sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Nova iniciativa da ONU destina 1,5 bilhão de dólares para educação


O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, acaba de anunciar (26) uma nova iniciativa de 1,5 bilhão de dólares para aumentar o acesso e a qualidade da educação para crianças em todo o mundo.
A iniciativa chamada Educação Primeiro – “Education First” –  foi lançada em um evento paralelo  à 67ª Sessão da Assembleia Geral  da ONU, que acontece em  Nova York. “Estamos aqui  hoje porque sabemos que todas as crianças, em todos os lugares, merecem essa oportunidade”, disse Ban.
Países, empresas privadas e fundações mobilizaram recursos para a iniciativa, que vai se concentrar em três prioridades durante os próximos cinco anos. São elas: colocar todas as crianças na escola, melhor a qualidade de aprendizagem e estimular a cidadania global através da educação.
“Educação Primeiro procura responder à chamada dos pais em todo mundo para oferecer a educação que seus filhos merecem – desde os primeiros anos até a idade adulta”, disse Ban.
No final da década de 1990, 108 milhões de crianças em idade escolar primária não estavam matriculados nas escolas. Esse número caiu para 61 milhões hoje, de acordo com o relatório de monitoramento global da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).
Embora tenha havido progresso significativo nesta área, Ban sublinhou que ainda há muito a ser feito para alcançar a educação primária universal – um dos objetivos de combate à pobreza conhecidos como Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) – antes da data limite de 2015.
“Não devemos poupar esforços para alcançar os ODM até 2015. Temos três anos e três meses. Devemos intensificar nosso trabalho. Esta é a nossa responsabilidade coletiva”, afirmou o Secretário-Geral.
Ban também ressaltou que a iniciativa vai incentivar a educação transformadora que vai dar às crianças as ferramentas e habilidades necessárias para o mercado de trabalho de hoje, fazendo a ponte entre as competências e poder tecnológico, enquanto que ao mesmo tempo vai ajudar os jovens a “forjar sociedades mais justas, pacíficas e tolerantes”.


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