sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Você já ouviu falar sobre a Casa Histórica de Deodoro?

Um dos mais importantes sítios da História recente do país, a Casa Histórica de Deodoro, um sobrado localizado no número 197 da Praça da República, esquina com Rua Azevedo Coutinho, está sob responsabilidade administrativa do Museu Histórico do Exército. Além de servir de residência para o Marechal Deodoro da Fonseca, proclamador da República Brasileira, foi na Casa Histórica de Deodoro, chamada assim desde 1889, que foi decidido o primeiro Ministério Republicano, no dia 09 de novembro de 1889.

Como todas as residências construídas no início do século XIX, a Casa Histórica de Deodoro possui características típicas de um sobrado urbano residencial do período colonial. Foi construída com pedra, cal e óleo de baleia, materiais fartamente utilizados pelos portugueses nas construções do período. Algumas paredes internas foram levantadas originalmente em taipa, pau-a-pique e madeira, mais tarde substituídas por paredes de tijolos, nas diversas reformas realizadas. Entretanto, sua fachada conserva as características originais, apresentando as ombreiras enquadradas em pedras e várias aberturas. Suas telhas foram feitas artesanalmente, moldadas “nas coxas” dos escravos .

Assim como em todo sobrado do final do período colonial, a Casa tinha os seus dois pavimentos com funções bem definidas. O andar térreo era destinado à guarda dos carros puxados por animais (razão pela qual existe uma entrada central mais larga), como habitação para os escravos da família, ou mesmo para instalação de atividades comerciais. Portanto, constituía-se na parte menos nobre do imóvel, uma vez que era dedicada ao trabalho braçal, coisa desprezada pela sociedade da época (lembremos que a construção da Casa está inserida num contexto de uma sociedade escravocrata).

No andar superior ficava a verdadeira residência da família. Havia uma varanda na parte frontal, de onde podia se observar o movimento da rua; a sala de receber, constituída de poucos móveis; um corredor que fazia a ligação desta para as alcovas, que eram os quartos, os quais eram desprovidos de janelas para o exterior, característicos dos hábitos lusitanos de recanto familiar; e finalmente, o principal ponto de reunião da família, a sala de jantar.

Exposições: terça a sexta das 10 às 17hs
Entrada franca
End.: Praça da República, nº 197, Centro
Tel.: (21)2222-0126

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