quinta-feira, 28 de julho de 2016

Sempre é tempo para pensar!

2001, 2010,... – Talvez, algum dia, faremos contato!


Por Alessandra Leles Rocha


Planeta Terra. Aqui residem mais de sete bilhões de seres humanos. No entanto, entre a capacidade de progresso e a influência nociva da barbárie intrínseca ao seu próprio DNA, esse contingente se perde na manutenção bem sucedida de sua própria espécie.  
Diante da capacidade de apartar a si mesma em grupos a partir de seus próprios conceitos – homem, mulher, branco, negro, jovem, velho, rico, pobre etc. -, a humanidade vem ao longo dos séculos colocando em risco a sua força natural, na medida em que se afasta do essencial, ou seja, a existência de uma única raça, a humana.
E esse movimento segregador contribui significativamente para o fomento da ideia das chamadas minorias sociais, subgrupos dentro da sociedade que são considerados diferentes do grupo dominante e, que por essa razão passam a não participar, em igualdade de condições, da vida social.
Como disse Albert Einstein, no livro COMO VEJO O MUNDO, “O Aspecto Mais Grave da Segregação - Parece ser fato geral, que as minorias — em especial aquelas cujos indivíduos têm características físicas diferentes — sejam tratadas pelas maiorias, entre as quais vivem, como classes humanas inferiores. O que este destino tem de trágico não reside apenas no prejuízo que naturalmente advém para essas minorias sob o aspecto econômico e social, mas também ao fato de os indivíduos, vivendo nestas condições, se renderem geralmente — devido à influência sugestiva da maioria —àquele preconceito sobre o seu valor, e acabarem considerando os seus semelhantes como inferiores. Esta segunda parte e a mais grave do mal, pode ser suprimida por uma mais estreita união e por uma educação deliberadamente esclarecida da minoria, para assim se conseguir a libertação espiritual da mesma”.
O que essa ideologia faz, na verdade, é colaborar significativamente para o enfraquecimento coletivo da sociedade. Quando cada um desses ‘subgrupos’ luta isoladamente pela igualdade de direitos é como se esses direitos não lhes pertencessem automaticamente; portanto, como se eles não fossem parte integrante e integrada à raça humana e precisassem constantemente reivindicar a sua sobrevivência e a sua dignidade.
Nesse sentido, um dos mecanismos que mais se aflora no intuito de mantê-los apartados são as diversas formas de violência disseminadas. A violência contra qualquer ser humano é um ato de intimidação e de controle arbitrário da sociedade. E quando a população passa a visibilizar essas ações em relação a determinados grupos, indiretamente há uma acentuação ao caráter discriminador a eles; como, se não se tratasse de algo que fere e oprime a coletividade como um todo.
Não nos esqueçamos do que diz a Declaração Universal dos Direitos Humanos, em seu artigo 3º: Todas as pessoas têm direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal”. Nessas palavras não há nenhum determinante de categorização ou de exclusão; apenas, fala-se em todos, sem distinção. Isso porque não existe uma vida que valha mais ou menos, ou que seja mais ou menos importante. Aliás, pensamentos que apartam, que segregam, que humilham, só nos fazem pensar nos horrores da Segunda Guerra Mundial, uma herança maldita de atos abomináveis e completamente desumanos.
É por isso, que não se pode permitir reafirmar a crença de que existam pequenas ou grandes violências; porque isso não é verdade. Em nome de ‘pequenos’ ou ‘pseudopoderes’ ninguém pode atentar contra a vida, a liberdade e a segurança do outro; no entanto, é exatamente isso que a humanidade tem se permitido fazer a todo instante.
Em nome do ‘eu posso’ é que todas as leis, códigos, doutrinas e regulamentos são negligenciados. O que fora criado pela própria sociedade, como consenso coletivo e freio aos abusos individuais, vê-se claramente que não é o suficiente para inibir ou coibir nenhum ser humano de agir pela própria razão. É como se não houvesse nada capaz de fazê-lo pensar em curto, em médio e em longo prazo. Como se não houvesse reações a suas ações. É desse modo, por exemplo, que pessoas optam por ingerir bebidas alcoólicas e entorpecentes e dirigir em alta velocidade. Ou passar mensagens pelo celular enquanto dirigem.
Entretanto, esses comportamentos não demonstram apenas o desinteresse pela vida e bem-estar do outro; mas, de si mesmo.  Enquanto nos chocamos com a barbárie explícita dos terroristas (mundo afora), bem debaixo do nosso nariz ela faz pequenos rasgos no equilíbrio da nossa vida, da sociedade. É fundamental compreendermos, de uma vez por todas, que a violência, seja ela qual for, é perturbadora da paz, da coexistência, da sobrevivência humana.
Por mais fácil que pareça ser nos sensibilizarmos com o que está distante, a nossa vida, o nosso cotidiano é aqui e agora e, é nele, que precisamos centrar foco. Uma mudança que parta de uma análise contínua de nossos valores e comportamentos. Segundo a filosofia Budista, “Somos o que pensamos. Tudo o que somos surge com nossos pensamentos. Com nossos pensamentos, fazemos o nosso mundo”.
Não se esqueça, como disse a estilista francesa Coco Chanel, “Quantas preocupações desaparecem quando a gente se preocupa não em ser alguma coisa, mas em ser alguém”. 

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