quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Educação & Cidadania: Oficina provoca interação de escrita e braile

Os deficientes visuais utilizam o sistema de braile para decodificar formas e palavras, porém não há muita interação de materiais impressos e em relevo. A oficina Novos Olhares, Outras Leituras, do Festival de Verão da UFMG, vai oferecer atividades para trabalhar com as duas formas de compreensão de textos.
Coordenadas pela professora e artista plástica Maria José Boaventura, as atividades buscam desenvolver a percepção e a interpretação de textos e imagens, ampliando as possibilidades de apreensão. "A leitura em braile requer algumas distâncias e proporções que constituem nova linguagem", explica a professora. Para ela, a interação de textos impressos e em braile é essencial. "Quem vê tem muito a aprender, porque os deficientes mostram que há outras formas importantes de leitura", completa.
O curso utilizará textos de domínio público, como os haicais, poemas curtos de origem japonesa. "O sistema de braile ocupa muito espaço, mas com textos pequenos é possível ter uma obra com as duas linguagens", afirma Boaventura.
A adaptação de ilustrações para deficientes visuais também é especial, já que o contorno deve ser claro e simples, apresentar certa textura e ter poder de síntese, para que os traços não pareçam confusos.
A oficina está aberta a interessados, com cegueira total, parcial ou visão normal, em leitura e ilustração, inclusive em braile. As inscrições podem ser feitas no site da Fundep. As atividades serão realizadas no prédio da Face. Os alunos deverão levar materiais para desenho, como lápis, borracha, papéis, pincéis, tintas e cola.

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