quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Representante da FAO alerta para ‘quadro inaceitável’ em um mundo com 925 milhões de famintos


Como resposta aos desafios da segurança alimentar nas próximas décadas, o representante da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), Hélder Muteia, destaca a necessidade da criação de um novo quadro institucional capaz de favorecer a cooperação entre países e a adoção de políticas coordenadas , por meio de fóruns como o G20. Muteia ministrou a palestra A produção e a demanda mundial por alimentos, no 1º Fórum Sebrae de Conhecimento, que ocorreu durante os dias 17 e 18 de novembro, em Brasília.
O representante da FAO expôs a situação da insegurança alimentar mundial e as dificuldades que os países terão de enfrentar para alimentar 9 bilhões de pessoas em 2050. “O mapeamento da desnutrição global mostra a face mais perversa da miséria: convivemos com 925 milhões de famintos no mundo, a maioria na África Subsaariana e na Pacífico Asiático. Um quadro inaceitável”, disse Muteia.
Segundo ele, o crescimento populacional, o aumento da demanda por alimentos dos países emergentes, a volatilidade dos preços dos alimentos, somados às mudanças climáticas, à degradação dos solos e à escassez de água estão entre as principais causas do aumento da fome mundial.
Agricultura familiar
O representante da FAO ressaltou que a agricultura familiar é uma poderosa ferramenta para garantir a segurança alimentar da população mundial e das futuras gerações. “O fortalecimento da agricultura familiar, que permite ao pequeno produtor o acesso à terra, água, mercado, tecnologia e crédito, ainda é a chave para a redução da pobreza e da fome”.
Muteia afirmou que o Brasil apresenta avanços significativos na redução da pobreza. “As políticas de fortalecimento das produções locais, aliadas a programas de transferências condicionadas e de mudanças na qualidade nutricional nos cardápios das escolas ajudaram a transformar o Brasil em um modelo internacional de inclusão social”.

  

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