quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Exemplos de Cidadania e Responsabilidade Socioambiental


Programa Aluno Presente dribla a evasão escolar e traz crianças cariocas de volta à sala de aula

Por Cecília Garcia, do Promenino, com Cidade Escola Aprendiz

Aqueles ritos que precedem a ida à escola, como arrumar os cadernos na mochila, colocá-la nas costas e abrir o portão luminoso de sol para ir estudar não fazem parte da rotina de muitos meninos e meninas no Brasil. Segundo levantamento feito pela plataforma Todos Pela Educação, em 2014, foram contabilizadas 2,8 milhões de crianças e adolescentes fora do ambiente escolar. Quando o escritor Rubem Alves fala das escolas que são asas, “que existem para dar aos pássaros coragem para voar”, fica também o anseio de que esses alunos tenham possibilidade de frequentar o espaço de aprender e brincar.

No município do Rio de Janeiro, o cenário de evasão escolar é perpendicular ao caminho da desigualdade social. Na “cidade partida”, como bem a chamou o escritor Zuenir Ventura, é nas comunidades vulneráveis que estão os índices mais altos de evasão escolar. Em 2014, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estática (IBGE) constatou que 24.417 crianças e adolescentes estavam fora das escolas na cidade, composto por uma rede de 11 coordenadorias regionais de educação.

Fazer com que as asas das crianças batam e avoem para dentro da sala de aula é a missão do projeto Aluno Presente. Atuando desde o final de 2013 no município do Rio de Janeiro, o programa é trabalho da Associação Cidade Escola Aprendiz, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação da Prefeitura do Rio de Janeiro. Ele também integra a ação internacional Educate a Child, que atua em 32 países, com a missão de garantir que as crianças tenham direito à educação básica para se desenvolver plenamente.

O Aluno Presente é uma iniciativa cujo nome se autoexplica: trata-se de unir forças para fazer com que as crianças estejam na escola, diminuindo assim os altos índices de evasão. Para tanto, o projeto trança uma rede de atuação entre a família, a escola e a comunidade onde a criança que evade está inserida. Para identificá-las, foi necessário um trabalho hercúleo e pioneiro: mapear socioterritorialmente o município, subir e descer as quentes ladeiras cariocas para entender o ecossistema que favorece a ausência escolar. [...]

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