quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Apesar do Carnaval, o pensamento não pode parar!!!


Em plena quarta-feira de cinzas!

 
Por Alessandra Leles Rocha

 
Nas entrelinhas da realidade já estamos mesmo na quarta-feira de cinzas! Sob o som de “Chegou a turma do funil / Todo mundo bebe / Mas ninguém dorme no ponto / Ai, ai, ninguém dorme no ponto / Nós é que bebemos e eles ficam tontos [...]”, nos deparamos com o rescaldo da folia, das irresponsabilidades às escondidas, da farra sem limites; degustando o sabor amargo da certeza de que não há como evitar que se inflamem de novo os restos desse incêndio tão recente. 
 Confetes. Serpentinas. Máscaras. Fantasias... A única diferença dessa para a ‘outra folia’ é que nessa, o cidadão faz parte e se junta ao cordão. Nesses três dias é ele quem faz a festa, ou tenta fazer. Por mais que haja que queira, e querem, fazer transparecer que a hora é ‘para sambar’, a alegria, no entanto, não consegue ser como deveria. Está tudo meio caricato, desajeitado, desconfortável diante da realidade; o que impede a naturalidade do perfil brasileiro de extravasar as suas emoções, já popularmente estereotipadas.
Sim, eu sei que a televisão tem mostrado um mar de gente, nos blocos de rua, pelo país. Mas, e daí? Tem quem ainda não foi demitido e, por isso, pensa que deve comemorar. Tem quem não se preocupe em ser previdente e poupar em tempos de crise. Tem quem está gastando por conta, nos cartões de crédito, para pagar depois (apesar dos 400% de juros ao ano). Tem quem queira sair pela tangente e postergar a realidade para depois, e depois, e depois...  Enfim, o brasileiro é muito eclético no seu jeito de ser e pensar; ele só se esquece de que é brasileiro e as coisas por aqui não se apresentam como ‘marolinhas’, mas verdadeiras tsunamis.  
É por isso que já estamos em plena quarta-feira de cinzas! Enquanto muita notícia arde sob ‘brasas silenciosas’, a opinião pública é levada, sem muito sacrifício, a pensar no Carnaval em tempo integral. Uma notícia aqui e outra ali, de maior relevância; mas, no geral o que impera são os preparativos para o rito pagão. De uma forma sutil, essa doutrinação midiática interrompe o fluxo do cotidiano social por um breve período, é certo; mas, o suficiente para distender as reinvindicações e insatisfações populares, como um eficaz ‘balde de água fria’ no cidadão.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Reflexões...

QUAL É A COR DA SUA VIDA?

Padre Fábio de Melo

A vida é um acontecimento que merece ser comemorado. A cada dia, a cada instante, ela se renova generosa nos pequenos espaços. A vida é miúda, feita de pequenas partes. Viver é construir um mosaico, parte por parte, dia após dia. A beleza de um momento unida à tristeza de outras horas passa a ocupar o mesmo espaço no quadro. As cores se misturam e se arquitetam em busca da harmonia tão desejada.
Há dias em que as cores são frias... a vida pede calma, silêncio, pausas...
Há dias em que as cores são quentes... a vida rompe com toda forma de calma...
Não suportaríamos permanecer em um só lado dessas possibilidades. O que nos torna felizes é justamente a dinâmica que nos envolve com suas eternas variações.
A vida é semelhante à trama dos teares. Fios se entrelaçam para construírem juntos o mesmo tecido. A diferença das cores é que garante a beleza final do tecido...
Hoje eu não sei qual é a cor da sua vida. A minha é marinho. Não é alegre, nem triste. Espero pelo dia em que será vermelho. Espero que seja breve. O marinho, lado a lado com o vermelho torna-se capaz de expressar uma profundidade que sozinho ele não é capaz de demonstrar.
Ninguém pode saber o que é a felicidade, se ainda não tiver passado pela decepção. Só pode saborear bem a vitória aquele que já sentiu o amargo da derrota. O avesso é repleto de ensinamentos, a vida também...

A cultura se perdendo em chamas mais uma vez


Rolos de filme foram queimados em incêndio na Cinemateca

Segundo secretário do Ministério da Cultura, filmes haviam sido duplicados. Filmes antigos são feitos de nitrato de celulose, material inflamável. [...]



Saiba mais sobre a Cinemateca Brasileira em http://www.cinemateca.gov.br/

Exemplos de Cidadania e Responsabilidade Socioambiental


Programa Aluno Presente dribla a evasão escolar e traz crianças cariocas de volta à sala de aula

Por Cecília Garcia, do Promenino, com Cidade Escola Aprendiz

Aqueles ritos que precedem a ida à escola, como arrumar os cadernos na mochila, colocá-la nas costas e abrir o portão luminoso de sol para ir estudar não fazem parte da rotina de muitos meninos e meninas no Brasil. Segundo levantamento feito pela plataforma Todos Pela Educação, em 2014, foram contabilizadas 2,8 milhões de crianças e adolescentes fora do ambiente escolar. Quando o escritor Rubem Alves fala das escolas que são asas, “que existem para dar aos pássaros coragem para voar”, fica também o anseio de que esses alunos tenham possibilidade de frequentar o espaço de aprender e brincar.

No município do Rio de Janeiro, o cenário de evasão escolar é perpendicular ao caminho da desigualdade social. Na “cidade partida”, como bem a chamou o escritor Zuenir Ventura, é nas comunidades vulneráveis que estão os índices mais altos de evasão escolar. Em 2014, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estática (IBGE) constatou que 24.417 crianças e adolescentes estavam fora das escolas na cidade, composto por uma rede de 11 coordenadorias regionais de educação.

Fazer com que as asas das crianças batam e avoem para dentro da sala de aula é a missão do projeto Aluno Presente. Atuando desde o final de 2013 no município do Rio de Janeiro, o programa é trabalho da Associação Cidade Escola Aprendiz, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação da Prefeitura do Rio de Janeiro. Ele também integra a ação internacional Educate a Child, que atua em 32 países, com a missão de garantir que as crianças tenham direito à educação básica para se desenvolver plenamente.

O Aluno Presente é uma iniciativa cujo nome se autoexplica: trata-se de unir forças para fazer com que as crianças estejam na escola, diminuindo assim os altos índices de evasão. Para tanto, o projeto trança uma rede de atuação entre a família, a escola e a comunidade onde a criança que evade está inserida. Para identificá-las, foi necessário um trabalho hercúleo e pioneiro: mapear socioterritorialmente o município, subir e descer as quentes ladeiras cariocas para entender o ecossistema que favorece a ausência escolar. [...]

UNESCO: Mais de 10 mil pessoas já visitaram Museu de Congonhas desde sua inauguração


Aberto ao público em dezembro de 2015, o Museu de Congonhas atingiu esta marca em apenas 33 dias de operação. A instituição histórica-cultural foi concretizada por meio de uma parceria entre UNESCO no Brasil, o IPHAN e a Prefeitura de Congonhas.

 Poucas instituições brasileiras conseguem atingir a marca de 10 mil visitantes em um ano de atividade. Inaugurada em 15 de dezembro, o Museu de Congonhas, em 33 dias úteis de funcionamento, conseguiu chegar a esta marca e inaugurada em 15 de dezembro. A instituição foi concretizada por meio de uma parceria entre a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO no Brasil), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Prefeitura de Congonhas.


Ana Flávia Pedra Seabra Andrade,39, se surpreendeu ao chegar ao Museu de Congonhas, na última quarta-feira (27), e descobrir que era a visitante de número 10 mil. Poucas instituições brasileiras conseguem atingir essa marca em menos de um ano de atividade. Localizado no Santuário de Bom Jesus de Matosinhos, a instituição oferece um novo olhar sobre esta região, conhecida por ser um dos maiores tesouros barrocos do país e Patrimônio Cultural Mundial desde 1985.

Recepcionada pelos funcionários, Ana Flávia ganhou uma camisa personalizada, e se entusiasmou com o que viu: “Me programei para vir hoje espontaneamente, e nem imaginava que já tinha recebido tantos visitantes. Acompanhei a divulgação na mídia e fiquei muito satisfeita do município ter recebido uma instituição desse porte. Realmente merecia, pela sua importância histórica e pelas obras que o Aleijadinho deixou aqui”, disse.

Quem visita o Museu de Congonhas se depara com exposições, como a que trata das manifestações da fé no passado e no presente; acervos, como a coleção Márcia de Moura Castro, com destaque para ex-votos e santos de devoção, que foram adquiridos pelo Iphan e apresentados no Museu. O visitante também pode conferir cópias fiéis dos profetas de Aleijadinho. A única imagem reconhecida que mostra o rosto de Aleijadinho também está exposta no Museu. Ao longo deste ano, novas exposições e apresentações culturais estão programadas.

O Museu de Congonhas foi viabilizado com recursos da Prefeitura Municipal de Congonhas e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Também contou com patrocínio da Lei Rouanet por meio da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Banco Santander, Vale e Gerdau. Sua gestão, como dos demais museus da cidade, é feita pela Fundação Municipal de Cultura, Lazer e Turismo de Congonhas (FUMCULT).

O Museu de Congonhas está aberto de terça a domingo, das 9h às 17h, com ingresso a R$10,00 (inteira). A entrada é gratuita toda quarta, das 13h às 21h. Informações: (31) 3731-3979.

Apoio aos Refugiados


OPAS e município de São Paulo firmam parceria na área de saúde para refugiados e imigrantes


A cooperação entre a OPAS/OMS e o município de São Paulo visa à capacitação de profissionais, intercâmbio de experiências, apoio técnico e melhoria da qualidade dos serviços de saúde da população imigrante e refugiados, como atenção básica e saúde mental.

O representante da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), Joaquín Molina, assinou nesta quinta-feira (28) um termo de cooperação com o município de São Paulo para capacitação de profissionais, intercâmbio de experiências, apoio técnico e melhoria da qualidade dos serviços de saúde da população imigrante e refugiados, como atenção básica e saúde mental.

A OPAS/OMS e a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo (SMS-SP) identificaram a necessidade de fortalecer as políticas públicas voltadas para a saúde da população imigrante e refugiados. Guerras e crises em vários países, como a Síria, Haiti e países africanos, levaram milhares de imigrates e refugiados à cidade de São Paulo. A diversidade cultural e idiomática, somada às perdas e vulnerabilidade social, representam um desafio para os serviços de saúde no atendimento dessa população cada vez maior.

Além do atendimento aos imigrantes e refugiados, a cooperação irá qualificar e atualizar o “Painel de Monitoramento das Condições de Vida e Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo”, ferramenta de gestão que permite o acompanhamento contínuo e oportuno da atuação da SMS-SP sobre as prioridades da Política de Saúde Municipal.

Na atenção básica, o objetivo é garantir o atendimento integral ao usuário, atendendo às suas necessidades, promovendo a articulação das equipes da unidade. Na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), instituída no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), a intenção é assegurar atendimento integral e humanizado às pessoas com sofrimento ou transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas.

Fonte: https://nacoesunidas.org/opas-e-municipio-de-sao-paulo-firmam-parceria-na-area-de-saude-para-refugiados-e-imigrantes/

ONU: Em reunião, ministras priorizam igualdade de gênero para desenvolvimento da América Latina e Caribe


Em reunião da Mesa Diretiva da Conferência Regional sobre a Mulher da América Latina e Caribe, países adotam estratégia para a implementação dos compromissos já assumidos pelos governos para promover a igualdade de gênero na América Latina e Caribe. 


Na 53ª reunião da Mesa Diretiva da Conferência Regional sobre a Mulher da América Latina e Caribe, autoridades adotaram uma estratégia para a implementação dos compromissos já assumidos pelos governos para promover a igualdade de gênero na América Latina. Na terça-feira (26), em Santiago, Chile, Ministras da Mulher e responsáveis por outros mecanismos relacionados às mulheres na América Latina enfatizaram a necessidade de aprofundar o trabalho entre as instituições e colocar o tema como prioridade nos planos de desenvolvimento nacionais e setoriais.

A reunião também deu destaque à importância da produção de informação para planejar e monitorar políticas públicas de gênero, especialmente para a avaliação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e os acordos regionais.

Durante o evento, foi aprovada a realização de três reuniões sub-regionais preparatórias entre maio e junho de 2016 nas sedes da CEPAL do México, Trindade e Tobago, e no Chile.

No marco da Agenda 2030 e os ODS, as ministras pediram à CEPAL apoio aos países da região na identificação dos temas prioritários, levando em consideração a agenda regional de igualdade de gênero e autonomia das mulheres, bem como a seleção de indicadores relacionados ao alcance das metas e a adoção de metodologias adequadas para seu seguimento.

Além disso, as ministras aprovaram a elaboração de um documento publicado pela agência da ONU como base para os debates da próxima Conferência Regional, que acontecerá entre os dias 25 e 28 de outubro em Montevideo, no Uruguai. A proposta é que o texto foque na conquista das autonomias das mulheres e no exercício de seus direitos para alcançar um desenvolvimento sustentável com igualdade, destacando o caráter transformador das políticas públicas específicas para a questão de gênero.

OMS: Incentivo a amamentação poderia poupar 800 mil vidas e economizar 300 bilhões de dólares por ano


Organização recomenda que bebês com menos de seis meses sejam exclusivamente alimentados por leite materno, mas apenas uma em cada três crianças se encaixam na recomendação. 

Apesar dos benefícios econômicos e para a saúde proporcionados pela amamentação, poucas crianças são alimentadas exclusivamente de leite materno até os seis meses, como recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Uma em cada três crianças no mundo abaixo dos seis meses se alimenta somente por amamentação. Nas últimas duas décadas, esta taxa não aumentou.

Segundo estudos da OMS, a amamentação quase universal poderia salvar mais de 800 mil vidas anualmente, sendo a maioria de crianças com menos de seis meses de vida. Mais da metade das doenças diarreicas poderiam ser evitadas e um terço das infecções respiratórias em crianças em países de baixa e média renda, prevenidas.

Crianças que recebem o leite materno nos primeiros meses de vida apresentam melhor desempenho em testes de inteligência, têm menor probabilidade de chegar ao sobrepeso ou obesidade, além de terem menos chances de adquirir diabetes futuramente.

Ainda, de acordo com a organização, mães que amamentam têm menos risco de desenvolver câncer de ovário e de mama. Com as taxas atuais de amamentação, cerca de 20 mil mortes de câncer de mama estão sendo prevenidas, e com um aumento desta proporção, mais 20 mil vidas poderiam ser salvas.

Seis milhões de economia para o Brasil

Aumentar as taxas de amamentação para crianças menores de seis meses de vida para 90% no Brasil, poderia cortar custos de tratamento ou doenças comuns na infância, como pneumonia, asma e diarreia. O sistemas de saúde brasileiro economizaria 6 milhões de dólares.

Apesar de a Assembleia Mundial da Saúde ter adotado o Código Internacional de Marketing de Substitutos do Leite Materno para proteger o público de propagadas inapropriadas desses produtos , a iniciativa não recebeu apoio suficiente dos países, contribuindo para a manutenção das taxas de amamentação e maior venda de fórmulas.

Para aumentar as taxas de uso de leite materno, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a OMS lideraram a Iniciativa Global em Defesa da Amamentação, com a colaboração de outros parceiros.

Como primeiro passo, as organizações criaram a Rede de Monitoramento e Apoio a Implementação do Código Internacional, para reforçar os efeitos do regulamento. No entanto, a OMS enfatiza que além de combater o marketing de substitutos do leite materno, os países precisam adotar programas de apoio à amamentação, ter sistemas de saúde que façam o mesmo, garantir licença maternidade adequada, intervenções no trabalho, além de programas educacionais e de aconselhamento.

A amamentação contribui para o alcance da Estratégia Global para a Saúde de Mulheres, Crianças e Adolescentes (2016 – 2030), que foi inaugurada juntamente com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, como roteiro para acabar com as mortes evitáveis na gestação.

Fonte: https://nacoesunidas.org/oms-incentivo-a-amamentacao-poderia-poupar-800-mil-vidas-e-economizar-300-bilhoes-de-dolares-por-ano/

Fundação Dorina Nowill - Novas turmas para os cursos de capacitação


O mercado de trabalho ocupa grande parte das nossas vidas. Quem ainda não passa por essa fase, provavelmente está se preparando para ela. E para a maioria das pessoas, o mercado de trabalho pode ser hostil e muito competitivo. A Fundação Dorina oferece cursos de capacitação para que seus clientes passem por essa fase sentindo-se o mais seguro possíveis.

A instituição oferece três cursos: informática, rotinas administrativas e massoterapia. Em todos eles, os alunos se preparam para atuar em suas áreas com cuidado, profissionalismo e confiança.

Se você se interessa e quer se inscrever, ligue para (11) 5087-0921.

Mensagem do IBC sobre o ano Paralímpico

Ano Paralímpico


Sobre o tripé desenvolvimento global, autonomia e superação o esporte paralímpico finca seus alicerces.
As deficiências, antes vistas como focos impeditivos, barreiras intransponíveis, tornam-se a partir das últimas décadas do século XX, um desafio instigador que busca o estabelecimento de novos paradigmas que orientem a construção de um novo homem, portanto, a construção de uma nova sociedade. Fomenta-se, pois, o espírito reformista que anima a contemporaneidade.
O olhar atento em relação aos esportes de alto rendimento, a compreensão do corpo como fator de crescimento humano, o enfrentamento de limites passam a constituir-se em campos de estudo, abertura de oportunidades, criação de um outro tempo. Tempo que desperta desejos, que afirma pessoas, que infunde crenças, que fortaleça possibilidades.
Derruba-se a postura da passividade castradora e nasce a prática da ação libertadora. Os déficits ou privações físicas, sensórias e intelectuais são minimizados e dão visibilidade maior ao potencial. A deficiência, agora, não reforça o negativo, assim, não inviabiliza o indivíduo. Surgem os atletas do “impossível” e o “impossível” converte-se em bandeiras para uns e liberdade para muitos.
A deficiência visual também encontra-se no bojo dessas lutas e conquistas.
A autoconfiança cresce no avanço da capacidade física e na descoberta de múltiplos talentos; a autoestima aflora na consciência do EU; a coragem forja-se na força vital que impele o homem a procurar o próprio destino, a suplantar condições adversas, a sufocar medos, a vencer velhos e danosos entraves.
A trajetória dos nossos atletas e equipes atesta o êxito de um trabalho sério e desenvolvido por profissionais de inquestionável competência. Na trilha dos marcos já alcançados, vemos aproximar-se as Paralimpíadas de 2016, trazendo grandes expectativas e a certeza do compromisso que temos com a esperança e com a tenacidade dos nossos objetivos.
O Desporto Paralímpico em si, desde 1960 após a Olimpíada de Roma, ocupa o patamar mais elevado no pódio da cidadania.
Aos atletas nosso incentivo e voto de profunda confiança!
Todos juntos a caminho de 2016!!!
ANO PARALÍMPICO 2015/2016
 

Curso no MN foca na formação continuada


Sociedade impõe invisibilidade e violências às travestis




Pesquisa propõe ampliação do conceito de violência de gênero para abranger as experiências das travestis

“Pode perguntar pra qualquer travesti, a primeira agressão que ela tem é com o pai, porque o pai é o primeiro a enfrentar ela. É o primeiro homem que diz que ela não pode ser o que ela quer ser”. O desabafo é de Roberta, nome fictício e uma das oito pessoas autoidentificadas como travestis que tiveram suas histórias de vida ouvidas pela psicóloga Valéria Melki Busin para sua tese de doutorado, em que mostra como as travestis experienciam as violências cotidianas, o que sentem e como enfrentam.

O próprio nome do trabalho Morra para se libertar: estigmatização e violência contra travestis, apresentado em 2015 no Instituto de Psicologia (IP) da USP, sinaliza as dificuldades de ser travesti em uma sociedade na qual a diferença gera uma série de violências.

“O título é uma metáfora, obviamente, mas está relacionado com os ‘recados’ que as travestis recebem continuamente ao longo de suas vidas: se elas ostentam a ‘feminilidade’, elas correm o risco de morrer fisicamente. Se elas deixarem de ser travesti, não vão sofrer violência, entretanto, não ser mais travesti é um outro tipo de morte para elas”, explica a pesquisadora. [...]

Leia a matéria completa em http://www5.usp.br/104061  

As faces do Brasil...

'O Nobre Deputado' revela artimanhas de políticos corruptos; saiba mais

 
da Livraria da Folha 
Em "O Nobre Deputado", o juiz Márlon Reis, idealizador do projeto da Lei da Ficha Limpa, conta como um corrupto nasce, cresce e se reproduz na política brasileira.
O livro é dividido em duas partes: na primeira, o autor explica de onde vem o dinheiro. Na segunda, revela como alguns políticos conseguem converter esse dinheiro em votos. [...] 


Importante!

Transmissão de vírus zika por sexo é relatada nos EUA

Um caso de transmissão do vírus zika por relação sexual foi relatado no Estado americano do Texas na segunda-feira (1º), segundo o jornal "The New York Times".
O departamento de saúde do condado de Dallas afirmou que o paciente foi infectado com o vírus após ter feito sexo com um indivíduo contaminado que havia retornado da Venezuela, onde o vírus circula por meio do mosquito Aedes aegypti.
Informações adicionais de identificação dos pacientes não foram divulgadas.
Segundo o jornal britânico "Guardian", o CDC (centro do governo americano para controle de doenças) está acompanhando o caso.
"Baseado no que sabemos agora, a melhor forma de evitar a infecção pelo zika é se prevenir contra picadas de mosquito e evitar exposição ao sêmen de alguém que tenha sido exposto ao vírus ou que tenha ficado doente após infectado", disse o CDC ao jornal britânico.
Pela primeira vez, o órgão americano alertou que mulheres grávidas ou que desejem engravidar devem "se consultar com seu médico caso o seu parceiro tenha sido exposto ao vírus zika".
Este é o segundo caso documentado de zika transmitido por relações sexuais.
Em 2008, um indivíduo infectado após entrar em contato com mosquitos na África transmitiu o vírus para sua mulher ao retornar para o Colorado (EUA). Especialistas concluíram que a única forma de contágio teria sido pelo sexo, pois sua mulher não havia deixado o Estado e não havia mosquitos capazes de carregarem o vírus na região.
Ainda não se sabe por quanto tempo o vírus pode permanecer no sêmen após os primeiros sintomas. [...]
 

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Reflexões...

Conquistas e seus relativismos...
 
Por Alessandra Leles Rocha
 
Não sei se fico feliz ou desapontada. A verdade é que nem todas as conquistas sociais no fundo traduzem-se plenamente como conquistas, esse é o caso da Lei n.º 13.146, de 06 de julho de 2015, mais conhecida como “Estatuto da Pessoa com Deficiência” 1. Se por um lado os gestores públicos e os representantes do povo se predispõem a discutir e normatizar as questões relativas ao universo das pessoas com deficiência no país, dando-lhes certa visibilidade social; por outro, a verdade é que os direitos e deveres de quaisquer cidadãos são inerentes ao cumprimento da Constituição Federal de 1988, a qual determina expressamente que “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza” 2.
Essa realidade que descumpre o Princípio da Igualdade e obriga a cada cidadão hastear a sua própria bandeira para que possa ser atendido nas suas demandas é ardilosamente perversa. Na história de “cada um por si e Deus por todos”, em que cada um faz força para um lado, a resultante dos vetores se anula e ninguém de fato recebe o que merece ou necessita. Enquanto labutam em suas lutas legítimas, o Estado brasileiro ‘senta e espera’ o desfecho para se pronunciar; o que, quase sempre, resulta em migalhas dadas sem nenhuma boa vontade.
A verdade é que os direitos básicos e humanos estão longe de atender ao mínimo necessário a qualquer cidadão brasileiro. Todos carecem de uma educação pública de qualidade. De uma saúde. De um transporte. De Segurança. ...Porque todos, com ou sem deficiência, são pagadores de impostos, trabalhadores que contribuem para o desenvolvimento do país. Então, como disse, a instituição da lei nos alegra e nos anima; mas, não é tudo. À teoria bem escrita no papel falta o poder de materializar-se no mundo real. Sem contar que, como diz o provérbio, “quem conta um conto aumenta um ponto”; ou seja, a interpretação das palavras depende dos olhos de quem as leem. Há toda uma subjetividade interpretativa nos meandros do direito e, porque não dizer, da própria sociedade.
Não, não é uma questão burocrática que simplesmente explica esse não fazer, ou esse não ‘entender’. Afinal, muito do que está ali no papel poderia facilmente ser posto em prática pela motivação do próprio bom senso, do próprio espírito humanitário e fraterno que habita em cada um de nós. No fundo, talvez seja a nossa visão ‘seletiva’, para não dizer egoísta, que nos impede de enxergar o mundo ao invés de apenas vê-lo. Leis, códigos, doutrinas, jurisprudências... são fundamentais como freios e contrapesos para uma sociedade que ainda se debate e rejeita o fato de coexistir; mas, pouco relevantes se não há vontade pura de mudar. Se nem as piores verdades da vida não são capazes de sensibilizar os seres humanos, o que dizer de palavras em folhas de papel? 
O chamado “mundo melhor”, igualitário, justo, ideal,... dependeria de uma dose de sacrifícios, de generosidade, de simplicidade, de um amor que nem todos estão dispostos a ofertar. E quando esses pensamentos me veem à mente não posso deixar de me lembrar do filme O Pianista, de 2002, baseado na autobiografia de mesmo nome, escrita pelo músico Polaco Władysław Szpilman. Naquelas duas horas e trinta minutos está um recorte profundamente reflexivo do bom e do mau presente no ser humano, ou seja, em nós. É um duro golpe da verdade, da vida como ela é (ou pode ficar quando menos se espera); um soco na boca do estômago para acordar qualquer um da indiferença, incapaz de não promover uma lágrima sequer no mais cético dos seres humanos. Então, assista... uma, duas, dez, quantas vezes forem necessárias para você compreender o que estou tentando lhe dizer. Se isso, ainda for insuficiente, peço que ligue agora a TV, ou o computador, ou abra o jornal do dia; pois, de um jeito ou de outro, você encontrará ali elementos suficientes para romper com seu casulo alienadamente blasé.   


1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm
2 artigo 5º - Constituição Federal de 1988.