sábado, 9 de setembro de 2017

Conheça a programação preliminar do Congresso INCA 80 anos: inscrições já estão abertas

A programação preliminar do Congresso INCA 80 Anos: Desafios e Perspectivas para o Controle do Câncer no Século XXI já pode ser conhecida no site do evento. No Congresso, serão abordados os múltiplos aspectos relacionados ao controle do câncer, como a formulação de políticas públicas, estratégias de prevenção da doença, formação de recursos humanos, desenvolvimento de pesquisas e cuidado integral ao paciente.
O evento será realizado nos dias 29 e 30 de setembro, no hotel Othon Palace, em Copacabana, no Rio de Janeiro, e tem como slogan “Toda uma vida cuidando de vidas".
As inscrições, que já estão abertas, podem ser feitas no site do Congresso.

V Seminário Conectando Conhecimentos

Estamos ou não construindo uma escola aberta para as diferenças?

Menino com deficiência é deixado na escola enquanto colegas vão a passeio

Por Ludimila Honorato - Estadão

Na semana passada, uma mãe de Belo Horizonte relatou pelo Facebook que o filho dela, de 9 anos, foi deixado na escola enquanto a turma tinha ido para o cinema. João, que tem paralisia cerebral e se locomove em cadeira de rodas, ficou das 7h às 11h20 circulando pelos corredores da escola municipal na companhia do cuidador dele, segundo a publicação. [...]

Distantes da igualdade prevista na Constituição!

Desigualdade de renda no Brasil não caiu entre 2001 e 2015, revela estudo

Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

O crescimento da renda da população mais pobre no Brasil nos últimos 15 anos foi insuficiente para reduzir a desigualdade. Segundo estudo divulgado nesta semana pela equipe do economista Thomas Piketty, famoso por propor a taxação dos mais ricos para reduzir as disparidades na distribuição de renda, a maior parte do crescimento econômico neste século foi apropriada pelos 10% mais ricos da população.
De acordo com o estudo, conduzido pelo World Wealth and Income Database, instituto codirigido por Piketty, a fatia da renda nacional dessa parcela da população passou de 54,3% para 55,3% de 2001 a 2015. No mesmo período, a participação da renda dos 50% mais pobres também subiu 1 ponto percentual, passando de 11,3% para 12,3%. A renda nacional total cresceu 18,3% no período analisado, mas 60,7% desses ganhos foram apropriados pelos 10% mais ricos, contra 17,6% das camadas menos favorecidas.
A expansão foi feita à custa da faixa intermediária de 40% da população, cuja participação na renda nacional caiu de 34,4% para 32,4% de 2001 a 2015. De acordo com o estudo, a queda se deve ao fato de que essa camada da população não se beneficiou diretamente das políticas sociais e trabalhistas dos últimos anos nem pôde tirar proveito dos ganhos de capital (como lucros, dividendos, renda de imóveis e aplicações financeiras), restritos aos mais ricos.
“Ao capturar pouco ou nenhuma parte da distribuição da renda de capital e ao não capturar muitos dos frutos da política social diretamente, a faixa intermediária ‘espremida’ poderia ser um produto das elites que a quer botar em competição com a faixa inferior [de renda]”, destacou o estudo, assinado pelo economista Marc Morgan.
O estudo classificou a manutenção da desigualdade no Brasil como “chocante”, principalmente se comparada com outros países desenvolvidos. “É digno de nota que a renda média dos 90% mais pobres no Brasil é comparável à dos 20% mais pobres na França, o que apenas expressa a extensão da distorção na renda no Brasil e a falta de uma vasta classe média”, ressalta o levantamento. Em contrapartida, o 1% mais rico no Brasil ganha mais que o 1% mais rico no país europeu: US$ 541 mil aqui, contra US$ 450 mil a US$ 500 mil na França. [...]

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Evento no Rio e documentário marcam 10 anos da Declaração das Nações Unidas sobre Direitos dos Povos Indígenas. Participe!

Para marcar os 10 anos da Declaração da ONU sobre os Direitos dos Povos Indígenas, o Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) lança, no dia 12 de setembro, o documentário 'Guarani e Kaiowá: Pelo Direito de Viver no Tekoha', gravado em aldeias indígenas do Centro-Oeste do país.
O evento na Cinemateca do Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro contará ainda com apresentação cultural de indígenas, exposição fotográfica e discussão sobre o tema. O evento é aberto ao público; saiba aqui como se inscrever.

Para marcar os 10 anos da Declaração da ONU sobre os Direitos dos Povos Indígenas, o Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) lança, no dia 12 de setembro, o documentário Guarani e Kaiowa: Pelo Direito de Viver no Tekoha, gravado em aldeias indígenas do Centro-Oeste do país. O evento na Cinemateca do Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro contará ainda com apresentação cultural de índios, exposição fotográfica e discussão sobre o tema com especialistas.
Com 46 artigos, a Declaração foi aprovada pela Assembleia Geral da ONU em 13 de setembro de 2007. O documento reconhece a necessidade de respeitar e promover os povos indígenas e prevê, entre outras coisas, que eles não serão removidos à força de suas terras e têm o direito de manter suas culturas. O documentário, com cerca de 20 minutos, foi filmado em aldeias indígenas de Mato Grosso do Sul, onde a questão das terras ainda é um desafio a ser superado e há iniciativas para manutenção das tradições e cultura das etnias locais. A expressão Viver Tekoha, que dá nome ao documentário, significa o modo de viver e ser guarani.
Além do documentário, o evento mostrará um curta, também produzido pela equipe UNIC Rio, gravado na Aldeia Mata Verde Bonita, em Maricá, onde o guarani é ensinado para as crianças. Indígenas da aldeia, da etnia Tupi-Guarani M’Bya , participam do evento com apresentações culturais. Fotos das visitas feitas às aldeias do Rio de Janeiro e do Mato Grosso do Sul serão exibidas no hall da Cinameteca até 30 de setembro.
Depois das projeções, o público terá a chance de ouvir especialistas sobre direitos, educação e cultura indígena. Participam da exposição sobre os temas José Ribamar Bessa Freire e Sandra Benites.
O professor José Ribamar Bessa Freire dá aulas de Pós-Graduação em Memória Social da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), onde orienta pesquisas de doutorado e mestrado, e na Faculdade de Educação da UERJ, além de coordenar o Programa de Estudos dos Povos Indígenas. Bessa Freire dá cursos de formação de professores indígenas em diferentes regiões do Brasil e assessora na produção de material didático. Sandra Benites é coordenadora pedagógica na secretaria de educação de Maricá e dá aulas em escolas indígenas. Ela presta atendimento a aldeias em São José de Imbassaí e Itaipuaçu e pesquisa ensino-aprendizagem de crianças guarani.
O evento é aberto ao público. Para participar, é necessário se inscrever em formulário online, disponível em https://goo.gl/forms/M2r0ROvlAog6bf8O2. As inscrições podem ser feitas até 17 horas do dia 11 de setembro.
Dez anos da Declaração da ONU sobre os Direitos dos Povos Indígenas
12 de setembro – 14h
Cinemateca do MAM – Rio de Janeiro
Av. Infante Dom Henrique, 85 – Parque do Flamengo
Classificação indicativa Livre
Fonte: Unic Brasil – Centro de Informação das Nações Unidas – Rio de Janeiro

Sodexo Benefícios e Incentivos e Instituto STOP Hunger Brasil participam da 18ª Bienal do Livro, no Rio de Janeiro


São Paulo, agosto de 2017 – Quase metade dos brasileiros não tem o hábito de ler, segundo uma pesquisa feita pelo Ibope no fim do ano passado. De acordo com o levantamento, 44% da população não lê diariamente e 30% nunca comprou um livro. Com o objetivo de ajudar a reverter esta realidade, Sodexo Benefícios e Incentivos realiza a 9ª edição do Cultura Transforma durante a 18ª Bienal Internacional do Livro Rio, que acontece no Riocentro, de 31 de agosto a 10 de setembro.

A iniciativa promove o acesso cultural e o hábito da leitura de crianças e adolescentes através da doação de livros, distribuídos de acordo com a faixa etária e as preferência de leitura. Nessa edição do Cultura Transforma, os livros serão arrecadados durante o evento e doados para a ONG Viva Rio.

Além do Cultura Transforma, a Sodexo também atuará para reduzir o desperdício de alimentos da praça de alimentação do Riocentro através do Instituto STOP Hunger Brasil, organização sem fins lucrativos, criada e mantida pela companhia com o objetivo de combater a fome e a má nutrição no país. Durante os dias de evento, os restaurantes servirão refeições com o selo Satisfeito, iniciativa que conscientiza e reduz o desperdício de alimentos, e cada prato vendido reverterá R$1 para apoiar a causa do instituto.

“A Bienal do Rio é uma oportunidade de contribuir ativamente para o desenvolvimento sociocultural e ambiental da região por meio do incentivo à leitura e redução do desperdício de alimentos. Essa é uma das missões diárias da Sodexo, e ganha ainda mais força com o apoio do Instituto STOP Hunger”, Fernando Cosenza, presidente do Instituto STOP Hunger Brasil e diretor de Sustentabilidade da Sodexo Benefícios e Incentivos.

Sobre a Bienal

A Bienal é o terceiro maior evento do Brasil em número de público presente, ficando atrás somente do Carnaval e do Réveillon. O evento provém da parceria, de mais de 30 anos,  entre o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) e a Fagga | GL events Exhibitions. Saiba mais, em : https://www.bienaldolivro.com.br/



Sobre a Sodexo Benefícios e Incentivos

É a empresa do grupo francês Sodexo, líder mundial em serviços de qualidade de vida. Tem em sua missão desenhar, gerenciar e entregar serviços para empresas de todos os portes, segmentos e regiões do Brasil com o objetivo de melhorar a qualidade de vida diária das pessoas e contribuir para o desenvolvimento econômico, social e ambiental das cidades, regiões e dos países em que atua.

Atende mais de 89 mil clientes, que representam 6,4 milhões de usuários, com uma rede de 392 mil estabelecimentos credenciados em todo o País com serviços únicos no mercado de benefícios, gestão de despesas, incentivos e reconhecimento: Refeição Pass, Alimentação Pass, Cultura Pass, VT Pass, Combustível Pass, Gift Pass, Alimentação Pass Natal, Brinquedo Pass, Premium Pass, Frota Pass, Apoio Pass e GymPass.

Sobre o Instituto STOP Hunger

A Sodexo trabalha diariamente para melhorar a qualidade de vida das pessoas e contribuir com o desenvolvimento das comunidades onde atua. Além disso, acredita que, para que exista qualidade de vida, é importante que as necessidades básicas dos indivíduos sejam atendidas.
Com base nessas premissas, em 1996, funcionários da Sodexo dos Estados Unidos criaram o STOP Hunger para oferecer a algumas crianças da região de Boston uma alimentação saudável. Hoje, o STOP Hunger é uma força de liderança global na luta contra a fome e a má nutrição e está celebrando 20 anos de compromisso.
No Brasil, desde 2003, diversas iniciativas STOP Hunger têm sido realizadas de maneira consistente e com importantes contribuições. Com o objetivo de expandir sua atuação, em dezembro de 2015 foi constituído o Instituto STOP Hunger no país. Uma organização independente sem fins lucrativos que envolve os stakeholders da Sodexo (colaboradores, clientes, usuários, estabelecimentos credenciados e fornecedores) e membros da sociedade em geral para a realização de ações e campanhas sociais. Juntos, todos esses públicos geram forte impacto para ajudar a minimizar o cenário da fome no Brasil e no mundo.

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Informações : Assessoria de imprensa Sodexo Brasil / Tamer Comunicação / Claudia Reis

DEPOIS DE 13 ANOS LONGE DA OSESP, COMPOSITOR KRZYSZTOF PENDERECKI VOLTA PARA REGER DUAS DE SUAS OBRAS

Concertos contam com a participação da violinista Isabelle Faust, Artista em Residência da Temporada 2017 da Osesp que fará, na mesma semana, um recital solo com a integral das Sonatas e Partitas, de Bach


Entre os dias 14 e 16 de setembro, o compositor e maestro polonês Krzyzstof Penderecki vem a São Paulo para reger a Osesp em duas de suas obras: o “Hino a São Daniel” – que conta com participação do Coro da Osesp e Coro Acadêmico da Osesp, e a “Sinfonia nº 4 - Adagio”. As apresentações contarão, ainda, com a presença da violinista Isabelle Faust, Artista em Residência da Temporada 2017, que será solista no “Concerto nº 1 Para Violino, Op.35”, de Karol Szymanowski.

Penderecki, que já esteve à frente da Osesp em 2004, é reconhecido mundialmente por suas composições e por seu trabalho como regente à frente de grandes orquestras e festivais ao redor do mundo. Sua longa carreira já lhe rendeu diversos prêmios, incluindo três Grammys, um Cannes Classical Award, Prêmio Príncipe de Astúrias e um prêmio da UNESCO. Atualmente é membro honorário da Royal Academy of Music, em Londres; da Accademia Nazionale di Santa Cecilia, em Roma; da Academia Nacional de Bellas Artes, em Buenos Aires; da Sociedade Amigos da Música, em Viena; Academia de Artes de Berlim, entre muitas outras, além de ser professor honorário em mais de 15 universidades e conservatório, como o Tchaikovsky, em Moscou; Chopin, em Varsóvia; e as Universidades de Yale, Seul, Bordeaux, Madrid e Glasgow.

Já a alemã Isabelle Faust – vencedora, este ano, do Prêmio Gramophone de melhor disco na categoria “concerto” –é considerada uma das grandes violinistas da atualidade, tendo se apresentado com orquestras como a Filarmônica de Berlim, as Sinfônicas de Boston e NHK de Tóquio e a Orchestra of the Age of Enlightenment, em colaboração com regentes como John Eliot Gardiner, Bernard Haitink e Mariss Jansons.
Além das apresentações com a Osesp, a violinista volta ao palco da Sala São Paulo no dia 17, domingo, para uma apresentação exclusiva, em recital, com as Sonatas e Partitas de Bach, em um dos mais destacados momentos de toda a Temporada.

Faust toca com o violino “Bela Adormecida”, um Stradivarius de 1704.

Os concertos dos dias 14, 15 e 16 contam com o apoio do Instituto Adam Mickiewicz, por meio do programa Polska Music. 


SERVIÇO
Osesp, Penderecki e Faust
 14/09 (qui) e 15/09 (sext), às 21h; 16/09 (sáb), às 16h30
Ingressos: entre R$ 46 e R$ 213
Isabelle Faust
17/09 (dom), às 16h
Ingressos: entre R$ 85,00 e R$ 110,00
Aposentados, pessoas acima de 60 anos, estudantes e professores da rede pública têm 50% de desconto, mediante comprovação em todas as atividades.


SALA SÃO PAULO
Praça Júlio Prestes, 16
Bilheteria: (11) 3223-3966 (Sala São Paulo: 1484 lugares)
Recomendação etária: 7 anos
Ingresso Rápido: (11) 4003-1212; www.ingressorapido.com.br 
Cartões de crédito: Visa, Mastercard, American Express e Diners.
Estacionamento: R$ 28,00 (noturno e sábado à tarde) e R$ 16,00 (sábado e domingo de manhã) | 611 vagas, sendo 20 para portadores de necessidades especiais e 33 para idosos.


INFORMAÇÕES: Alexandre Félix, Isabela Guasco e Diego Santana 

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

7 de Setembro...

(In) dependência



Por Alessandra Leles Rocha




Independência. Esse é o tema do dia, referindo-se ao fato histórico nacional ocorrido em 1822. No entanto, falar de independência na atual conjuntura parece um tanto quanto irônico se pensarmos bem. Afinal, essa palavra que exprime um dos mais importantes sentimentos humanos, que traz à tona a liberdade, a autonomia para agir e decidir, rejeitando qualquer mecanismo de sujeição ou interferência, parece totalmente discordante das práticas sociais vigentes.
Mesmo lá, no século XIX, precisamos ser críticos sobre o assunto. A independência da metrópole portuguesa nos tirou da condição de colônia; mas, não necessariamente nos deu a autossuficiência política e econômica para consolidar um desenvolvimento pleno e satisfatório das potencialidades nacionais. Independência comprada a preço de ouro pode ser, de fato, assim considerada? De lá para cá estivemos por um bom tempo com pires nas mãos, aguardando benesses de outras potências mundiais, pagando os quinhões de parcos minutos de visibilidade e empréstimos.  
Mas, pior do que enxergar a situação pela superficialidade desse prisma é admitir que a fragilidade da nossa independência foi fruto daquilo que nos têm impactado drasticamente há séculos, ou seja, a corrupção. Lamentavelmente, para que as relações sociais se desenvolvessem foram estabelecidos princípios de obtenção de vantagens por meios ilegais ou ilícitos, ou vulgarmente conhecidos como “toma lá da cá”.  
Com essa práxis, a individualidade social cedeu espaço a um atrelamento escuso de interesses e a independência, portanto, nunca existiu. Tudo dependeu de alguém, ou de alguma coisa; na verdade, o que se chama burocracia tornou-se um disfarce para proteger os processos de dependência que teimam em imobilizar o fluxo natural do desenvolvimento e do progresso no país. Assim, a falta de independência faz a população refém da expansão de suas piores mazelas.
Sem que ela vigore, o cidadão sente na pele um cotidiano de esperas. Espera por uma educação de qualidade. Espera por uma saúde publica que satisfaça as suas necessidades. Espera por uma segurança que lhe retire dos ombros o peso da inquietude diária. Isso significa que a falta de independência não faz mais do que esfacelar a sociedade, na medida em que cada grupo precisa sair em defesa dos seus direitos. Dependentes da atenção e da ação dos governantes, eles se tornam cada vez mais fracos, esquecidos e obrigados a esperar... Espera... Espera... Espera... Brava gente brasileira.
Talvez, muitos, sem se darem conta da contribuição displicente às teias que seguram esses longos anos de dependência. Da velha política do voto de cabresto às trocas de favores contemporâneas, as corrupções institucionalizadas (ou não) são teares importantes na fiação dessa trama paralisante. Portanto, pouco importa à justificativa, se digna ou indigna; o fim jamais justifica os meios porque o preço em longo prazo é sempre muito alto. Cada dia mais isso fica claro.
Então, no fundo não há o que celebrar. Esse feriado é só mais um sem sentido. A tal independência ocorrida em 1822 não nos transformou em nação; permanecemos um país, cuja fragilidade de princípios, de ideais, de sonhos continua se manifestando na dependência de quais vozes se erguem para apontar o caminho a seguir. Continuamos pagadores de quintos1 cada vez mais expressivos. Continuamos cada vez mais subservientes aos delírios da corte. Continuamos miseráveis extasiados com pão e circo. Continuamos a sonhar com uma liberdade que jamais virá se não tivermos consciência do valor da independência contida na essência de nossa própria alma.  



1 O Quinto era um direito cobrado pela Coroa portuguesa sobre o ouro encontrado em suas colônias. Correspondia a 20% do metal extraído e sua forma de cobrança variou conforme a época e as regiões. Uma das mais conhecidas formas ocorria mediante a obtenção de "certificados de recolhimento" pelas casas de fundição.

I Jornada de Escritores da Roma Antiga - ILEEL/UFU


quinta-feira, 31 de agosto de 2017

"Gosto de ser um espírito livre. Alguns não gostam disso, mas esse é o jeito que eu sou". Diana, Princesa de Gales.

Princesa? O que é uma princesa?



Por Alessandra Leles Rocha



O tempo passa, a sociedade se transforma; mas, a força com a qual o discurso penetra o inconsciente coletivo parece inabalável. Durante séculos e séculos o imaginário feminino foi habilmente manipulado pelo o encantamento despertado pelas princesas. Entre tiaras de diamantes, vestidos de baile, castelos, súditos e serviçais à disposição, mulheres ao redor do mundo se renderam as promessas sonhadoras e fizeram uma barganha por um final feliz com seu príncipe encantado.
Não apenas fomentado pela ficção, o sonho de princesa na realidade conta com uma lista de quarenta e três estados monárquicos ainda nos dias atuais, sendo que o Reino Unido mantém o seu destaque pela influência exercida há séculos no cenário geopolítico mundial. Mas, não foi só por isso. Nos anos 80, o mundo conheceu a princesa que iria reescrever os contos de fadas, Diana Frances Spencer, ou Diana, Princesa de Gales.
Se levarmos em consideração a escrita mítica de que a monarquia existe por força de um “direito divino”, no qual a legitimidade era considerada como algo manifesta por Deus e a soberania exercida como um direito próprio; Diana foi uma predestinada. Embora de origem nobre, o que marcou a sua trajetória como Princesa de Gales foi a sua própria essência.
Apesar do respeito à Realeza Britânica e as obrigações naturais advindas do título de nobreza, Diana não se permitiu esquecer o senso de humanidade existente dentro de si. Por isso, havia nela respeito às instituições e pessoas ao contrário de obediência. Nesse sentido, ela reconhecia a importância da sua imagem pública, como agente de transformação social, e não se sentia à vontade para ser uma princesa meramente figurativa.
Do ideário romantizado do casamento, em 29 de julho de 1981 na Catedral de São Paulo, em Londres, televisionado para aproximadamente um bilhão de pessoas, os dezesseis anos seguintes da sua vida foram um intenso processo de ressignificação do que se acreditava, até então, ser uma princesa. Se para muitos foi um choque, por outro lado Diana contribuiu para a desconstrução de um estereótipo principesco.
O castelo, o príncipe,... No mundo real nem tudo são flores e felicidade. As histórias terminam em “viveram felizes para sempre” e as pessoas pareciam acostumadas a aceitar isso com naturalidade, sem questionar o depois. Até então, nenhuma princesa veio nos contar como era. Diana o fez; a Princesa de Gales dividiu com o mundo as alegrias e as tristezas da vida no seu reino.
Mas, não se restringiu a isso. O poder presente na condição de princesa se ampliou no poder conquistado pelo engajamento social, que conseguia enxergar além daqueles muros. Isso lhe conferiu sentido, razão existencial, em meio ao conflitado “casamento dos sonhos”. Mas, também, lhe gerou um ônus de perseguições, difamações e especulações. Decepcionados pela realidade não contada nos contos de fadas, muita gente se sentiu traída diante da verdade, tornando-a um bode expiatório para uma avalanche de injúrias e maledicências, dentro e fora da Realeza.
Por outro lado, milhões se sentiram libertos de um discurso ilusório e enganador; bem como, amparados pelas iniciativas de uma Princesa que acreditava em um mundo mais justo, mais belo, mais humano, sem que isso fosse simples retórica. A blindagem que a nobreza lhe revestia não a impediam de ser, de sentir, como qualquer pessoa; por isso, a credibilidade depositada nas suas ações.  Diana construiu um legado factível de realizações e transformações mundo afora, ao contrário de qualquer história de princesa. Ela tornou-se um mito de simpatia, de beleza, de humanidade, sem perder por um instante sequer o seu lado mãe e mulher.
Como disse a pioneira na aviação dos Estados Unidos, autora e defensora dos direitos das mulheres, Amelia Mary Earhart, “Coragem é o preço que a vida exige em troca da paz”. Muito antes do que se poderia imaginar Diana se foi; linda, no auge do seu esplendor e vitalidade. Mas, felizmente, não é por isso que não a esquecemos. Nos últimos vinte anos o tempo passou, a sociedade se transformou; mas, a força com a qual a sua presença e o seu discurso penetraram o inconsciente coletivo foi indubitavelmente inabalável. 

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

HCU-UFU recebe inscrições para processo seletivo simplificado

O Hospital de Clínicas de Uberlândia da Universidade Federal de Uberlândia (HCU-UFU) está com inscrições abertas para processo seletivo simplificado (008/2017) para os cargos de médico neurocirurgião pediátrico e enfermeiro especialista em UTI neonatal.
As inscrições podem ser feitas do dia 31 de agosto até o dia 10 de setembro, pelo sitehttp://www.hc.ufu.br, no ícone Processo Seletivo Simplificado FAEPU. Serão oferecidas uma vaga para médico neurocirurgião pediátrico e uma vaga para enfermeiro especialista em UTI neonatal.
A validação das inscrições e a divulgação do local de prova será no dia 15 de setembro. A seleção será por meio de prova objetiva de múltipla escolha, no dia 19 de setembro, além de análise de títulos e exame psicológico. A divulgação do gabarito oficial também será no dia 19 de setembro.
 A data para contestação questões prova objetiva é dia 20 de setembro e o resultado final será divulgado no dia 25 de setembro.
Todas as informações sobre o processo seletivo constam no Edital 008/2017 divulgado no site http://www.hc.ufu.br.
A contratação será feita pela Fundação de Assistência, Ensino e Pesquisa de Uberlândia (Faepu). A remuneração para o cargo de médico neurocirurgião pediátrico será de R$ 6.048,66, paracarga horária de 20 horas semanais e de R$ 2.449,86 para o cargo de enfermeiro especialista em UTI neonatal, com carga horária de 40 horas semanais.
Outras informações estão disponíveis na página do HCU-UFU www.hc.ufu.br ou pelo telefone (34) 3218-2338 ou 3218-2674.


Fonte: Assessoria de Comunicação HCU-UFU, 30/08/2017

domingo, 27 de agosto de 2017

Pitadas de Literatura...






ALUNOS DO CTPM/UBERLÂNDIA SÃO DESTAQUES EM CONCURSO!!!

Prezada Comunidade Escolar,
Informamos que no dia 04Jul2017, foi realizada a avaliação de redação do 13º Concurso Literário Estudantil de 2017, sendo promovido pelo 36º Batalhão de Infantaria Motorizado e o Instituto de Artes, Cultura e Ciências do Triângulo (IAT), com o apoio da Prefeitura de Uberlândia.
      Participaram do referido Concurso mais de 1.200 alunos (6º ao 9º ano), oriundos de escolas Estaduais, Municipais e Particulares.
Dos 5 primeiros colocados de cada ano escolar, sendo que nosso Colégio participou com discentes dos 6º e 7º anos, o Colégio Tiradentes da Polícia Militar de Minas Gerais - Unidade em Uberlândia, contou com a honrosa classificação de 06 discentes dos 10 primeiros colocados, ou seja, 60% dos premiados são do nosso Colégio.
Segue a classificação:
Ensino Fundamental II - 6º ano
1º colocado: Nota 10.
2º colocado: Nota 10.
4º colocado: Nota 10.
Ensino Fundamental II - 7º ano
1º colocado: Nota 10.
4º colocado: Nota 09.
5º colocado: Nota 09.
Prêmios:
Os 03 primeiros colocados ganharão uma viagem cultural entre os dias 31Jul17 a 02Ago17, onde irão visitar: 
Dia 31Jul17 - EsPECx (Campinas) e a escola de Cadetes
Dia 01Ago17 - Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) - Resende - RJ
Dia 02Ago17 - Atividades na AMAN.

O Comandante do CTPM/Uberlândia, Equipe Pedagógica e Administrativa parabenizam a todos os discentes que participaram do Concurso. Fatos como estes enaltecem ainda mais a nossa Valorosa Instituição.

Quartel em Uberlândia, 14 de julho de 2017.

Célio Márcio Tameirão Júnior, Maj PM
Comandante do CTPM/Uberlândia.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

"Estamos condenados à civilização. Ou progredimos ou desaparecemos". Euclides da Cunha

Os novos bárbaros, os primitivos da pós-modernidade




Por Alessandra Leles Rocha




Nunca fomos tão bárbaros quanto agora. A humanidade perdeu o senso do altruísmo, do respeito, da fraternidade e decidiu sair por aí destilando veneno, ódio, perversidade, violência de todo tipo. Simplesmente não raciocina mais. Não reflete mais. Não pesa prós e contras. Apenas age, com a frieza de uma besta irracional.
Honestamente, para ser assim nem precisa de liderança, de quem assine embaixo e referende tantos absurdos, tanta covardia. De fato é isso. Os novos bárbaros, os primitivos da pós-modernidade, não precisam mais do que de si mesmos, do seu rompante animal. Não há hesitação. Não há remorso. Nem sei se posso realmente afirmar que há neles alguma satisfação, porque seus ares de indiferença transformam tudo em banalidade.
Os novos bárbaros resgataram a desvalorização da vida. Por pequenas bobagens, intransigências, destemperos o ser humano vai às vias de fato e nem muda de camisa. Enche-se de razão, de opinião, de valentia, de profunda autossuficiência para fazer prevalecer na base da força bruta, da violência, as suas ideologias e valores, enquanto aos demais resta manterem-se silenciosos, quietos e distantes se não quiserem atear mais fogo a situação.   
Os novos bárbaros resgataram, também, o desequilíbrio social. Não somos mais iguais do ponto de vista de direitos e deveres; há sempre alguém determinando uma escala de importância, de significância social. Não somos mais livres na medida em que nos tornamos cada vez mais reféns dos sistemas, dos controles, das imposições, das arbitrariedades. Não somos mais fraternos, exceto na distribuição das parcas migalhas de afeto que distribuímos entre os nossos adoradores e subservientes pares, que jamais nos contestam e contra argumentam.
Os novos bárbaros, os primitivos da pós-modernidade, restauraram a fúria de uma inquisição que condena e executa sem o menor indício de dolo ou culpa. Basta estar no lugar errado e na hora errada. Basta cruzar o caminho da pessoa errada. Basta ser diferente. Basta pensar diferente. Basta se comportar diferente. Basta se vestir diferente. Basta... De repente, estamos bem mais próximos do fio da navalha (do mundo) do que poderíamos supor; por isso, todos nos tornamos a “bola da vez”.
Por mais que não se queira admitir, essa é a verdade que insiste em nos acompanhar. Distantes da normalidade natural do cotidiano, em uma pequena fração de segundos somos abruptamente interrompidos, nossa vida é interrompida pela ação fulminante da barbárie. Não há mais fortes, ou mais aptos, ou mais resistentes; há sobre a raça humana uma aleatoriedade circulante, uma imprevisibilidade em relação ao segundo adiante. Como diz a canção dos Paralamas do Sucesso, “Eu vivo sem saber até quando ainda estou vivo / Sem saber o calibre do perigo / Eu não sei d’aonde vem o tiro / Eu vivo sem saber até quando ainda estou vivo / Sem saber o calibre do perigo [...]” 1.
Lamento, se alguém ainda acha graça ou é indiferente à realidade.  Ou você está de um lado ou do outro nessa história; não dá para ficar em cima do muro. Seja no mundo real, ou no mundo virtual, a verdade é que ninguém está a salvo dos primitivos da pós-modernidade. Nesses longos anos de civilização a barbárie não usa mais clava, nem escudo, nem lança; refinou-se como haveria de ser, mas nem por isso perdeu a força da sua letalidade. No fim das contas, é como se a humanidade estivesse sendo marcada a ferro na própria alma; pois, o que temos assistido ao mesmo tempo em que é inimaginável é, também, inesquecível.
Talvez, seja esse o preço a pagar por nos deixarmos manipular felizes pelos encantos da pós-modernidade 2. Em passos largos caminhamos rumo a nossa desumanização, a qual nos faz mais e mais dependentes das máquinas para sobreviver, enquanto perdemos a nossa empatia. Quem diria, não somos mais o “Admirável gado novo” 3cantado por Zé Ramalho; agora, somos apenas o “Admirável chip novo” 4, tão bem descrito pela cantora Pitty. É; isso cabe uma boa e longa reflexão.