é crime e pode causar pena de detenção por até 6 meses

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Nem Gregos nem Troianos... a culpa é do Fisiologismo.

Nem Gregos nem Troianos... a culpa é do Fisiologismo.



 Por Alessandra Leles Rocha



Todo mundo chocado, perplexo, incrédulo diante da TV. Enquanto falam mal e blasfemam contra esse ou aquele ídolo de papel, chama atenção o silêncio em torno daquilo que deveríamos ter posto sobre a mesa de discussões há muito tempo: o Fisiologismo. É essa prática nociva e altamente corrosiva ao país, o cerne de tudo o que está acontecendo.
Pois é, vem de lá, da época das caravelas, o bom e velho “toma lá dá cá” na construção das relações políticas e sociais na Terra Brasilis. Cada um no seu canto, visando à satisfação de interesses e/ou vantagens pessoais ou partidárias, em detrimento do bem comum. Portanto, foi lá, no século XVI, que o tal Fisiologismo começou e, como acharam “interessante” a ideia, ele se reafirmou ao longo dos séculos.
Infelizmente, o brasileiro acha graça no discurso do “jeitinho” e, por essa razão ele se dissemina por todos os espaços da sociedade. Tem sempre alguém se achando muito esperto, querendo tirar vantagem, subir na vida sem esforço etc.etc.etc., como se nada disso fosse repercutir em amplo espectro social.
Mesmo agora, com as vísceras do país expostas em praça pública, não encontramos ninguém para fazer mea culpa e admitir sua displicência voluntária na função de cidadão. Quase que reafirmando a ideia de que por aqui é “cada um por si e Deus por todos”.
Ora, mas se não entendermos, de uma vez por todas, que mudar apenas as peças do jogo é inútil, continuaremos a retirar água da canoa com dedal. O problema do país está na cronificação de uma ideologia fisiologista. São constantemente reafirmados os discursos de que sem o Fisiologismo a política brasileira não acontece. Êpa, como assim?! Já dizia Kant que “O sábio pode mudar de opinião. O idiota nunca”.
Essa reafirmação é, na verdade, a comprovação cabal de que manter-se nessa “zona de conforto” é bastante proveitoso. Só não é, para aqueles que continuam abaixo da linha de visão dos que detêm o poder e a riqueza. Aqueles que vivem de migalhas, de promessas, da rudeza da desassistência em todos os níveis; mas, ainda sim, movem as engrenagens do progresso e do desenvolvimento nacional.
A manutenção do Fisiologismo é a materialização do nosso fundo do poço, enquanto nação. É a sangria desenfreada de recursos que jamais se converterão em benefício do cidadão comum. É a nivelação dos nossos direitos fundamentais a partir dos patamares mais insignificantes, representando a mais plena contradição ao que diz a Carta Magna de 1988, curiosamente conhecida como “Constituição Cidadã”. Curioso porque o Fisiologismo é o oposto da cidadania; ele não pensa no povo, além de mero provedor do seu benefício particular.  
Então, enquanto ele esfacela as relações políticas, paralelamente, deteriora a economia. A não compreensão dessa prática nos custou à realidade de recessão econômica vivida nesses últimos anos; bem como, uma taxa de desemprego que alcançou 13,7% (ou 14,2 milhões de pessoas) no primeiro trimestre desse ano. As conquistas que o país comemorava na economia se perderam de tal forma, que as estimativas de uma eventual recuperação beiram o prazo mínimo de duas décadas adiante, caso se enfrente definitivamente os desafios impostos pelo comportamento fisiológico, ainda vigente.
Lembremo-nos das palavras da filósofa Ayn Rand, Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada”.  
Essa lembrança é importante, porque só a reflexão e a consciência podem nos conduzir em tempos de crise, como agora. Atitudes intempestivas, além de não adiantar, só fomentam o agravamento dos desequilíbrios. Infelizmente, ainda nos apegamos em imagens, em ídolos, em discursos inflamados,... para nos abstermos de pensar por conta própria. O voto, por si só, não representa democracia e nem tampouco a ruptura com aquilo que nos desagrada; pois, ele vem sendo exercido sem a devida reflexão.  A prova está aí, para quem quiser ver.
Assim, diante do momento atual, nada me é mais oportuno do que o livro Ensaio sobre a Cegueira, do escritor português, José Saramago; na medida em que entendo essa obra como um chamamento a nossa mais profunda reflexão em relação ao ato de enxergar a vida. E dentre tantas falas, escolho uma em especial para finalizar: Se antes de cada ato nosso nos puséssemos a prever todas as consequências dele, a pensar nelas a sério, primeiro as imediatas, depois as prováveis, depois as possíveis, depois as imagináveis, não chegaríamos sequer a mover-nos de onde o primeiro pensamento nos tivesse feito parar”. 

quinta-feira, 18 de maio de 2017

"Quase todos os homens são capazes de suportar adversidades, mas se quiser por à prova o caráter de um homem, dê-lhe poder". Abraham Lincoln

A implosão das torres



Por Alessandra Leles Rocha



A descrença que antes parecia superficial, agora se materializa de forma assustadora e incontestável. A corrupção continua a implodir as torres do poder político no Brasil, enquanto seus impactos devastadores arrasta o país para o abismo das incertezas.
Lamentavelmente, fizeram da política nacional um meio de vida, um “cabidão” de empregos sem precedente, um jeito fácil de unir poder e fortuna sem muito esforço. Afinal, com as reais discrepâncias socioeconômicas da realidade brasileira, não faltaria mesmo mão-de- obra para arcar com o prejuízo doloso arquitetado pelos membros do topo da pirâmide.
Como se vê, o cabo de guerra que tem sido estabelecido entre os que desejam passar a história a limpo, rompendo com essa práxis nauseante, e os que desejam fazer com que tudo permaneça como sempre foi mostra seus ares de luta longa e inglória.  É por isso que a inexistência de constrangimento, de arrependimento, por parte daqueles que se deleitam na corrupção, seja o que mais nos choca. Há quem diga que o poder inebria; mas, diante do espetáculo dantesco que estamos assistindo, ele sugou dessas pessoas até a última gota de humanidade, de senso cidadão.
Isso é tão forte que me impede, verdadeiramente, de acreditar na possibilidade de um expurgo. Uma mudança de paradigmas, de valores, de consciência não é algo externo, em que as forças da lei, sozinhas, consigam remover. É preciso querer, ser impulsionado pelo próprio íntimo. Como os tempos hasteiam com mais veemência o pavilhão do TER ao invés do SER, a permanência desse “arrastar de correntes” parece, então, inevitável. Não é à toa o modo como se comporta a classe política no Brasil, com seus discursos vazios e inconsistentes, buscando, na verdade, apenas cuidar de seus aliados.
Enquanto as torres se implodem ao longo do horizonte do planalto central, na ótica do cotidiano dos pobres mortais, de cada rincão nacional, as imagens já são de escombros e ruínas. Desemprego, insegurança, desassistência em relação à saúde e à educação... Não são notícias novas, mas o espelho de uma cronicidade que se prolonga, sem resolução, ao longo de décadas e décadas. Muito embora, se deva esclarecer que os impostos permanecem sendo pagos e ajustados; com as suas alíquotas em índices estratosféricos. Chegamos a tal ponto que é quase uma raridade encontrar quem não tenha sido impactado por essa realidade e, por isso, o coro de reclamações e indignações se alastra como rastilho de pólvora.
Às vezes, postergamos muito a iniciativa de enxergar a vida como ela é; mas, alheio ao nosso ímpeto em fazê-lo estão às conjunturas. Ah, essas são implacáveis, impiedosas e não estão nem aí para as nossas relutâncias existenciais; esbofeteiam nossa face e pronto. Então, diante do que se vê não se pode mais afirmar ignorância, há de se tomar uma atitude; o que não significa, em hipótese alguma, um rompante de barbárie e primitivismo gratuitos.
Temos que pensar que as torres podem até se implodir; mas, a nossa torre jamais. Por isso, a atitude que nos é cobrada nesses casos diz respeito a nossa cidadania, a agirmos como cidadãos conscientes, em relação aos nossos deveres e direitos. É nesse reconhecimento que reside nosso primeiro passo de transformação; na medida em que admitimos, pela cidadania, nossa parcela de responsabilidade sobre cada ação e reação desencadeadas. Como disse Winston Churchill, “Os homens tropeçam por vezes na verdade, mas a maior parte torna a levantar-se e continua depressa o seu caminho, como se nada tivesse acontecido”. No entanto, se esquecem do óbvio, ou seja, nada é de graça, é inerte, é indolor,... é isento de consequências. 

sábado, 13 de maio de 2017

"Quando eu tinha 5 anos, minha mãe sempre me disse que a felicidade era a chave para a vida. Quando eu fui para a escola, me perguntaram o que eu queria ser quando crescesse. Eu escrevi “feliz”. Eles me disseram que eu não entendi a pergunta, e eu lhes disse que eles não entendiam a vida". John Lennon

Ressignificando o Dia das Mães


Por Alessandra Leles Rocha


Apesar do viés consumista imposto pelo capitalismo, na verdade a escolha de determinadas datas para se comemorar não é tão nocivo quanto parece. Infelizmente, a sociedade contemporânea tem dado sinais cada vez mais claros da necessidade de elucidação do óbvio, ou seja, nem sempre o que está diante do nariz é tão perceptível assim, precisa ser meticulosamente explicado. É por essas e por outras que convido os meus leitores a pensarem, com carinho e respeito, sobre a celebração do segundo domingo de maio, ou apenas, o Dia das Mães.
Não quero com esse convite, fazê-los cair na tentação da reafirmação do discurso sacerdotal e missionário das mães, como se essas fossem seres iluminados e predestinados a viver a plenitude do desassossego em nome do servir e amar os filhos. Ao contrário, gostaria de colaborar com uma reflexão que ressignificasse essa relação biológica e comportamental dos seres humanos. Afinal de contas, andamos meio desligados no que diz respeito a conviver e coexistir com nossos pares e, nada melhor, para retomarmos essa compreensão do que partir da reflexão em torno da primeira relação que estabelecemos ao chegar nesse mundo. É, porque se nascemos de um ovo, esse ficou guardadinho, se desenvolvendo meses a fio, no ventre de uma mãe.
Nesses milhões de anos que contam a vida sobre o planeta Terra, o ser humano se transformou muito e foi aprendendo, em maior ou em menor escala, a domar a sua essência primitiva. Demos saltos significativos nesse campo do comportamento e das relações, que não podem ser esquecidos; mas, com o desenvolvimento da ciência e da tecnologia fomos nos esquecendo lentamente da nossa humanidade e nos fechando para dentro de nós mesmos e de toda a parafernália high tech disponível.
Analogamente, isso significa algo como deixarmos de lavar bem as mãos porque a ciência nos proveu antibióticos e outros recursos; mesmo sabendo que as práticas tradicionais de higiene sempre serão mais importantes para a prevenção de doenças e epidemias. Entende? Temos superficializado nossas relações humanas, a tal ponto (tecnológico), que estamos desaprendendo o exercício da existência social em família, com os amigos, no ambiente de trabalho, enfim... Entre nós e os outros há sempre uma máquina a fazer a mediação. Inclusive, nas relações maternais.
Parece que roubaram o tempo de mães e filhos. Desde o início da relação entre eles, uma agenda lotada de compromissos e afazeres vai dilapidando os minutos preciosos. No máximo seis meses de licença maternidade, quando o emprego permite. A vida tumultuada nos grandes centros urbanos, que afasta ao invés de aproximar... No fim, o que resta são momentos, domingos, feriados de vez em quando. Nossas relações idealizadas acabam por se converterem em possíveis realidades, limitadas pelos caracteres da tecnologia, pelos emoticons, emojis e afins.
Enquanto o mundo envelhece não nos damos mais o direito de presenciar a vida acontecer na sua mais plena naturalidade, com mães e filhos sendo o que são e tecendo suas relações; curtindo na prática as aventuras e as desventuras de seus conflitos de geração. Porque isso é fundamental se tivermos a pretensão de permanecermos seres verdadeiramente sociais. As grandes lições começam em casa; porque não dizer, na barra da saia da mãe.
É na carência dessas experiências tão simples, tão normais, que estamos edificando uma sociedade conflitada, incapaz de conviver e coexistir com as diferenças mais elementares do ser humano, sem orientação para consolidar os próprios valores, sempre em busca de encontrar um reflexo de si mesmo, quando sabemos ser impossível.
Por tudo isso é que precisamos urgentemente restabelecer contato. Então, que tal usar esse “Dia das Mães” para começar? Descubra que ele pode ser todo dia, toda hora, todo minuto. Descubra quem é essa mulher que compartilha o mundo com você. Descubra o prazer de seus abraços, afagos, olhares... Descubra os mistérios de seus conselhos, de suas arbitrariedades, de suas falas inusitadas... Descubra quem você é ou pode vir a ser apenas observando quem é ela; pois, para muitos, 50% do DNA são de quem? Mas para isso é imprescindível estar perto, estar junto, estar atento, estar. Não se esqueça, se ela pensasse que ter um filho seria perda de tempo, você não estaria aqui. 

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Que tal um pouco de reflexão?!

“Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos.
A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias.
Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar “superado”.
Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que às soluções.
A verdadeira crise, é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis.
Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo.
Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la.”
Albert Einstein

Brasil recebe mais de 240 recomendações de direitos humanos na ONU

Criado em 2006 juntamente com o Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas, a Revisão Periódica Universal é um exame detalhado que realizam os Estados-membros da ONU sobre a situação dos direitos humanos em cada país e as medidas adotadas para protegê-los e promovê-los. Acesse aqui as 246 recomendações feitas ao Brasil.
O Grupo de Trabalho da Revisão Periódica Universal (RPU) do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas apresentou hoje (9) em Genebra, na Suíça, o projeto de relatório de resultado da Revisão Periódica Universal do Brasil.
Leia o relatório RPU do Brasil (A/HRC/WG.6/27/L.9), em inglês: http://acnudh.org/wp-content/uploads/2017/05/A_HRC_WG.6_27_L.9_Brazil.pdf
Durante a cerimônia de adoção do projeto de relatório RPU do Brasil, foi informado que o Brasil recebeu um total de 246 recomendações sobre direitos humanos, realizadas por vários Estados do mundo no marco do processo.
O Brasil faz parte de um grupo de 14 Estados que terão a situação dos direitos humanos examinada pelo Grupo de Trabalho da RPU durante a sua presente sessão, a ser realizada até 12 de maio, sessão que também marca o início do terceiro ciclo da RPU. As primeiras e segundas avaliações a que o Brasil foi submetido aconteceram, respectivamente, em abril de 2008 e maio de 2012.

Diálogo interativo

No marco do processo da RPU, em 5 de maio de 2017 uma delegação de alto nível do Estado brasileiro dialogou durante mais de três horas com representantes de Estados de todas as regiões do mundo.
A delegação do Estado brasileiro foi encabeçada pela ministra dos Direitos Humanos do Brasil, Luislinda Dias de Valois Santos, que destacou a confiança do Brasil no sistema universal de direitos humanos. A autoridade brasileira valorizou também a instância da RPU como “um exercício construtivo em que todos os Estados-membros voluntariamente apresentam suas realidades e seus desafios perante seus pares”.
Em seguida, representantes de 103 delegações tomaram a palavra durante o diálogo interativo com os representantes do Brasil, fazendo comentários e recomendações sobre uma ampla gama de assuntos de direitos humanos.
O vídeo do diálogo interativo entre os Estados e a delegação do Brasil está disponível clicando aqui.
Os Estados que serviram como relatores (“troika”) do exame do Brasil são: Quirguistão, El Salvador e Botsuana.

Documentação e temas

O diálogo interativo entre o Brasil e o resto dos Estados se baseou em uma série de documentos que são analisados antecipadamente pelas delegações:
  • Um relatório nacional, informação enviada pelo Estado em exame;
  • As informações constantes dos relatórios de grupos e peritos independentes de direitos humanos, conhecidos como Procedimentos Especiais, órgãos de tratados internacionais de direitos humanos e outras entidades das Nações Unidas;
  • As informações disponibilizadas por outras entidades, incluindo instituições nacionais de direitos humanos, organizações regionais e organizações da sociedade civil.
Os três relatórios que servem de base para o exame do Brasil no dia 5 de maio estão disponíveis em: www.ohchr.org/EN/HRBodies/UPR/Pages/BRSession27.aspx
Entre as questões levantadas nos documentos acima mencionados estão: o combate à extrema pobreza e às desigualdades socioeconômicas; o combate (intersetorial) à discriminação baseada no gênero, etnia, religião, deficiência, orientação sexual e identidade de gênero; a proteção de crianças contra a violência, exploração sexual, trabalho infantil e sem abrigo; assegurar o direito à terra, aos serviços básicos.
Outros temas presentes no documento incluem os direitos dos povos indígenas e quilombolas; combater o uso excessivo da força e os homicídios cometidos pela polícia em “legítima defesa” ou durante a “guerra às drogas”; combater a tortura, os maus-tratos, a violência e a morte em prisões, bem como a superlotação carcerária e as más condições nos lugares de detenção; as medidas tomadas para alcançar uma educação de qualidade, acessível, culturalmente adequada e para todos; combater o trabalho escravo; e proteger os defensores de direitos humanos.
A ONU no Brasil está preparando uma reportagem especial com os temas abordados no relatório divulgado hoje; a matéria será publicada ainda nesta terça-feira (9) no site nacoesunidas.org.

Revisão Periódica Universal

Criado em 2006 juntamente com o Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas, a Revisão Periódica Universal é um exame detalhado que realizam os Estados-membros da ONU sobre a situação dos direitos humanos em cada país e as medidas adotadas para protegê-los e promovê-los.
A RPU busca estimular a cooperação e intercâmbio entre os Estados para fortalecer suas políticas e instituições de direitos humanos em curto e médio prazo.
Em uma sessão do Grupo de Trabalho da RPU – formado por 47 Estados-membros do Conselho de Direitos Humanos da ONU – o Estado examinado e os Estados-membros e observadores do Conselho entram num diálogo interativo na sede da ONU em Genebra, na Suíça.
No final de cada reunião, o Grupo de Trabalho da RPU adota um documento de resultado, que deve ser considerado e adotado pelo Conselho. Cada Estado-membro das Nações Unidas é examinado no marco do EPU a cada quatro anos e meio.
O primeiro ciclo da Revisão Periódica Universal foi encerrado em 2011, e contou com a participação dos 193 Estados-membros da ONU. Em novembro de 2016, foi concluído o segundo ciclo de implementação, também com 100% de participação dos Estados.
O terceiro ciclo da RPU começou oficialmente em maio de 2017 e ocorrerá até outubro/novembro de 2021. Confira o calendário do terceiro ciclo da RPU aqui: www.ohchr.org/Documents/HRBodies/UPR/Calendar3rdCycle.doc
Informações à imprensa e entrevistas:
Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil
Roberta Caldo: (21) 98202-0171 | (21) 2253-2211
E-mail: contato@onu.org.br, roberta.caldo@unic.org

Informações à imprensa em Genebra
Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos
Rolando Gomez: +41 (0) 22 917 9711 / rgomez@ohchr.org
Sarah Lubbersen: +41 (0) 22 917 9689 / slubbersen@ohchr.org
Cédric Sapey: +41 (0) 22 917 9751 / csapey@ohchr.org