terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Maestro João Carlos Martins rege coral de crianças refugiadas em São Paulo

Maestro João Carlos Martins com criança refugiada de Angola que vive no Brasil Foto: Projeto Somos Todos Iguais

Nos dias 16, 17 e 18 de dezembro, o pianista e maestro João Carlos Martins subirá ao palco do Teatro Santander, em São Paulo, para reger uma turma de 25 crianças refugiadas. Elas vêm da Síria, Angola e República Democrática do Congo e fazem parte do coral “Somos Iguais”, uma iniciativa da voluntária Daniela Guimarães para ajudar famílias que fugiram da violência e tentam reconstruir suas vidas no Brasil.

“Estamos ensaiando há 40 dias e o desenvolvimento tem sido extraordinário”, atesta João Carlos. “Ter ao lado uma orquestra de ponta é algo que certamente ficará marcado na memória destas crianças para sempre”, completa o maestro, referindo-se à Orquestra Bachiana Filarmônica SESI-SP, da qual é fundador e regente titular.
“O maestro foi de uma generosidade emocionante. Não hesitou um momento e embarcou, trazendo consigo a Fundação Bachiana. Tem sido um sonho, mas temos um longo caminho pela frente”, diz Daniela, responsável pelo coral e pelo Projeto Humanitário, um dos parceiros da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) em São Paulo.
As crianças interpretarão, entre outras canções, “Se Essa Rua Fosse Minha” e “The Lord Be Magnified”. O programa inclui ainda músicas eruditas de compositores como Johann Sebastian Bach. O repertório dos Três Tenores — Plácido Domingo, Luciano Pavarotti e José Carreras —, com as canções “Amigos Para Siempre” e “Nessum Dorma”, também será levado ao palco pelos jovens refugiados.
“Além de chamar a atenção e buscar condições básicas para a saúde, moradia, trabalho e educação, o Projeto Humanitário busca integrar de forma efetiva estas famílias à sociedade. Integrar pessoas, culturas, raças, credos. O coral é um exemplo de que isso é possível. Crianças (e suas famílias) de origens e crenças tão distintas, unidas por um passado de violência e juntas pelo sonho do futuro. É a configuração de um novo mundo”, explica Daniela.

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