quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

ARTIGO: Riscos socioeconômicos e ambientais são ofuscados por crescimento global

Em artigo, o economista-chefe da ONU e secretário-geral adjunto para o desenvolvimento econômico, Elliott Harris, alerta que os indicadores robustos da economia global estão ofuscando crescentes desafios econômicos, sociais e ambientais, que dificultam o progresso em direção aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas.
“Existem vários fatores de risco que podem interromper a atividade e provocar danos significativos às perspectivas de desenvolvimento no longo prazo. No ano passado, as disputas de política comercial se intensificaram, e as vulnerabilidades financeiras aumentaram à medida que a liquidez global se estreitou, lançando uma sombra sobre as perspectivas para 2019 e além”. Leia o artigo completo em https://nacoesunidas.org/artigo-riscos-socioeconomicos-e-ambientais-sao-ofuscados-por-crescimento-global/

Arquitetos dinamarqueses vão construir vila ecológica inspirada nos objetivos globais da ONU

Ao sul de Copenhague, na Dinamarca, dois escritórios de arquitetura se uniram para criar uma vila ecológica inspirada nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (ODS). Com 35 mil metros quadrados e 400 residências, o empreendimento deve começar a sair do papel ao final do ano. A ‘UN17 Village’ será o lar de 830 pessoas, incluindo idosos e crianças. O relato é da ONU Meio Ambiente.

OMS: ebola já matou mais de 460 pessoas nos últimos seis meses na RD Congo

Em balanço sobre os seis meses do surto de ebola na República Democrática do Congo, a diretora da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a África, Matshidiso Moeti, destacou a presença robusta da agência da ONU no país — são cerca de 500 funcionários que, em coordenação com o governo e instituições parceiras, já promoveram a vacinação de 69 mil pessoas contra o vírus.

IBC abre inscrições para primeiros cursos técnicos de nível médio

A partir de agora, o Instituto passa a oferecer educação especializada para pessoas com deficiência visual da pré-escola à Educação Profissional de nível médio.

Os editais que regem o processo seletivo para alunos foram publicados hoje (4) pelo Departamento de Educação do Instituto (DED), mesmo dia de início do período de inscrição, que vai até o próximo dia 12.
Serão oferecidos cinco cursos — dois integrados ao ensino médio, um integrado à Educação de Jovens e Adultos de nível médio e dois nas modalidades concomitante (para alunos que estejam cursando o ensino médio) e subsequente (para aqueles que já concluíram o ensino médio).  Os cursos são os seguintes (clique neles para acessar os respectivos editais):
Todos os cursos são voltados exclusivamente para pessoaas cegas e com baixa visão.  Os interessados devem fazer suas inscrições pessoalmente, no Departamento de Educação (DED), das 8 h às 12h e das 13h30 às 16h30. Não haverá atendimento aos sábados e domingos. 

Ainda é Férias na Ema Klabin: Oficina de Monotipia → Formas de registrar um jardim

Ainda é férias e a equipe do educativo preparou um encontro muito especial

Realizaremos uma oficina de monotipia começando com uma vivência na qual iremos recolher elementos do jardim como folhas e galhos secos, que serão utilizados como material para a Monotipia.
Essa técnica de gravura nos permitirá abrir um vasto campo de possibilidades expressivas e gráficas. Cada impressão possibilita a modificação dos efeitos.
Da mesma forma que cada gravura de monotipia é única, o momento presente também é único, individual e pode ser extremamente poético. Aproveite a nossa programação e venha experienciar esse momento!

Sábado, 23/02/2019 das 14:30 às 17:00
Gratuito
20 vagas por ordem de inscrição

TODOS JUNTOS: UMA ODE GLOBAL À ALEGRIA


TODOS JUNTOS: UMA ODE GLOBAL À ALEGRIA

Um ambicioso projeto mundial celebra a alegria de fazer música!
Renomadas orquestras de cinco continentes executam a Nona Sinfonia de Beethoven juntamente com música de cada cultura.

Marin Alsop regerá os nove concertos, começando em São Paulo em dezembro de 2019 e encerrando no Carnegie Hall em dezembro de 2020

A mezzo-soprano Joyce Di Donato cantará peças inéditas compostas por novaiorquinos de todas as idades no Zankel Hall, em abril de 2020

Projeto de Aprendizagem Artística une as comunidades para celebrar o poder da música 

Em comemoração aos 250 anos do nascimento de Beethoven, a  renomada regente Marin Alsop vai dirigir apresentações da Nona Sinfonia de Beethoven em cinco continentes, com nove aclamadas orquestras, como parte do projeto Todos Juntos: Uma Ode Global à Alegria (All Together: a Global Ode to Joy) – com duração de um ano inteiro, de dezembro de 2019 a dezembro de 2020. Reimaginando a Nona de Beethoven para o século 21, como um novo apelo por unidade, justiça e empoderamento, as diversas comunidades vão também compor novas músicas, interpretando audaciosamente as ideias da Ode à Alegria em resposta ao mundo de hoje e traduzindo o texto para as línguas locais.

“A Ode à Alegria estimula cada um a se levantar e afirmar seu valor neste mundo. Seu sentido essencial é acreditar em nossa força como seres humanos”, diz Marin. “Todos se sentirão unidos por essa experiência. E creio que esse é o elemento mais importante – por meio desse projeto vamos reunir diversas comunidades, e comunidades que normalmente não trabalham juntas.”

Todos Juntos: Uma Ode Global à Alegria oferece uma rara oportunidade para grandes instituições musicais de todo o mundo se unirem em torno de um único projeto. Cada orquestra participante vai reimaginar a experiência do concerto para a sua própria cultura, incorporando músicas recém-criadas ao lado da Nona e apresentando artistas da sua região. Em cada ocasião, a Ode à Alegria será traduzida para o idioma local. Os concertos acontecerão em São Paulo, Brasil; Londres, na Inglaterra; Baltimore, nos Estados Unidos; Wellington, na Nova Zelândia; Sidney, na Austrália; Viena, na Áustria; Durban e Johanesburgo na África do Sul; e Nova York, nos Estados Unidos.

"Os projetos de aprendizado artístico têm o poder de inspirar o diálogo e unir as comunidades", diz Clive Gillinson, diretor executivo e artístico do Carnegie Hall. “Devido a seu alcance global, este projeto tem o potencial de lançar luz sobre todo o trabalho inspirador e cheio de imaginação que ocorre em instituições parceiras no mundo todo, fortalecer conexões entre continentes e apresentar uma visão verdadeiramente única e motivadora da Ode à Alegria de Beethoven."

Como parceiro principal, o Carnegie Hall apresentará o concerto final no Stern Auditorium / Perelman Stage em 6 de dezembro de 2020. Enraizado na atmosfera vibrante da cidade de Nova York e conectado a cada um dos outros locais do mundo, o concerto contará com artistas de todas as idades, assim como músicos convidados de vários gêneros, apoiados por um coral de 300 pessoas oriundas de todos os bairros da cidade.

Antes da apresentação no Carnegie Hall em dezembro, os compositores da cidade de Nova York e a   mezzo-soprano Joyce DiDonato darão um concerto de comemoração no Zankel Hall em 5 de abril de 2020, apresentando essas novas composições. Em diversos locais do mundo todo, outros artistas apresentarão suas próprias versões da Nona Sinfonia – talvez a mais conhecida de todas as obras de música clássica jmais composta.

“Para mim, a Nona Sinfonia de Beethoven é uma peça revolucionária. Mudou a história da música clássica, sem dúvida, mas é também uma peça que rompeu barreiras", afirma a regente. “Esse sentimento de rebeldia e esse senso de relevância sempre me pareceram únicos. Ter a oportunidade de comemorar os 250 anos do nascimento de Beethoven dessa maneira, reimaginando sua sinfonia – acho que ele iria adorar.”

Os concertos finais em diversos países do mundo terão início em dezembro de 2019 e continuarão durante todo o ano seguinte, em cidades da América do Sul, Europa, Austrália, Nova Zelândia, África e América do Norte.

Osesp /Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo
12-13-14-15 de dezembro de 2019
Explorando o legado da escravidão no Brasil – pensando nas analogias entre o poema de Schiller e obras dos antiabolicionistas brasileiros, como Castro Alves – e conscientes das repercussões dessa história até os dias de hoje, a apresentação incluirá um canto de capoeira da Bahia e música contemporânea – de Paulo Costa Lima e Clarice Assad –, executada entre os movimentos da Nona Sinfonia de Beethoven, e contará com uma nova tradução da Ode à Alegria para o português, encomendada ao Diretor Artístico da Osesp, Arthur Nestrovski. O concerto final será realizado ao ar livre, no vão do Masp (Avenida Paulista). Material didático especial será distribuído ao longo do ano às cerca de 30.000 crianças e 1.000 professores que frequentam concertos, ensaios e outras atividades na Sala São Paulo.

Londres, Southbank Centre
16 de abril de 2020
Composto por jovens de toda a Grã-Bretanha, um coral de 250 pessoas dará uma nova interpretação em inglês do famoso texto, criado em um projeto de redação comunitária. Executada pela Orquestra Jovem Nacional da Grã-Bretanha (Orquestra Associada do Southbank) juntamente com jovens músicos de toda a cidade de Londres, a apresentação reunirá mais de 400 artistas no palco do Royal Festival Hall.

Orquestra Sinfônica de Baltimore 11 a 14 de junho de 2020
Apresentando uma nova tradução encomendada a Wordsmith, um rapper e músico de Baltimore, essa versão incluirá um novo arranjo de “Lift Every Voice and Sing”, spiritual criado como poema por James Weldon Johnson, em diálogo com Ode à Alegria, um novo trabalho encomendado à compositora indígena-americana Reena Esmail, e contando ainda com música de passagem, composta por artistas da rica comunidade musical de Baltimore, em concertos regidos pela Diretora Musical da Sinfônica de Baltimore, Marin Alsop.

Orquestra Sinfônica da Nova Zelândia
26  e 28 de Julho, e 01 de Agosto de 2020
As apresentações vão contar com uma tradução para o idioma maori da Ode à Alegria e peças inéditas, encomendadas a compositores neozelandeses. Vários corais de jovens e de escolas vão se unir à orquestra nas apresentações em diversos locais do país.

Sinfônica de Sydney
7 e 9 de Agosto de 2020
Essas performances da Nona de Beethoven celebrarão a rica herança multicultural e indígena da Austrália, com membros dos corais comunitários de Sydney e música dos Povos Primitivos (First Nations) do país.

ORF – Orquestra Sinfônica da Rádio de Viena 16 de outubro de 2020
A nova Regente Titular Marin Alsop regerá a ORF - Orquestra Sinfônica da Rádio de Viena em uma performance da Nona de Beethoven na cidade onde foi apresentada pela primeira vez. O concerto, a se realizar na Wiener Konzerthaus, contará com as crianças da Superar, iniciativa comunitária educacional localizada no bairro de Favoriten, em Viena, em diálogo com músicos de todo o mundo.

Orquestra Filarmônica de Johanesburgo
18 e 19 de novembro, 2020
Essas apresentações contarão com solistas da orquestra KwaZulu-Natal e a Ode à Alegria cantada em tradução para o idioma zulu.

Orquestra Sinfônica de KwaZulu-Natal
22 de novembro de 2020
Essa apresentação incluirá uma tradução para o idioma zulu e a presença de membros dos Coros das Comunidades, que cantarão no palco junto à orquestra.

Carnegie Hall
6 de dezembro de 2020
O concerto final no Carnegie Hall apresentará uma orquestra composta pelos mais promissores instrumentistas do futuro, acompanhados por um coral de 300 vozes, com cantores de todas as idades, oriundos dos mais variados bairros de Nova York. Será cantada uma nova tradução da Ode à Alegria, criada pela laureada poeta americana Tracy K. Smith.

Saiba mais sobre Todos Juntos: Uma Ode Global à Alegria (All Together: A Global Ode to Joy) no site carnegiehall.org/AllTogether.e no site da Osesp: www.osesp.art.br

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Todos Juntos: Uma Ode Global à Alegria (All Together: A Global Ode to Joy) é o mais novo de uma série de projetos de aprendizado artístico apresentados pelo WMI - Weill Music Institute, do Carnegie Hall. São concebidos para reunir estudantes de música a artistas de nível internacional para atividades de exploração musical, enquanto se preparam para apresentar uma obra importante.
Projetos anteriores abordaram A Sagração da Primavera, de Stravinsky (2007, em parceria com o Projeto Educacional da Filarmônica de Berlim); Carmina Burana de Carl Orff (2012); La Pasión según San Marcos, de Osvaldo Golijov (2013); e a Sacred Music de Duke Ellington (2014, em parceria com o projeto Jazz no Lincoln Center). A regente Marin Alsop já dirigiu anteriormente três projetos de Aprendizado Artístico do WMI, inclusive a Missa de Leonard Bernstein (2008); Too Hot to Handel (2010), uma releitura do Messias de Händel influenciada pela musica gospel (recentemente apresentada com grande sucesso pela Osesp, com Marin, em São Paulo); e o Somewhere Project (2016), recriação de West Side Story passada em toda a cidade de Nova York.

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Sobre os Artistas

Marin Alsop é uma voz inspiradora e poderosa na cena musical internacional, uma diretora musical com distinção e visão próprias, que acredita apaixonadamente que “a música tem o poder de mudar vidas”. É reconhecida em todo o mundo por sua abordagem inovadora na programação musical e por seu profundo comprometimento com a educação e com o desenvolvimento de públicos de todas as idades. Desde 2007 é diretora musical da Orquestra Sinfônica de Baltimore, onde já teve duas extensões em seu contrato, agora confirmado até 2021. Exercendo sua liderança artística em Baltimore, Marin já criou várias iniciativas arrojadas: "OrchKids", para os jovens da cidade, e "BSO Academy" e a "Rusty Musicians" para músicos adultos amadores. Em 2012 tornou-se regente titular e diretora musical da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, com contrato agora estendido até o final de 2019, quando se tornará regente de honra. Em setembro de 2019 se tornará regente principal da ORF – Österreichischer Rundfunk-Symphonieorchester (Orquestra da Rádio de Viena). Já recebeu o prestigioso prêmio da MacArthur Foundation, é membro honorário da Royal Academy of Music e da Royal Philharmonic Society e diretora deo programa de pós-graduação em regência no Johns Hopkins Peabody Institute (Baltimore). Fez seus estudos na Juilliard School e na Universidade de Yale, que lhe concedeu o titulo de Doutora Honoris Causa em 2017.

Nascida no Kansas, Joyce DiDonato vem encantando o público e os críticos pelo mundo afora em óperas que variam de Mozart e Händel a Rossini, Donizetti, Berlioz e Jake Heggie. Agraciada com o Prêmio Olivier de 2018 por “Outstanding Achievement” (Realização Extraordinária) na categoria Ópera, é vencedora de vários prêmios Grammy e uma ferrenha defensora das artes. Artista exclusiva do selo Erato/Warner Classics, o mais recente título de sua aclamada discografia é Les Troyens, de Berlioz, que ganhou o prêmio de Melhor Gravação Completa de Ópera no International Opera Awards de 2018 e o Prêmio de Ópera da BBC Music Magazine de 2018, e foi indicado ainda na categoria Ópera para os prêmios da revista Gramophone deste ano. Seus álbuns solo incluem In War & Peace, vencedor de um prêmio Gramophone de 2017; Stella di Napoli; Diva Divo, vencedor do Grammy; e Drama Queens. Nesta temporada, o selo Erato/Warner Classics lança dois novos álbuns da renomada cantora: Songplay e Into the Fire. Artista do programa "Carnegie Hall Perspectives" na temporada 2019-20, Joyce DiDonato é parceira de longa data do Weill Music Institute. Sua primeira série "Perspectivas" constou da temporada 2014-2015 do Carnegie Hall, com masterclasses e atividades com cantores do ensino médio de Nova York que participam do programa "Count Me In" do WMI. Na primavera de 2018, contribuiu com seu renomado talento vocal para Hopes and Dreams: The Lullaby Project, do selo Decca Gold (Grupo Verve). O emocionante álbum é uma coleção de canções escritas por novaiorquinos que participam do Projeto Lullaby (Canção de Ninar) do Carnegie Hall, gravadas por um impressionante número de artistas internacionais de renome.

Sobre o Weill Music Institute do Carnegie Hall

O Weill Music Institute (WMI) do Carnegie Hall cria programas visionários que incorporam o compromisso dessa sala de concertos com a educação musical, desempenhando papel central em sua missão de tornar a música erudita acessível ao maior número de pessoas possível. Com acesso inigualável aos maiores artistas do mundo, os programas da WMI são concebidos para inspirar públicos de todas as idades, cultivar os talentos musicais de amanhã e aproveitar o poder da música para fazer uma diferença significativa na vida das pessoas. Como parte da temporada de concertos do Carnegie Hall, esses programas facilitam a expressão criativa, desenvolvem habilidades e capacidades musicais em todos os níveis e incentivam os participantes a criar uma conexão pessoal duradoura com a música. O Weill Music Institute gera novos conhecimentos através de pesquisas originais e se compromete em devolvê-los à comunidade e às artes, compartilhando on-line, gratuitamente, uma extensa gama de recursos de educação musical e materiais de programa com professores, orquestras, organizações artísticas e amantes da música em todo o mundo. Mais de 600 mil pessoas participam anualmente dos programas do WMI por meio de parcerias nacionais e internacionais, em escolas e ambientes comunitários de Nova York, assim como no Carnegie Hall. Aí se inclui meio milhão de estudantes e professores de todo o mundo envolvidos no programa de educação musical da WMI, "Link Up", para alunos de 8 a 11 anos de idade, possibilitado por meio de parcerias do Carnegie Hall com mais de 115 orquestras nos Estados Unidos, do Alasca à Flórida, e também internacionalmente em projetos conjuntos com o Brasil, Canadá, China, Colômbia, Espanha, Japão e Quênia.

Para mais informações, visite: carnegiehall.org/Education

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

"Não existem sonhos impossíveis para aqueles que realmente acreditam que o poder realizador reside no interior de cada ser humano. Sempre que alguém descobre esse poder, algo antes considerado impossível, se torna realidade". Albert Einstein

10, 9, 8, 7, 6...


Por Alessandra Leles Rocha


Lá se vão quase quatro décadas e a sensação que tenho é de que ainda aspiramos (ou esperamos) por “uma vida melhor no futuro”, a partir da percepção de quem vê “a vida por cima de um muro de hipocrisia que insiste em nos rodear” 1.  Principalmente, nesse findar anual. O velho e roto hábito de postergar ao amanhã, fazendo “vista grossa” desde os sonhos mais singelos até a própria existência.
Mas, ao transferir as transformações ao destino, ao acaso, ao Ano Novo, ou “a quem possa interessar”, nos abstemos do nosso protagonismo na defesa de nossos próprios sonhos e convicções e nos mantemos assistindo ao festival de hipocrisias que continuam insistindo em nos rodear.
A grande questão é que essa nossa eterna abstenção não garante, de forma alguma, nos afastar dos incômodos sociais a que fomos expostos. Por detrás das aparências há sempre uma (in) consciência pulsante. Por isso, quanto mais ela dói, incomoda, desagrada,... mais aumenta a vontade de sair por aí desejando esperança por dias melhores, como se isso bastasse.
Pena que não basta. Romper o casulo, trocar de pele, rasgar a fantasia, no tocante ao mais profundo d’alma é isso que de fato encurta o caminho para esse futuro melhor. Arregaçar as mangas pra valer. Se posicionar diante da sua verdade e não a dos outros; pois, o futuro melhor começa no nosso próprio quintal. E isso me faz lembrar as palavras da escritora Chimamanda Ngozi Adichie, “a história sozinha cria estereótipos, e o problema com os estereótipos é que não é que eles não são verdadeiros, mas que eles são incompletos. Eles fazem uma história se tornar a única história”.
A sociedade atual parece um cachorro correndo atrás do próprio rabo; tentando se encaixar, se moldar a esse ou aquele padrão, ou interesse, ou ideologia. As pessoas parecem não pensar mais com a própria cabeça, como se entregues a um “efeito manada”; de modo que, gradativamente, um vazio existencial e comportamental começasse a lhes corroer. Há um desgaste físico e moral tão grande nessa “maratona” em busca da aceitação e do pertencimento social que elas estão cada vez mais doentes e desorientadas.
Se por um lado à tecnologia colocou cada um no seu casulo pessoal e intransferível, por outro, isso não impediu que esses bilhões de casulos passassem a coexistir se exibindo e imitando uns aos outros. Tudo em nome da opinião alheia e, então, de repente, o individualismo se massificou! Em uma relação de amor e ódio, os “Eus” se aplaudem e se estranham nesse rito social, fazendo a solidão ecoar sem limite e o singular ser de um pluralismo replicante sem precedentes.
E diante disso, penso que talvez a humanidade esteja, no fim das contas, mais a espera do que cultivando a própria esperança, ou seja, no aguardo vão, na passividade inerte, ao invés da confiança ativa de que algo bom e melhor possa acontecer a partir de si mesmo.  Por isso, permita-se SER; segundo as palavras de Simone de Beauvoir, “mude a sua vida hoje. Não deixe para arriscar no futuro, aja agora, sem atrasos”.
Um mundo melhor, uma vida melhor, começa na perspectiva do seu olhar, do seu entendimento. Só você pode moldar o seu próprio barro, escrever a sua própria história. Não somos papel carbono. Não somos carimbos. 10, 9, 8, 7, 6...:Hoje o tempo voa, amor / Escorre pelas mãos / Mesmo sem se sentir / Não há tempo que volte, amor / Vamos viver tudo que há pra viver / Vamos nos permitir" 2.




1 Tempos Modernos – Lulu Santos (1982). Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=MDkU8dYHCwk.
2 Idem. 

sábado, 1 de dezembro de 2018

"Quero fim de ano, pés descalços na areia, a brisa do mar, fim de tarde tranquilo, música boa, sem relógio, despertador ou qualquer coisa que me mostre o tempo passando. Quero sair de noite olhar pro céu e ver estrelas, ter tempo pra ver como a lua é bela, observar pessoas, rir, chorar, pensar, viver, cantar, sentir. Preciso de um tempo, preciso me reencontrar em novos caminhos e preciso disso agora..." Caio Fernando Abreu

Dezembros...


Por Alessandra Leles Rocha


Dezembro se inicia hoje; mas, há alguns dias tenho observado as pessoas e percebido o nítido frisson que toma conta dos seres humanos nessa aproximação do fim do ano. É engraçado, porque diante de todas as tentativas humanas de se controlar o tempo e fazê-lo subserviente às suas vontades, as pessoas se rendem aos apelos da mais pura repetição. Ora, o que é o fim do ano senão mais um ciclo que se finda?
E todos nós sabemos que isso vai acontecer, porque essa contagem do tempo é uma criação humana. No entanto, cada vez que se renova esse movimento de resgate e transformação, os Dezembros se moldam diferentes. Como disse Heráclito de Éfeso 1, “não cruzarás o mesmo rio duas vezes, porque outras são as águas que correm nele”. O que chama atenção é como esse mesmo processo, ano a ano, é realmente capaz de desencadear ou intensificar uma série de diferentes e inovadoras sensações e sentimentos.
De repente, começo a pensar que Dezembro é a nossa primavera! Impactada pelos solavancos do inusitado, soterrada lentamente debaixo de uma ferrugem proveniente das agruras do cotidiano, a alma aguarda o tempo para renascer e revelar o esplendor das suas mudanças.
Então, esse é o tempo de se fazer um balanço da vida. Vitórias. Derrotas. Conquistas. Fracassos. Ilusões. Desilusões. ...um olhar mais intenso e sincero para tudo o que está além do espelho. Depois de uma longa jornada a casca está em farrapos e a verdade do que fomos e fizemos está desnuda.
Não, não há como fugir. Não há como mentir. Não há como se esconder. Por isso, Dezembros nos tornam frágeis; crianças em busca de colo e de afago. Os encantos do mundo, as luzinhas multicoloridas, os presentes, o corre-corre pelas cidades... de uma forma ou de outra nos revolvem os terrenos do espírito em busca do preenchimento de tantos vazios que estavam ocultos pela inabilidade de priorizar o essencial.
Mas, nem só de materialismo vive o ser humano. Nessa catarse de Dezembro há espaço para a fé; nosso lado mais íntimo e pessoal, o qual reside na força magnânima do divino. É o afago que não se vê não se explica; apenas, se sente. Mas, que dispõe de uma intensidade tão surpreendente que, não raras às vezes, traduz o intraduzível aos pobres mortais.
Por isso, geralmente, Dezembros nos tornam mais doces, mais dóceis, mais gente. Capazes de externar nossa capacidade humana de ser generoso, fraterno, altruísta..., visibilizando seres e coisas que nossa cegueira ocultou por tantas passagens dos ponteiros.  Afinal, enquanto chama viva, a fé precisa desse calor que compartilha o pão e a alma em todas as suas dimensões.
Ora, mas é preciso entender que Dezembros não são contrições que nos absolvem para retornar ao ponto dessa breve pausa. Dezembros precisam e devem ser o ponto alto de mudanças que sinalizem nossa evolução. E evoluir não é tarefa fácil e possível para um único Dezembro. Precisamos de muitos; mas, sobretudo, da vontade efetiva de fazer diferente, de ser diferente. E isso envolve diretamente o modo como você se relaciona com o material e o imaterial da vida, ou seja, o peso que você atribui ao TER e ao SER.  

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Tenha um ótimo dia!

Violência contra as mulheres é ‘pandemia global’, diz chefe da ONU

Em evento na sede da ONU, em Nova Iorque, o secretário-geral António Guterres afirmou na segunda-feira (19) que o mundo só vai se orgulhar de ser “justo e igualitário” quando as mulheres puderem viver livres do medo e da insegurança cotidiana.
Encontro marcou o lançamento da campanha #HearMeToo ou #MeEscuteTambém, que pede apoio às vítimas de violência de gênero, a fim de garantir que suas vozes e histórias sejam ouvidas, em vez de desacreditadas.
Em evento na sede da ONU, em Nova Iorque, o secretário-geral António Guterres afirmou na segunda-feira (19) que o mundo só vai se orgulhar de ser “justo e igualitário” quando as mulheres puderem viver livres do medo e da insegurança cotidiana. Chefe da Organização condenou a violência de gênero, descrita pelo dirigente como “uma pandemia global”.
“É uma afronta moral a todas as mulheres e meninas, e a todos nós, uma marca vergonhosa em todas as nossas sociedades”, criticou Guterres em encontro de ativistas e especialistas para marcar o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra a Mulher. A data é lembrada em 25 de novembro.
“No seu âmago, a violência contra as mulheres e meninas, em todas as suas formas, é a manifestação de uma profunda falta de respeito, o fracasso dos homens em reconhecer a igualdade e a dignidade inerentes às mulheres. É um problema de direitos humanos fundamentais”, completou o secretário-geral.
A autoridade máxima das Nações Unidas lembrou que violações motivadas por questões de gênero podem assumir diferentes faces: violência doméstica, tráfico de pessoas, violência sexual em situações de conflito, casamento infantil, mutilação genital e feminicídio.
“Essa também é uma questão profundamente política. A violência contra as mulheres está ligada a questões mais amplas de poder e controle nas nossas sociedades. Vivemos num mundo dominado pelos homens. As mulheres se tornam vulneráveis à violência por meio das múltiplas maneiras pelas quais nós as mantemos em (condições de) desigualdade”, ressaltou Guterres.
O chefe da ONU acrescentou que “quando as instituições deixam de acreditar nas vítimas, permitem a impunidade ou deixam de implementar políticas de proteção, elas enviam uma mensagem bem forte de que toleram e permitem a violência”.
Também presente no encontro em Nova Iorque, a presidenta da Assembleia Geral das Nações Unidas, Maria Fernanda Espinosa, alertou que 35% das mulheres em todo o mundo já sofreram algum tipo de violência física ou sexual. Em 38% dos homicídios de mulheres, o assassino é um parceiro íntimo da vítima.
“É um triste reflexo em todas as comunidades, países e nas Nações Unidas de que o mundo ainda está longe de alcançar a meta de acabar com a violência contra mulheres e meninas”, lamentou a dirigente.

ONU lança campanha #MeEscuteTambém em apoio às vítimas de violência

O encontro na ONU marcou o lançamento da campanha anual 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres. As ações de conscientização têm início normalmente no 25 de novembro e seguem até 10 de dezembro, Dia dos Direitos Humanos. Em 2018, a iniciativa tem como tema o apelo #HearMeToo ou #MeEscuteTambém, na tradução em português. A proposta das Nações Unidas é expressar apoio às milhares de vítimas de assédio sexual e outros tipos de abuso, muitas das quais vieram a público ao longo do ano passado para denunciar agressões.
“É um chamado para ouvir e acreditar nas sobreviventes, colocar fim à cultura de silêncio e que a nossa resposta tenha como foco as sobreviventes. Deve-se deixar de questionar a credibilidade da vítima. Em vez disso, deve-se centrar na prestação de contas do agressor”, explicou a diretora-executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka, no evento em Nova Iorque.
Segundo a dirigente, a estratégia de mobilização visa honrar e amplificar as vozes das pessoas – da dona de casa, no seu lar, a uma aluna que sofre abuso do seu professor, de uma secretária de escritório a uma atleta ou uma estagiária em uma empresa.
A campanha #MeEscuteTambém vai na esteira de movimentos globais recentes, como o #MeToo (#EuTambém), #NiUnaMenos, #TimesUp e #BalanceTonPorc.
Ao trazerem à tona casos generalizados e ocultos de violência de gênero, essas manifestações “reverteram o isolamento em sororidade mundial”, disse a chefe da ONU Mulheres.
“Graças a essas ações, estão sendo exigidas as responsabilidades dos agressores e se expõe a prevalência da violência num espectro que envolve desde a alta direção até o chão da fábrica.”
Mlambo-Ngcuka explicou que a verdadeira proporção da violência de gênero é desconhecida porque o medo de represálias, os efeitos da desconfiança e o estigma associado às vítimas “silenciaram as vozes de milhões de sobreviventes”. O resultado é a distorção da real dimensão do “contínuo horror” que as mulheres sofrem.
“Aquelas pessoas que se manifestaram nos ajudaram a entender melhor como o assédio sexual tem sido normalizado e até mesmo justificado como uma parte inevitável da vida de uma mulher. A sua generalização, mesmo dentro do Sistema das Nações Unidas, contribuiu para que seja percebido como um problema menor, que pode ser passado por cima ou até mesmo tolerado. Assim, apenas os casos mais atrozes têm tido o esforço para empreender o árduo caminho da denúncia. É um círculo vicioso que deve terminar”, avaliou a dirigente.
A chefe da ONU Mulheres pediu o fim da impunidade dos crimes cometidos contra as mulheres – o que envolve engajar instituições do Estado e também do setor privado.
“Poucos casos são relatados à polícia. Menos ainda são os casos com penalidades, dos quais somente alguns são de prisão. A polícia e as instituições judiciais devem levar muito a sério as denúncias e dar prioridade à segurança e ao bem-estar das sobreviventes, por exemplo, por meio de medidas inclusivas, como mais mulheres policiais para atender às denúncias de violência apresentadas pelas mulheres”, defendeu Mlambo-Ngcuka.
A dirigente também cobrou que as legislações reconheçam o assédio sexual como “uma forma de discriminação contra as mulheres e uma violação dos direitos humanos”. “Também quem oferece emprego, em todos os países, pode influenciar decisivamente a propor padrões de comportamento que promovem a igualdade de gênero e tolerância zero para qualquer tipo de abuso”, completou a oficial das Nações Unidas.
A ONU Mulheres está na linha de frente do combate a agressões motivadas por questões de gênero. Por meio do Fundo Fiduciário pelo Fim da Violência contra as Mulheres, a agência levou assistência a mais de 6 milhões de pessoas no ano passado.
O organismo também implementa o projeto Spotlight, um programa em parceria com a União Europeia que já angariou 500 milhões de euros para erradicar a violência contra as mulheres. Em nível nacional e local, a instituição promove boas práticas para garantir cidades e espaços públicos seguros. A ONU Mulheres também atua dentro das Nações Unidas para enfrentar o abuso sexual e de poder dentro da Organização.

Especialistas pedem mudança cultural e econômica para promover igualdade entre homens e mulheres

Na América Latina e Caribe, mulheres recebem 16,1% menos que os homens empregados na mesma função. Desigualdades foram tema de seminário realizado neste mês (12) em Santiago, no Chile. Organizado pelo Banco Mundial e pela Comissão Econômica da ONU para a região, a CEPAL, o evento debateu estratégias para promover o empoderamento econômico das mulheres.
Marcos normativos são necessários, mas não suficientes para alcançar uma igualdade substancial entre homens e mulheres na América Latina e Caribe, afirmaram especialistas em seminário realizado neste mês (12) em Santiago, no Chile. Organizado pelo Banco Mundial e pela Comissão Econômica da ONU para a região, a CEPAL, o evento debateu estratégias para promover o empoderamento econômico das mulheres.
Em nível regional, mulheres recebem 16,1% menos que os homens empregados na mesma função. Quando considerada a força de trabalho feminina, 51,4% das profissionais com emprego estão em setores de baixa produtividade, com condições trabalhistas precárias. Segundo a CEPAL, 11% das mulheres trabalhadoras são empregadas domésticas.
Em países latino-americanos e caribenhos, apenas 52% das mulheres estão inseridas no mercado de trabalho. Entre os homens, o índice chega a 76,6%.
“A atual conjuntura econômica e as perspectivas para 2019 são pouco favoráveis para que os cidadãos em geral, e em especial as mulheres, alcancem uma maior autonomia econômica. É por isso que nos empenhamos em romper o silêncio estatístico em relação ao trabalho total das mulheres e à desigualdade de renda, de riqueza e de acesso pleno ao mundo do trabalho com todos os direitos”, afirmou a chefe da CEPAL, Alicia Bárcena, durante a abertura do seminário.
Na avaliação da dirigente, “a desigualdade de gênero, além de ser injusta, é profundamente ineficiente”.
“É um obstáculo que conspira contra o desenvolvimento sustentável. É ineficiente que, na América Latina e Caribe, as mulheres tenham níveis de ensino maiores que os homens e enfrentem discriminações nos mercados de trabalho”, explicou a autoridade máxima da CEPAL.
Segundo Bárcena, as capacidades das mulheres estão sendo desperdiçadas. Além disso, profissionais são impedidas de chegar aos cargos executivos. Isso é “uma limitação para a produtividade de nossos países”, enfatizou a chefe da comissão.
“A igualdade de gênero contribui para criar ambientes trabalhistas diversos, para impulsionar a inovação e fechar lacunas estruturais”, completou a dirigente.
Também presente no evento, o gerente-geral de Operações do Banco Mundial para Bolívia, Chile, Equador e Peru, Boris Utria, cobrou que legislações sobre igualdade de gênero sejam complementadas com o financiamento de iniciativas para promover mudanças culturais.
“Não acredito que exista um tema mais importante e urgente no mundo que essa mudança cultural em relação à mulher, essa inclusão econômica, social, política e cultural da mulher”, afirmou o dirigente.
Em mensagem de vídeo para o seminário, a vice-presidenta sênior e assessora jurídica do Banco Mundial, Sandie Okoro, disse que o organismo financeiro vê a igualdade de gênero como “uma solução para o desenvolvimento transversal, para acabar com a pobreza extrema e promover a prosperidade compartilhada”.
A especialista elencou diferentes áreas que merecem mais políticas para eliminar as disparidades em relação aos homens.
“Quando mulheres são protegidas da violência doméstica, sua expectativa de vida aumenta. Onde existem serviços públicos de cuidado infantil, as mulheres têm mais probabilidades de ter um emprego. Onde existem fortes direitos de propriedade, mais mulheres ocupam cargos de direção nas empresas. E onde a lei proíbe a discriminação de gênero no acesso ao crédito, mais mulheres têm contas em instituições financeiras.”
A ministra da Mulher e Igualdade de Gênero chilena, Isabel Plá, argumentou que a defesa da igualdade é fundamentada numa crença na justiça.
“Mas também fazemos isso porque (ela) é um veículo de progresso inevitável. As desigualdades em matéria de gênero são ineficientes, são um obstáculo para a vocação de progresso que temos que renovar em nossa região”, completou a chefe da pasta.
Atualmente, a CEPAL apoia os países na execução da Estratégia de Montevidéu para a Implementação da Agenda Regional de Gênero, um plano acordado pelos países da América Latina e Caribe em 2016. O primeiro dos dez eixos de implementação aborda os marcos normativos sobre igualdade para as mulheres. O documento também prevê ações nas áreas de institucionalidade, participação, fortalecimento de capacidades, financiamento, comunicação, tecnologia, cooperação, sistemas de informação, monitoramento, avaliação e prestação de contas.