quinta-feira, 1 de setembro de 2016

OSESP EURO 2016 | BALANÇO E RESENHAS NA IMPRENSA INTERNACIONAL


Plateias lotadas, público caloroso e boas críticas da imprensa internacional marcaram a breve, porém intensa, passagem da Osesp pela Europa nos Concertos Internacionais 2016. Convidada a participar de importantes festivais, a Osesp foi a primeira orquestra brasileira a se apresentar no Festival de Edimburgo, na Escócia, e no Festival de Lucerna, na Suíça, além de ser a primeira a retornar aos Proms (onde tocou, em 2012), em Londres, Inglaterra.

Foram quatro concertos, 7,4 toneladas de equipamentos e 106 pessoas no total, incluindo 92 músicos, 14 integrantes da equipe de apoio (técnica, produção, Centro de Documentação Musical, inspetor de orquestra e direção). O repertório incluiu obras dos compositores brasileiros Marlos Nobre (que teve a estreia europeia de sua peça Kabbalah) e Heitor Villa-Lobos, além de grandes mestres do repertório sinfônico europeu, e ainda uma seleção de compositores icônicos da música popular brasileira, como Pixinguinha, Dorival Caymmi e Tom Jobim, especialmente para o Late Night Prom.

A Osesp começou a turnê pelo Festival Internacional de Edimburgo (22/08), um dos mais tradicionais da Europa, fundado em 1947, e que reúne o melhor da música clássica, da ópera, da dança e do teatro produzidos ao redor do mundo. O concerto teve a participação do Edinburgh Festival Chorus, tradicional coro que integra o Festival escocês. A plateia no Usher Hall (2.300 pessoas) aplaudiu de pé a Orquestra por dez minutos, que agradeceu com dois bis.

Depois rumou para Londres, para o prestigiado Festival BBC Proms – o maior festival de música clássica do mundo –, criado em 1895, cujo nome “Promenade Concerts” (que gerou o apelido “Proms”) se deve aos concertos com ingressos baratos, para plateia de pé, geralmente com lotação esgotada.  A Orquestra fez duas apresentações seguidas no mesmo dia (24/08), com programas diferentes. A primeira, na programação principal do Proms e, a segunda, dentro da cultuada série Late Night Proms. Os concertos tiveram a participação da consagrada pianista venezuelana Gabriela Montero, como solista convidada, além de 17 músicos da Jazz Sinfônica, que tocaram junto com a Osesp um repertório somente de música popular brasileira. Mais uma vez, o público, que lotou o Royal Albert Hall (6.000 pessoas), aplaudiu de pé a Orquestra, que tocou dois bis no primeiro concerto e três no segundo.

No encerramento dos Concertos Internacionais 2016, a Osesp faz sua estreia nFestival de Verão de Lucerna, na Suíça, também tendo como solista a pianista Gabriela Montero. Criado em 1938, o Festival reúne as maiores estrelas da música de concerto internacional para tocar na charmosa região situada às margens do Lago Lucerna, rodeado por belas montanhas. O tema desta edição foi “PrimaDonna” e explorou o papel das mulheres na música de concerto. A apresentação da Osesp lotou o imponente KKL (1.800 pessoas), com aplausos do público em pé e três bis da Orquestra.

De volta ao Brasil, a Osesp continua a Temporada 2016 trazendo como grande novidade a estreia da figura de “Artista Associada” – nada menos que a extraordinária contralto e regente francesa Nathalie Stutzmann –, que participará de um encontro com o público pela série “Música na Cabeça” (15/09), comandará dois programas diferentes (15 a 17/09; e 22 a 24/09), além de um Concerto Matinal Gratuito (25/09).

A presença da Osesp em relevantes festivais internacionais na condição de orquestra convidada reforça a importância do investimento do Governo do Estado de São Paulo em seu projeto de excelência artística, e permite mostrar ao público internacional uma imagem representativa da cultura brasileira e paulista.

Os Concertos Internacionais Osesp 2016 têm patrocínio exclusivo da BM&FBOVESPA, que cobriu todas as despesas de viagem da Orquestra. O projeto foi totalmente financiado pela BM&FBOVESPA, com orçamento previsto de R$ 5,5 milhões. O novo investimento da Bolsa na disseminação da cultura contempla um rol de iniciativas da companhia em ações pela cidadania. A empresa já promove a educação financeira por meio do Instituto Educacional BM&FBOVESPA e o investimento social pelo Instituto BM&FBOVESPA.


Ouça o concerto da Osesp no BBC Proms:

Ouça o concerto da Osesp e Jazz Sinfônica no Late Night Proms:

Conheça os bastidores do Proms no dia dos concertos da Osesp:

Assista matéria sobre a Osesp no BBC Proms no Jornal Hoje (TV Globo):


Leia uma seleção de trechos de resenhas publicadas até o momento:

- Sobre os concertos no BBC Proms 2016
“Rachmaninov’s Symphonic Dances found Alsop and the orchestra at their best, the wind section in particular. (...) Alsop’s sensitivity caught the elusive mix of elegy and experiment that characterises Rachmaninov’s last orchestral score.”

As Danças Sinfônicas de Rachmaninov encontraram Alsop e a orquestra em seu melhor momento, especialmente no naipe de sopros. (...) A sensiblilidade de Alsop capturou a elusiva mistura de elegia e experiência que caracteriza esta última composição orquestral de Rachmaninov.

Martin Kettle, The Guardian, 25/08/16
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“The superb string section of the São Paulo Symphony Orchestra (OSESP) performed it with warmth, clarity and fluidity and with fine shaping from Alsop.”

O ótimo naipe de cordas da Osesp interpretou [o Prelúdio das Bachianas nº 4] com um calor, clareza e fluidez, refinadamente lapidado por Alsop.

Mark Thomas, Bachtrack, 25/08/16
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“The Sao Paolo SO displayed impressive ensemble skills in their compatriot Marlos Nobre’s Kabbalah, and a fabulously textured string sound in the Prelude of Villa-Lobos’s Bachianas Brasileiras No. 4.”

A Osesp mostrou uma impressionante noção de conjunto em Kabbalah de Marlos Nobre, e uma fabulosa textura na sonoridade das cordas no Prelúdio das Bachianas Brasileiras nº 4 de Villa-Lobos.

Barry Millington, Evening Standard, 25/08/16
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“The second half opened with the prelude of the fourth of Villa-Lobos’ Bachianas Basileiras. (…) The SPSO’s strings produced beautifully layered textures and elegantly shaped lines while unearthing the highly expressive heart of the material. The SPSO’s leader, Emmanuele Baldini, played the violin solos with enormous eloquence while Alsop coaxed an impressive range of dynamics and sonorities from the players.”

A segunda metade do concerto abriu com o “Prelúdio” das Bachianas Brasileirasnº 4 de Villa-Lobos. (...) As cordas da Osesp apresentaram belas texturas e linhas elegantes, revelando a grande expressividade da peça. O spalla Emmanuele Baldini interpretou os solos de violino com enorme eloquência, enquanto Alsop extraía dos músicos uma impressionante gama de dinâmicas e sonoridades.

Robert Beattie, Seen and Heard International, 26/08/16
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“Sao Paolo made an impressive Proms debut with some delicious concertmaster solos.”

Concerto impressionante da Osesp nos Proms, com solos deliciosos do spalla [Emmanuele Baldini].

Norman Lebrecht, Facebook, 24/08/16
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“Brazilian composer Marlos Nobre's 2003-04 "Kabbalah," played by the Sao Paulo Symphony Orchestra led by Marin Alsop, sent bursts of Latin American rhythmic exhilaration bouncing about the cavernous auditorium. A Proms favorite, Alsop kept the Brazilian beat going with a smidgen of Villa-Lobos and encores that ushered in a late-night jazz jam by her and members of her orchestra.”

Kabbalah, do compositor brasileiro Marlos Nobre, com a Osesp regida por Marin Alsop, contagiou o público com alegres rítmos latino-americanos. Um das favoritas do Proms, Alsop apresentou também um pouco de Villa-Lobos e bis que anteciparam a “jam” no concerto da Late Night.

John von Rhein, Chicago Tribune, 30/08/16
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“By the end of the BBC Proms next week, there will have been 75 concerts this season. Just eight will have been conducted by women (…). Ms Alsop had charge of two Proms last week with the São Paulo Symphony Orchestra, of which she is principal conductor.

Ao término do BBC Proms, na próxima semana, terão sido apresentado 75 concertos nesta edição. Somente oito deles foram conduzidos por mulheres (...). Marin Alsop esteve à frente de dois programas com a Osesp, da qual é regente titular.”

The Guardian, Editorial, 29/08/16


- Sobre o concerto no Festival Internacional de Edimburgo:

“(…) but it is true that their strings seemed to find something a bit unusual to say about the symphony’s strident opening, casting it in a new, softer light that nevertheless remained commanding.  They were magical in the slow movement, too, seeming to evoke a whole universe of unspoken grief with a harder edge of suffering in the central section.”  

(...) mas também é verdade que as cordas pareciam ter descoberto algo de inusitado para dizer sobre a ruidosa abertura da sinfonia [Quinta de Shostakovich], colocando-a sob uma luz nova, mais suave, e que ainda assim se sobressaía. Foram também mágicas no movimento lento, parecendo evocar todo um universo de angústia silenciosa, mas não menos áspera, na seção central.

Simon Thompson, Seen and Heard International, 23/08/16
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“Shostakovich’s Fifth Symphony was taught, direct and vibrant, superbly paced to ramp up tension and hit climaxes blazing.” 

Quinta Sinfonia de Shostakovich foi tocada de forma direta e vibrante, com andamento extraordinariamente bem executado para fazer crescer a tensão até o clímax, de forma eletrizante.

Kate Molleson, Herald Scotland, 23/08/16
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“Alsop and the São Paulo SO gave a barnstorming account of the work, energetically passionate, serious and life-affirming. (…)The string playing was rich, dynamic and passionate from delicate solos and ensembles to vigorous unison. Lively woodwinds and solid brass added depth and darkness, yet jollity too with mischievous rubato in the second movement marionette-like waltz.”

Alsop e a Osesp mostraram uma performance empolgante da obra [Quinta Sinfonia de Shostakovich], energicamente apaixonada, séria e vital. (...) A interpretação das cordas foi rica, dinâmica e apaixonada, desde os solos delicados até os uníssonos vigorosos. Os sopros vivazes e os maciços metais acrescentaram profundidade e, ainda, alegria ao malicioso rubato da valsa do segundo movimento.

David Smithe, Bachtrack, 23/08/16


- Sobre o concerto no Festival de Verão de Lucerna:

"Fine Debut at the Festival for Marin Alsop and São Paulo Symphony Orchestra."

Ótima estreia no Festival para Marin Alsop e Osesp.

John Rhodes, Seen and Heard International, 28/08/16
Leia a resenha completa: 
http://seenandheard-international.com/2016/08/fine-debut-at-the-festival-for-marin-alsop-and-sao-paulo-symphony-orchestra/ 

Fonte: Fernando Freitas / Comunicação - Imprensa

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