quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Teatro promove inclusão psiquiátrica unindo sanidade e loucura

Trabalhar com a ideia de jogar cenicamente com os delírios, fantasias e devaneios pessoais é o que propõe a oficina Teatro: se delirar, delirou – uma vivência entre arte e loucura, que integra a programação do Festival de Verão 2012. "O teatro faz a gente se conhecer e se reinventar de forma divertida. E na perspectiva da loucura essa liberdade criativa é muito grande", justifica Juliana Barreto, que coordena a atividade juntamente com a professora Maria Stella Goulart, do Departamento de Psicologia da UFMG.
Juliana também é coordenadora do Grupo Sapos e Afogados, que realiza atividades teatrais com pessoas com deficiência mental. Os próprios integrantes do grupo conduzirão o processo de criação teatral dos alunos, "numa tentativa de multiplicar os olhares, para que eles possam ser reconhecidos como atores e não como loucos", acrescenta ela.
Marcada para o período de 18 a 21 de fevereiro, a oficina, vai, segundo a coordenadora, "brincar de subverter a lógica" e mudar o cenário da organização do teatro, propondo uma inclusão psiquiátrica. "Vamos estabelecer um processo de troca de experiências, com respeito às diferenças, o que é fundamental para a reabilitação psicossocial dessas pessoas", completa Juliana. A organização da oficina recomenda que os alunos levem roupas leves para facilitar a movimentação.
Há 35 vagas, e as inscrições podem ser feitas no aqui ou no posto da Fundação na Praça de Serviços do campus Pampulha. As atividades serão realizadas no prédio da Faculdade de Ciências Econômicas (Face).

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